CURIOSIDADES

7 razões para nunca visitar o SeaWorld

Sheila Vieira
Autor
Sheila Vieira
7 razões para nunca visitar o SeaWorld

Lembro de quando eu era pré-adolescente e assista ao programa da Eliana na Record. Quase todo dia ela passava matérias que havia gravado no SeaWorld de Orlando e só queria que acabasse o mais rápido possível. Achava aquilo meio sem propósito. Depois que virei adulta e descobri tudo que está por trás da “Shamu” e daquele lugar, pode ter certeza de que nunca pisarei lá. Os motivos:

1. Tilikum, a orca que foi sequestrada quando criança e já matou três treinadores

O documentário “Blackfish”, de 2013, que foi fundamental para as ações judiciais e a decadência do SeaWorld, mostrou praticamente toda a vida de Tilikum, a principal estrela dos shows. Desde o momento em que ele foi brutalmente capturado junto a outras baleias quando pequeno, passando por todo o stress de ser o principal reprodutor do cativeiro e estrela dos shows, até o momento em que matou Dawn Brancheau, terceira treinadora morta por ele.

Aqui está a cena da captura, uma das mais tristes de “Blackfish”:

2. As baleias eram máquinas de reprodução

Digo “eram”, porque o SeaWorld anunciou nesta quinta (17 de março de 2016) que vai parar com seu programa de reprodução. Depois que houve a proibição da captura das orcas da natureza, a saída para a empresa foi cruzar os animais que tinha, especialmente Tilikum, por ser o mais forte e impressionante para o público. Orcas fêmeas foram submetidas a inseminação em idade bem menor do que o recomendado por biólogos.

3. Os treinadores não são devidamente preparados

Ser um treinador de baleias nos EUA é um emprego para quem não conseguiu a carreira que sonhava e está procurando um bico. Claro, você precisa ter jeito com os animais, mas os que deram entrevistas para “Blackfish” deixaram claro que o conhecimento deles sobre zoologia ou veterinária era praticamente nulo antes de conseguirem o emprego. O do vídeo abaixo, por exemplo, deu sorte de ser mergulhador, caso contrário não teria sobrevivido às repetidas tentativas da orca de afogá-lo:

4. Eles não se responsabilizam pelas mortes de seus treinadores

Sempre que um treinador do SeaWorld morre, a empresa alega que foi um “acidente”. O caso de maior repercussão foi o de Dawn Brancheau, em 2010, que resultou na proibição de treinadores ficarem na água com as orcas durante os shows, mas uma das partes mais angustiantes de “Blackfish” é o segmento sobre um parque espanhol que recebeu baleias do SeaWorld. Um treinador morreu após o ataque de uma orca e a empresa alegou em tribunal que não tinha ligações com o acontecido.

5. Orcas não fazem graça porque são felizonas. É para serem alimentadas.

Brancheau morreu durante o show “Jantar com a Shamu”, quando seu estoque de comida estava menor do que o normal. Tilikum ficou estressado e matou uma treinadora extremamente experiente, que trabalhava no local há 16 anos. As orcas, principalmente as que já nasceram lá, sabem que sua alimentação está condicionada a fazer os que os treinadores pedem. Eu não me sentiria bem em ver uma apresentação sabendo disso.

6. Elas vivem menos tempo em cativeiro

Imagina que você tem a capacidade de nadar 100 milhas por dia, mas fica o tempo todo em um tanque olhando para as mesmas caras de sempre. Pois é, que morte horrível. Orcas de cativeiro ficam mais depressivas e morrem antes do que deveriam.

7. Vamos deixar os animais viverem de boa

Sério, animais são incríveis e muito mais capacitados para lidar com o mundo do que a gente, que precisa ficar inventando máquinas para lidar com as coisas. Deixem-os viver. Não vamos pagar ingressos para vê-los dançando, pulando, dando cambalhota ou sei lá o quê. No zoológico, pelo menos, há equipes de veterinários e biólogos cujo objetivo principal é cuidar, não explorar.

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