A sétima arte
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
A sétima arte
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
A sétima arte
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

De Dogville a Patricinhas de Beverly Hills: as trilhas sonoras de David Bowie

Sheila Vieira
há 2 anos3 visualizações

Mesmo quem não teve um contato tão próximo com a grande obra de David Bowie pode reconhecer e talvez até cantarolar algumas canções do gênio britânico, muito por conta de sua grande presença nas trilhas sonoras de filmes. Escolhi dez para destacar nesta lista, mas você pode escrever outras que você se lembra nos comentários. ;)

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

“Fashion” em “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995)

Bem, eu não esperava por essa, mas a música lançada em 1980 por Bowie toca brevemente neste filme trash-anos-90-hoje-considerado-cult, enquanto a personagem de Alicia Silverstone decide em um programa de computador se a roupa que ela pretende usar no dia está combinando. Você pode ouvi-la a partir de 1:00 neste vídeo:

“Cat People” em “Bastardos Inglórios” (2009)

O início do último capítulo do filme de Quentin Tarantino sobre a Segunda Guerra Mundial mostra a personagem Shoshanna (Melanie Laurent) se preparando para iniciar seu incrível plano de vingança contra os nazistas. A cena definitivamente não teria o mesmo impacto sem a canção de Bowie. “Sempre amei esta música e fiquei decepcionada quando Paul Schrader a usou no filme ‘Cat People’, apenas jogando nos créditos finais. Eu pensei que se eu tivesse aquela música, eu faria uma cena de 20 minutos em torno dela”, afirmou Tarantino.

“Young Americans” em “Dogville” (2003)

Após a experiência, digamos, pesada de assistir ao drama de Lars von Trier, estrelado por Nicole Kidman, o filme acaba com a música de Bowie nos créditos finais. A letra sobre jovens americanos (duh) com sonhos espetaculares e uma realidade dura toca enquanto vemos imagens reais de miséria nos EUA, retratando a hipocrisia do Sonho Americano (na visão do von Trier).

“Heroes” em “As Vantagens de Ser Invisível” (2012)

Uma das músicas mais famosas do músico inglês é peça fundamental nesta comédia dramática adolescente. O trio de amigos principal, interpretado por Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller, está voltando de uma festa e escuta “Heroes” no rádio, mas não reconhece quem a canta. Na cena mais conhecida do filme, Sam (Watson) senta em cima do carro em movimento e abre os braços enquanto eles dirigem por um túnel. No final (spoilers!), ela descobre que se trata de uma música de Bowie e eles repetem a experiência no túnel.

“Nature Boy” em “Moulin Rouge – Amor em Vermelho” (2001)

A canção que abre o musical com Nicole Kidman e Ewan McGregor é originalmente de Nat King Cole, mas foi regravada diversas vezes, inclusive por Bowie para este filme.

“A maior coisa que você aprenderá/É simplesmente amar e ser amado de volta”.

Várias músicas adaptadas por Seu Jorge em “A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004)

É exatamente isso que você leu. Seu Jorge regravou em português 13 músicas de David Bowie, incluindo “Rebel Rebel”, “Life on Mars”, “Starman” e “Changes”, para o filme de Wes Anderson, protagonizado por Bill Murray. Se você quiser ouvir todas, aqui está: 

“Space Oddity” em “A Vida Secreta de Walter Mitty” (2013)

Na verdade, a música é uma espécie de dueto entre Bowie e a atriz Kristen Wigg. Em um momento de indecisão do protagonista, vivido por Ben Stiller, ele imagina a personagem de Wigg cantando a canção. A versão original toca ao fundo enquanto Walter Mitty embarca em um helicóptero com um piloto bêbado.

“Starman” em “Perdido em Marte” (2015)

Pode parecer um clichê, mas a música toca em uma montagem de um lançamento de foguete e nas preparações para uma missão de resgate. Como vocês sabem, o filme venceu o prêmio de Melhor Comédia (RISOS, MESMO) no Globo de Ouro ontem.

“I’m Deranged” em “Estrada Perdida” (1997)

O longa de David Lynch começa e termina com esta música de 1995, composta por Bowie e Brian Eno. No final, só se ouve a voz do cantor nos primeiros versos.

Várias músicas em “Labirinto – A magia do tempo” (1986)

Como sabemos, Bowie atuou em diversos filmes e foi protagonista deste filme de aventura ao lado de Jennifer Connely. Cinco músicas foram escritas para o longa: "Underground", "Magic Dance", "Chilly Down", "As the World Falls Down” e "Within You". Minha preferida é “Magic Dance”, cena em que ele dança ao redor de bonecos-monstros, assistidos por um bebê fofinho:

R.I.P.

J-Law e Ricky Gervais: assim não dá para defender vocês

Sheila Vieira
há 2 anos4 visualizações

Sempre defendi Jennifer Lawrence de quem acha que ela é uma atriz superestimada, que finge tombos no tapete vermelho e força momentos constrangedores para vender a imagem de “garota espontânea”. Nunca vi um filme em que ela não tenha sido a melhor parte dele (David O. Russell deve 80% da conta bancária a ela, eu diria) e não enxergo outra atriz da mesma geração com mais talento.

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Sobre os capotes, bom, eu certamente entendo porque já trombo em 10 portas por dia usando chinelo, imagina com salto agulha altíssimo.

Porém, uma atitude de J-Law ontem, após a cerimônia, fez com que eu questionasse o seu comportamento pela primeira vez. Vencedora na categoria Melhor Atriz em Comédia ou Musical, por “Joy”, ela ficou exageradamente irritada com um repórter que aparentemente estava olhando para o próprio celular enquanto fazia uma pergunta a ela. Veja:

É bem claro que o jornalista estava falando com um sotaque carregado e provavelmente não fala inglês fluentemente. Deve ter anotado a pergunta no celular para traduzi-la ou dizê-la corretamente. Isso não significa que ele “vive a vida no telefone”, como J-Law deu a entender. Quando ele perguntou sobre o Oscar, claramente querendo que ela falasse sobre suas expectativas para o evento, Lawrence ironizou: “Nós estamos no Globo de Ouro. Se você largasse o celular, saberia disso”.

Como minha irmã diria, DESNÊ.

Ainda pior para mim foi assistir ao desempenho de Ricky Gervais, que é um dos meus maiores heróis na comédia. Quem acompanhou sua carreira inteira, desde o programa de rádio com Stephen Merchant e Karl Pilkington, passando por “The Office” (a versão original dele continua sendo o melhor programa de comédia que eu já vi na vida), o excelente “Extras”, “An Idiot Abroad” e os seus stand-ups sabe que Ricky não é um conservador disposto a atacar minorias. Pelo contrário, babacas como Donald Trump e Mel Gibson (com quem ele ‘fez as pazes’ ontem, urgh) costumam ser o seu alvo.

Assim como nas outras três vezes que apresentou o GG, Ricky mirou o espírito mimado das estrelas de Hollywood, tentando mostrar como elas não têm 1% da importância para o mundo que imaginam ter. Eu gosto disso. O problema é quando ele parte deste princípio para menosprezar as atrizes que vêm pedindo igualdade salarial em relação aos colegas homens, insinuando que elas não se importam com as mulheres das classes baixas e reclamam de barriga cheia.

Como você sabe que elas não se importam, querido? Isso mesmo, você não sabe.

J-Law e Ricky Gervais: assim não dá para defender vocês

Pior ainda foram as piadas dele sobre transgêneros, perguntando se Jeffrey Tambor esconde seus testículos para interpretar sua personagem (a mesma praça, o mesmo banco...) e dizendo que Caitlyn Jenner destruiu estereótipos, “mas não o de mulheres no volante. Não dá para ter tudo”. Para quem não sabe, ela sofreu um acidente sério de carro em 2015. Sabe, aquelas coisas que aparentemente só acontecem com mulheres.

Ricky também anunciou Eddie Redmayne como uma mulher, pois o ator interpreta uma mulher trans em “A Garota Dinamarquesa”, e fingiu surpresa quando ele entrou no palco. “É um cara!”.

Querido, você é melhor que isso. Eu sei que você é melhor que isso. Mas não teve como te defender ontem.

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar