A cidade não para
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20 memórias aleatórias do vestibular

Sheila Vieira
há 2 anos5 visualizações
20 memórias aleatórias do vestibular
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Minha mesa na véspera de Natal.

1. A primeira vez que eu prestei Fuvest, em novembro de 2006, e percebi que eu nunca tinha tido aula de metade do que caiu na prova. 

2. Eu super feliz por ter passado na Cásper Líbero, mesmo já tendo optado por um ano de cursinho com bolsa.

3. A primeira aula no cursinho sobre Lei de Mendel. O professor chamou de assunto básico. Eu me perguntei porque estava vendo um assunto básico pela primeira vez na vida só no cursinho.

4. Um dia que eu estava assistindo ao Pan do Rio nas duas semanas de ‘férias’ e lembrei que já tinha passado metade do ano e minha média de acertos nos simulados de matemática era 3 de 10. Larguei o Pan.

5. Ao invés de pegar o metrô na Sé, voltar com a minha amiga para a República e tentar entrar em um trem vazio lá. Passar a viagem toda na linha vermelha conversando. Eu ia sentir falta disso na faculdade.

6. Minha surpresa com a facilidade da prova do Enem naquele ano. Sempre usava todo o tempo das provas e daquela vez eu terminei bem antes da hora mínima. No dia seguinte, vi que vários haviam gabaritado. Eles tinham que mudar o formato e aumentar a dificuldade nos anos seguintes. Fizeram isso.

7. O dia do casamento da minha irmã, um dos poucos dias de março a janeiro que eu não resolvi uma questão.

8. O dia que eu percebi que tinha perdido uns seis quilos.

9. A aula em que um professor afirmou que não gostava de mulheres que falavam palavrão e que as meninas estavam perdendo sua feminilidade. Tive vontade de falar um palavrão para ele.

10. Crise de choro no primeiro dia da revisão. Obviamente causado por uma aula de geometria espacial.

11. Crise de choro no último simulado antes da primeira fase. Acertei 61/90 e o corte de Jornalismo era estimado em 65.

12. Quando o fiscal não quis me dar carteira de canhoto na primeira fase, porque eram aquelas carteiras grandes. Foi bem legal não ter encosto para o cotovelo por cinco horas.

13. Quando o mesmo fiscal não deixou a gente usar relógio e nos obrigou a ficar perguntando a hora para ele 50 vezes.

14. 67, com o bônus, 71. Deu. Mas uma porrada de gente prestando Jornalismo acertou bem mais. Tinha que ir melhor na segunda fase.

15. O dia que o Corinthians foi rebaixado. Perdi o início do jogo para fazer um simulado de história.

16. As aulas meio esvaziadas após a primeira fase. Quem tinha acertado mais de 75 deu uma relaxada. Bom sinal para mim.

17. A épica prova de Geografia da segunda fase. Todo mundo na porta da UNIP-Tatuapé com cara de choque se perguntando QUAL ERA AQUELE PAÍS DO MAPA (Bahrein).

18. Quando eu fiz a rematrícula no cursinho para garantir a bolsa caso eu não passasse.

19. “Mãe, eu consegui a turma da manhã!”. A turma que ia me fazer acordar às 5h.

20. Quando eu ouvi minha mãe no telefone dizendo a alguém: ‘Ela foi na raça mesmo’.

O que eu aprendi trabalhando em home office

Sheila Vieira
há 2 anos1 visualizações
O que eu aprendi trabalhando em home office
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É bem simples, na verdade: como quase tudo no mundo, há o lado bom e o ruim. Não trabalho em casa sempre, mas boa porcentagem da minha vida acontece no meu quarto, com o notebook no colo (devia usar a mesa, mas ela me deixa muito próxima da TV). Para você que sonha em um dia poder trabalhar em home office (conhecido também como escritório em casa), eu conto o que você ganharia e perderia no processo.

Locomoção

Esta é a primeira coisa que todo mundo pensa como um benefício do home office. E não há como negar: é um alívio absurdo não precisar acordar às 5h da manhã (como eu fazia na época da faculdade) e encarar trânsito, metrô e/ou ônibus lotados. O estresse diário desses trajetos longos que fazemos nas grandes cidades provoca um impacto psicológico e físico muito maior do que imaginamos. Ficar livre disso é maravilhoso.

Porém, confesso que a permanência em um mesmo cômodo por muito tempo acabou prejudicando meu sono, que já não era uma maravilha. Após um dia em um torneio de tênis, rodando para lá e para cá o tempo todo, eu caio na cama como uma pedra. Em um dia de home office, fico até 2h ou 3h da manhã procurando algo para ver na TV, porque o corpo simplesmente não entende que eu já trabalhei e agora é hora de descansar.

Comida

Nada dá mais fome neste planeta do que trabalhar em um escritório. Eu queria comer TODO O TEMPO. Chocolate, coxinha, pão de queijo, os doces da Maria Sharapova, o que aparecesse pela frente. Mas sempre dava aquele desânimo de deixar o local, ir a uma padaria ou mercadinho mais próximo e comprar algo, sendo que eu voltaria a ficar com fome meia hora depois.

O que eu aprendi trabalhando em home office

Em casa, basta ir à cozinha! Eu não moro sozinha, então tem sempre uma quantidade de comida razoável para beliscar. E o almoço é bem melhor do que o restaurante por quilo da rua (crédito total para a minha mãe nesta parte). Porém, não é seu patrão que paga por sua alimentação, assim como pela internet usada e pela energia elétrica gasta. Para uma pessoa que está acostumada a ter vale para tudo, pode ser um choque.

Música

Depois de terminar uma tarefa, não há nada melhor que ouvir uma música para respirar um bocado antes de começar a próxima, certo? Há pessoas que conseguem fazer isso no escritório, colocando o fone de ouvido, tomando cuidado para a tela não denunciar o Spotify aos colegas e fazendo cara de paisagem enquanto imagina que está no karaokê. Em casa, dá para fazer isso sem culpa! Até sem fone de ouvido! Porém, a chance de você se empolgar e ouvir 10 músicas e ver 20 vídeos no YouTube antes de se concentrar novamente é enorme. Não adianta. Uma casa tem muitas distrações e elas são sedutoras.

O que eu aprendi trabalhando em home office

Horários

Um emprego que te permite trabalhar em casa provavelmente também tem uma flexibilidade maior de horários. Você pode adaptar a sua produtividade de acordo com outros compromissos do dia. Precisa resolver um pepino o mais rápido possível (tipo ligar para SAC)? Faça isso! Ninguém vai te repreender. Também dá para receber as encomendas que você fez pela internet. Porém, como eu disse na parte da locomoção, não ter uma rotina acaba confundindo o seu corpo e afetando um pouco o seu sono.

O relacionamento com os colegas

Vocês devem achar que essa é a melhor parte de trabalhar em casa, certo? Ficar livre de reuniões e das conversas de corredor. Bom, sinto informar, mas elas continuam acontecendo, só que por Whatsapp, Messenger e email. E pior: o tom das palavras é muito mais pesado na forma escrita e tudo soa arrogante e grosso se você não coloca aquele emoji de sorrisinho no final. Conversar cara a cara é desgastante, mas deixa o tom das pessoas bem mais claro e costuma fazer todo mundo chegar a um consenso mais rapidamente. 

O que eu aprendi trabalhando em home office

Se o home office for realmente o futuro da humanidade, volte aqui para saber se eu estava certa.

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