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Revolução à vista: cápsula que viaja a 1100 km/h deve chegar em 2020

Sheila Vieira
há 2 anos17 visualizações

Uma empresa está prometendo revolucionar o mundo dos transportes: o Hyperloop é uma espécie de cápsula que viajará a 700 milhas por hora (mais de 1100 km/h) e tem previsão de lançamento em 2020.

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Revolução à vista: cápsula que viaja a 1100 km/h deve chegar em 2020

Este veículo viajaria suspenso em tubos com baixa pressão atmosférica, permitindo que a cápsula encontre pouca resistência e assim possa atingir esta velocidade. Ao contrário de aviões, eles não precisariam de uma preparação enorme para decolarem, por serem menores. Como efeito de comparação, aviões comerciais costumam voar entre 800 e 900 km/h.

Uma viagem transportando carga que demoraria de oito a nove horas poderia ser feita de 15 a 20 minutos, segundo a chefia da Hyperloop. O empreendedor bilionário sul-africano Elon Musk promoveu o conceito em 2013 e desafiou engenheiros a fazer um design adequado: a UCLA é quem tem o projeto mais avançado.

Um dos desafios é fazer a viagem neste tubo ser confortável e que os passageiros só sintam a aceleração inicial e a frenagem, assim como em um avião. As estações também são projetadas tendo em vista que as pessoas não precisarão ficar tanto tempo esperando, já que as decolagens serão frequentes, como um metrô.

Assim como os trens mais modernos, como os da Linha Amarela de São Paulo, as cápsulas da Hyperloop não terão condutores humanos e, segundo a empresa, isso reduz o risco de acidentes.

Revolução à vista: cápsula que viaja a 1100 km/h deve chegar em 2020

Este é o trem sem condutor do metrô de São Paulo.

Na teoria, realmente parece algo revolucionário, mas há inúmeras questões que dificultam a prática. Primeiramente, você precisa construir este caminho de tubos despressurizados em centenas de quilômetros, algo infinitamente mais caro do que por trilhos no chão. Além disso, viajar de um país para outro assim demandaria um protocolo de segurança grande, o que já deixaria a preparação para a viagem similar à de um avião.

De qualquer forma, é bom ver que os grandes magnatas já entenderam que o transporte é uma questão fundamental das próximas décadas. Se não houver uma grande revolução nesta área, a tendência é que cada vez mais as pessoas vivam e trabalhem só por Skype.

Veja as primeiras cápsulas construídas:

#hyperloop #transporte #travel 

É possível admirar e não gostar do Carnaval ao mesmo tempo

Sheila Vieira
há 2 anos48 visualizações

"Tinha que ser paulixxxta!"

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É possível admirar e não gostar do Carnaval ao mesmo tempo

Como jornalista, muitas vezes você encara um conflito interno entre o que você sabe que é certo e o que você sente. Isso aparece nos assuntos que você aborda, qual ângulo você escolhe, qual verbo vai para o título. Acho que venho conseguindo, na medida do possível, saber até onde vai meu gosto pessoal e onde começam os consensos e fatos.

Por exemplo: eu acho o Carnaval um negócio fantástico. Os desfiles das escolas de samba do Rio, que movimentam as comunidades e promovem o samba, os trios elétricos de Salvador tocando axé (meu ritmo ‘brasileiro’ preferido), os blocos de rua em Olinda etc. O Brasil tem que se orgulhar muito de ter uma festa tradicional tão forte e rica.

Mas eu confesso que fico um pouco aliviada quando preciso trabalhar durante o Carnaval (já aconteceu algumas vezes). Há coisas que me irritam um pouco e são extremamente pessoais. Primeiramente, nas cidades tipicamente carnavalescas, você quase só encontra paulistas. Nós invadimos o Brasil por alguns dias. A gente se reconhece em nossa caretice. E vemos a cara de preguiça de cariocas, baianos, pernambucanos e outros para o nosso esforço de ‘pertencer’ à festa deles.

O segundo motivo é extremamente egoísta e um pouco vergonhoso. Por ser uma festa essencialmente de rua (e tem que ser, apesar de camarotes, abadás e afins), o Carnaval envolve muito sol na cara, suor e AGLOMERAÇÕES.

Eu odeio aglomerações. Deve ser trauma de pegar metrô na Sé.

Além de ficar com pressão baixa, minha coluna começa a doer loucamente quando eu fico mais de meia hora em pé (talveeeez porque eu tenho três tipos de desvio na coluna) e eu sou uma pessoa muito fresca com banheiro. Aos 26 anos, ainda não tive coragem de usar um banheiro químico. Ou pago para alguém que mora no local deixar eu usar a privada (método que botei em prática no JUCA 2009) ou seguro por horas até voltar para minha hospedagem (o que faz mal para a bexiga).

Terceiro: eu não bebo muito. Na verdade, eu só comecei a beber um pouco depois da universidade. Não sei o motivo, talvez porque eu tenha medo de perder o controle do que eu estou falando e fazendo. Em festas de rua, quase todo mundo está completamente louco. E não tem problema, cada um tem o direito de beber o que quiser. Mas, quando você é uma das poucas pessoas sóbrias no local, gente bêbada é algo especialmente irritante.

Principalmente homens. Os que puxam braço. Falam merda na sua orelha. Te xingam quando você não responde. Fazem você se sentir vulnerável e insegura.

Mas, olha, você que ama pular Carnaval. Não estou *chovendo no seu desfile*. Que bom que você é alguém desprovido de frescuras. Eu gostaria de ser assim às vezes. 

#carnaval 

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