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A primeira vez que eu fui ao cinema sozinha

Porque todo mundo tem que ter esse hábito

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Minha escolha de filme poderia ter sido melhor

Pode não parecer para quem me conhece, mas sou uma pessoa muito tímida. Não sei ficar sozinha nos lugares, acho que está todo mundo me encarando. Sou daquelas que a amiga foi cinco minutos para o banheiro já colo o nariz no celular. Estou até melhorando, mas algumas coisas sempre foram especialmente difíceis.

Tipo ir ao cinema sozinha.

E, cara, ir ao cinema sozinho é uma experiência antropológica, além de simplesmente muito prática. Ninguém pode ir no horário que você pode? Vá sozinho. Tem umas três horinhas para matar e não sabe o que fazer? Cola no cinema. Por que não? Quem deu aos casais e grupos gigantescos de amigos o monopólio sobre as salas da sétima arte?

Pois é. Foi com esse pensamento super ~prafrentex~ que resolvi enfrentar meus medos e partir para uma sala de cinema. Lembro até hoje. Foi lá na Paulista, e o filme eleito foi "Amour", aquele francês super elogiado sobre um casal de velhinhos. Não sabia exatamente o que aconteceria no filme, mas né, vamo que vamo.

O problema é que eu não posso ver velhinho sofrendo. Por algum motivo ainda oculto, é a coisa que mais me deixa triste. Sabe galera que chora vendo cão com três patinhas? Sou eu elevado a vigésima potência com velhinhos sofrendo.

Aonde que esse filme é apropriado para crianças, minha gente?

E, bom, eu devia ter sido mais esperta. Primeiro que comprei um lugar bem no meião do cinema, toda pimpona. E cheguei cedo. Só. dava. eu. As pessoas que foram se acomodando ao meu redor, como se eu fosse um messias. Depois que o filme é triste, minha gente. Para quem sofre de empatia profunda com velhinhos, ele é mais triste ainda. Eu comecei a soluçar. Ficou feio. Comecei a fazer barulhos de choro.

Tive que me levantar e continuar chorando sozinha no fundo da sala.

Minha primeira experiência solo em uma sala de cinema foi absolutamente constrangedora. 

Imagens exclusivas de Amanda chorando (faltou o nariz escorrendo e a cara toda vermelha e inchada - não é um choro bonito, gente)

Mas o importante é você aprender com os seus erros. Na próxima sessão, eu já era uma pro: comprei minhas pipocas de buenas, refri, até uns m&m's porque quem não tem namorado tem chocolate, sentei no canto e fui curtir muito um filme de comédia. Pequenas vitórias!

Medos superados:

ir ao cinema sozinha - check 

:)

#cinema #filme 

Oremos! Diretor de “Senna” e “Amy” fará documentário sobre Maradona

Sheila Vieira
há 2 anos5 visualizações

Diretor de documentários mais pop do momento, o britânico Asif Kapadia escolheu um ótimo personagem para seu terceiro filme de grande circulação: Diego Armando Maradona.

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Oremos! Diretor de “Senna” e “Amy” fará documentário sobre Maradona

Responsável pelo emocionante “Senna” (sim, fãs do Piquet, o filme escondeu as falhas dele, mas é ótimo mesmo assim), Kapadia está concorrendo ao Oscar neste ano por “Amy”, longa que retrata o auge e a decadência da cantora Amy Winehouse. #RIP para ambos.

Segundo a Variety, Kapadia terá acesso a centenas de horas de filmagens inéditas do arquivo pessoal do astro argentino. “Sou um fã de longa data de Diego Maradona. Fui envolvido por sua personalidade, honestidade, paixão, humor e vulnerabilidade. Fiquei fascinado por sua jornada, nos momentos de brilhantismo e incrível e também nos dramáticos. Ele foi um líder, levando seus times ao topo, mas também teve muitos baixos. Sempre foi um cara pequeno lutando contra o sistema, contra os donos de fortunas e os poderosos e faria qualquer coisa para usar toda sua esperteza e inteligência para vencer”, disse o cineasta.

“Eu queria fazer um filme sobre Maradona muito antes de dirigir ‘Senna’, então estou bem animado com esta oportunidade. Diego é o maior jogador de todos os tempos, mas com falhas e fraquezas. Sua vida foi de extremos, mas de alguma maneira, como um lutador de rua, ele sobreviveu para contar suas histórias”, acrescentou Kapadia.

Vamos ignorar a parte do “melhor de todos os tempos”, é coisa de britânico.

Brincando, todos têm direito a uma opinião.

Entre os dois grandes hits de Kapadia, prefiro “Senna”. E não é porque sou brasileira, afinal, acompanhei muito mais a carreira de Amy Winehouse do que a do tricampeão da Fórmula 1. É que o filme sobre a cantora de jazz/pop me pareceu extremamente invasivo, mostrando imagens pessoais de Amy em um estado muito ruim de saúde, que não foram legais de testemunhar. Você se sente tão invasor quanto os paparazzi que a perseguiam ou quanto o babaca do Blake Fielder Civil. O fato de ela estar morta não faz a violação da privacidade dela ser justa.

E “Amy” não tem um final maravilhoso como este:

Como Maradona obviamente está vivo, Kapadia terá que pensar em outro “clímax” para seu roteiro. Estou curiosa para saber qual será.

#documentary #maradona #senna #amy

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