A cidade não para
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Fatos que comprovam o quanto pedestres só se ferram no trânsito

Sheila Vieira
2 yıl önce21 görüntüleme
Fatos que comprovam o quanto pedestres só se ferram no trânsito
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É chato ficar parado no volante vendo o tempo passar e sentir que está preso e não tem como fugir? Sim.

É muito perigoso andar de moto ou bike? Com certeza.

Ninguém merece ficar de pé no busão esmagado com o braço dormente por ficar segurando no ferro por muito tempo? Ninguém.

Porém, ainda acho que os pedestres são as pessoas que mais se ferram no dia-a-dia selvagem das grandes cidades. Estes são os meus argumentos:

Pedestres estão totalmente expostos às loucuras do clima

Essa nós dividimos um pouco com os motocas e ciclistas. Está fazendo 40ºC com 80% de umidade relativa do ar? Você vai torrar, suar mais que o Rafael Nadal e correr risco de desidratação. Ainda por cima, não pode abrir o guarda-chuva para se proteger do sol porque isso é visto como coisa de tia (as tias estão certíssimas, vão ficar com menos mancha na cara do que a gente no futuro).

E chuva, então? Aquela que vem com o combo vento e “cai lateralmente”? Mesmo com aqueles umbrellas transparentes fechadinhos que você comprou no exterior, sua perna ou calça fica encharcada e você tem que torcer os sapatos quando chega ao lar. As meias às vezes dão perda total.

Pedestres tomam o desgraçado SPLASH

Parece cena de filme de terror. Você está andando na calçada enquanto chove, vê que há poças formadas no buraco da rua, um carro está se aproximando a 50km/h e há uma linha imaginária reta entre a roda e o buraco. Às vezes não dá tempo de reagir.

Aí está o seu banho do dia! O pior que eu já tomei foi de um ônibus na Teodoro Sampaio. Com água marrom. Da cabeça aos pés.

Às vezes é preciso atravessar olhando para trás

Não preciso explicar muito, né? Você vai atravessar naquela faixa pela qual há sempre carros passando, os que estão seguindo reto ou os que estão fazendo a curva. O que fazemos? Atravessamos meio que olhando para trás para garantir que nenhum motorista vai entrar voando na rua e nos matar no processo. 

Mesmo quando há o sinal/semáforo/farol/whatever exclusivo de pedestre, de vez em quando algum apressado está acelerando desde que viu o amarelo no sentido oposto. Depois ele percebe que não abriu para ele e freia, mas aí já está no meio da faixa.

Falando em motoristas que param em cima da faixa, este cara nos representa:

Atravessar em avenidas largas

Dá tempo, está verde!

Você dá os primeiros passos e começa a piscar vermelho. 

Ok, acho que ainda dá tempo. Para de piscar. Abre o verde para os carros e motos.

Alguns buzinam sem parar até você completar o trajeto. Outros fingem que aceleram na sua direção. Os piores aceleram mesmo.

Desviar de pessoas e coisas que brotam do nada na sua frente

Seja a pessoa que está distribuindo panfletos e coloca o braço na frente do seu corpo ou os freelas das ONGs que te abordam na saída do metrô gritando como o cara da propaganda das Casas Bahia, o fato é que muita gente acha que pode simplesmente bloquear o seu caminho na calçada. 

Pior ainda quando você se depara com isso:

A configuração das calçadas não favorece

Conte quantas avenidas principais de uma cidade você lembra que têm calçadas largas o suficiente para aguentar o volume de pessoas. Encheu uma mão? Difícil. Quando você está perto de vias expressas sem calçadas? Tem que achar uma passarela. Daí você demora 20 minutos para chegar a um lugar que estava a 200 metros de você.

Há pessoas que andam de bicicleta na calçada

Se é alguém que tem prática na bike ou que precisa entregar algo rapidamente, mais chance de pedalar velozmente pela calçada. O problema é: pedestres não escutam bicicletas vindo por trás e não têm seta para avisar quando vão para o lado ou querem entrar em um local. E é por isso que eu testemunhei um ciclista tendo que desviar de última hora de uma pessoa que deu um passo para o lado. Ele voou de cara no muro.

Pedestres estão mais vulneráveis a assaltos

Nem precisa de arma! Basta alguém te surpreender puxando seu celular, relógio, colar ou bolsa e PLUM! Adeus, pertences!

Pedestres chegam molhados nos lugares

No calor: pingando. 

No frio: pingando também, porque andar com muita roupa te deixa abafado. 

Na chuva: 

Eu já sei o que vocês estão pensando. “Mas e aquelas pessoas que atravessam sem olhar fora da faixa e se colocam em risco?”

Eu sei, é completamente errado. Mas lembre-se: ele é um pedaço de ossos, carne e órgãos e você é uma tonelada de metal. A sua lataria pode amassar e ele pode morrer. Portanto, não se esqueça:

#pedestrians #city #cars #urban

São Paulo 'contará ciclistas' que passam por ciclovias

Se você quiser saber quantas pessoas passam por dia, mês e ano de bicicleta pela ciclovia da Av. Faria Lima, em São Paulo, basta encontrar o totem instalado nesta terça-feira pela Prefeitura no local. Esta reportagem do site Bike é Legal, da Renata Falzoni, mostra como a estrutura (inédita no país) pode ajudar a administração municipal a ter dados mais concretos sobre o uso de bicicletas na região:

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Sim, como vocês viram, o 'poste inteligente' ainda está em teste e a inauguração oficial não tem data prevista. Porém, pensando em um futuro no qual haja um desse nas principais ciclovias da cidade, os números podem deixar mais claro se os críticos das faixas exclusivas têm razão ou não ao dizer que elas não têm demanda em muitos lugares.

Moro perto de uma das maiores e mais antigas ciclovias de São Paulo, a da Radial Leste, que até hoje não "pegou" como as da zona oeste. Provavelmente porque o trajeto inteiro dela (de Itaquera ao Tatuapé) é apenas uma parte do que a maioria dos trabalhadores da região percorre para trabalhar. Este totem contador esclareceria se minha percepção está certa.

Se você se interessa por ciclismo ou por bike como meio de transporte, coloque este site nos seus favoritos:

E continue a pedalar...

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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