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Outro nível de arte de rua: artista faz mega mural pintando 50 prédios em Cairo

Sheila Vieira
há 2 anos47 visualizações

Você aí se achando o Picasso porque fez umas pinturas na parede do quarto do seu filho, veja só o que este artista fez capital egípcia:

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Outro nível de arte de rua: artista faz mega mural pintando 50 prédios em Cairo

O responsável pelo mural é o francês de origem tunisiana eL Seed, de 34 anos, que atualmente mora em Montreal, no Canadá. Ele define seu estilo como “calligraffiti”, usando a caligrafia árabe como base de suas pinturas, e já fez murais em outras grandes cidades, como Doha, Melbourne, Paris, Los Angeles e Toronto.

A Primaverá Árabe, que teve a Tunísia e o Egito como dois de seus principais palcos, foi um grande incentivo para eL Seed expandir seu trabalho nos países árabes. “A revolução incentivou as pessoas a serem mais criativas, porque antes elas tinham medo. Agora temos mais liberdade”, declarou o grafiteiro para a CNN, em 2012.

Outro nível de arte de rua: artista faz mega mural pintando 50 prédios em Cairo

Mesmo com avanços, eL Seed precisou fazer o mural de Cairo sem o conhecimento do governo egípcio, já que as leis de expressão artística no país ainda são bem restritas. Mas o artista garantiu ao Tech Insider que os moradores não foram surpreendidos: “Tivemos a benção do padre. Ele nos deu permissão e todos no bairro sabiam”.

O bairro escolhido foi o Manshiyat Naser, no subúrbio da capital, uma área parecida com as favelas brasileiras, com casas de alvenaria sem planejamento. eL Seed não executou o projeto sozinho: contou com a ajuda de 20 pessoas para dar vida ao mural, durante três semanas.

Sem condições de trabalho, digamos, ideiais, eL Seed e sua equipe se ‘penduraram’ em muitos locais perigosos, mas a receptividade dos moradores os ajudou. “Toda vez que entramos em um prédio novo, não sabemos o que esperar. Você se aproxima de uma janela e alguém te oferece chá e comida. É sempre uma atitude positiva e isso que tentamos absorver”, afirmou.

Outro nível de arte de rua: artista faz mega mural pintando 50 prédios em Cairo

O resultado não ficou perfeitinho, mas eL Seed garante que esta não era a intenção. Ele também não se preocupará com a manutenção e não verá problema se algum morador quiser apagar uma parte ou um prédio tampe a visão geral do mural.

Confira todas as fotos da produção do mega mural: 

#streetart #graffiti #grafite #artederua #cairo #egito #egypt #elseed #mural

E quando não há ciclofaixas? Pinte-as você mesmo, dizem os ciclistas de Roma.

Sheila Vieira
há 2 anos30 visualizações

Esta é uma das coisas mais italianas que já aconteceram.

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E quando não há ciclofaixas? Pinte-as você mesmo, dizem os ciclistas de Roma.

Frustrados com a falta de ciclovias em pontos importantes de Roma, um movimento que atende pela hashtag #anonimiattivist (ativistas anônimos) está tomando medidas mais extremas: pegando tinta e pintando faixas para ciclistas em vias da capital italiana.

O movimento fez sua primeira intervenção em 2014, no túnel de Santa Bibiana. Durante a madrugada, os ativistas demoraram 45 minutos para pintar uma faixa com símbolo de bicicletas dentro delas. A prefeitura apagou o “trabalho” e os jovens pintaram novamente. Ela está lá até hoje.

O #anonimiattivist voltou a dar as caras no primeiro semestre de 2015, fazendo uma ciclovia “pirata” na ponte Tuscolana. Eles voltaram a atuar nesta semana, em março de 2016, pintando uma faixa de ciclistas em uma rua em Porta Maggiore, portal remanescente da Roma Antiga e importante ponto turístico, com intenso trânsito.

E quando não há ciclofaixas? Pinte-as você mesmo, dizem os ciclistas de Roma.

Os motoristas ignoraram a ciclofaixa da Porta Maggiore e até estacionam nela, mas os ciclistas em geral aprovam a atitude do movimento. As faixas, que custam cerca de 50 euros para serem “produzidas” por cerca de 12 pessoas, costumam ficar tortas, já que são feitas o mais rápido possível, e são vistas mais como uma intervenção artística e política.

A atitude do #anonimiattivist é também um reflexo de um movimento de ocupação do espaço urbano. Diversos prédios abandonados foram ocupados por iniciativas sociais e viraram centros culturais sem fins lucrativos.

Segundo o jornalista Lucas Caram, a malha de ciclovias no norte da Itália é bem mais significativa do que no sul, onde andar de bicicleta é tão perigoso quanto nas metrópoles brasileiras. Por ser uma cidade com muitos monumentos antigos, o trânsito da capital é caótico pela falta de espaço, algo que acaba contribuindo também para a falta de ciclofaixas.

A ideia de fazer ciclovias por conta própria onde elas não existem por má vontade da prefeitura apareceu pela primeira vez na Cidade do México, em 2011. Em São Paulo, seria mais fácil ver alguém pegar tinta para desfazer as ciclofaixas, ou pintá-las da cor do partido da oposição à Prefeitura.

#cycling #ciclistas #roma #rome #ativismo #bike #bicicleta #ciclovia #ciclofaixa

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