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J-Law e Ricky Gervais: assim não dá para defender vocês

Sheila Vieira
há 2 anos5 visualizações

Sempre defendi Jennifer Lawrence de quem acha que ela é uma atriz superestimada, que finge tombos no tapete vermelho e força momentos constrangedores para vender a imagem de “garota espontânea”. Nunca vi um filme em que ela não tenha sido a melhor parte dele (David O. Russell deve 80% da conta bancária a ela, eu diria) e não enxergo outra atriz da mesma geração com mais talento.

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Sobre os capotes, bom, eu certamente entendo porque já trombo em 10 portas por dia usando chinelo, imagina com salto agulha altíssimo.

Porém, uma atitude de J-Law ontem, após a cerimônia, fez com que eu questionasse o seu comportamento pela primeira vez. Vencedora na categoria Melhor Atriz em Comédia ou Musical, por “Joy”, ela ficou exageradamente irritada com um repórter que aparentemente estava olhando para o próprio celular enquanto fazia uma pergunta a ela. Veja:

É bem claro que o jornalista estava falando com um sotaque carregado e provavelmente não fala inglês fluentemente. Deve ter anotado a pergunta no celular para traduzi-la ou dizê-la corretamente. Isso não significa que ele “vive a vida no telefone”, como J-Law deu a entender. Quando ele perguntou sobre o Oscar, claramente querendo que ela falasse sobre suas expectativas para o evento, Lawrence ironizou: “Nós estamos no Globo de Ouro. Se você largasse o celular, saberia disso”.

Como minha irmã diria, DESNÊ.

Ainda pior para mim foi assistir ao desempenho de Ricky Gervais, que é um dos meus maiores heróis na comédia. Quem acompanhou sua carreira inteira, desde o programa de rádio com Stephen Merchant e Karl Pilkington, passando por “The Office” (a versão original dele continua sendo o melhor programa de comédia que eu já vi na vida), o excelente “Extras”, “An Idiot Abroad” e os seus stand-ups sabe que Ricky não é um conservador disposto a atacar minorias. Pelo contrário, babacas como Donald Trump e Mel Gibson (com quem ele ‘fez as pazes’ ontem, urgh) costumam ser o seu alvo.

Assim como nas outras três vezes que apresentou o GG, Ricky mirou o espírito mimado das estrelas de Hollywood, tentando mostrar como elas não têm 1% da importância para o mundo que imaginam ter. Eu gosto disso. O problema é quando ele parte deste princípio para menosprezar as atrizes que vêm pedindo igualdade salarial em relação aos colegas homens, insinuando que elas não se importam com as mulheres das classes baixas e reclamam de barriga cheia.

Como você sabe que elas não se importam, querido? Isso mesmo, você não sabe.

J-Law e Ricky Gervais: assim não dá para defender vocês

Pior ainda foram as piadas dele sobre transgêneros, perguntando se Jeffrey Tambor esconde seus testículos para interpretar sua personagem (a mesma praça, o mesmo banco...) e dizendo que Caitlyn Jenner destruiu estereótipos, “mas não o de mulheres no volante. Não dá para ter tudo”. Para quem não sabe, ela sofreu um acidente sério de carro em 2015. Sabe, aquelas coisas que aparentemente só acontecem com mulheres.

Ricky também anunciou Eddie Redmayne como uma mulher, pois o ator interpreta uma mulher trans em “A Garota Dinamarquesa”, e fingiu surpresa quando ele entrou no palco. “É um cara!”.

Querido, você é melhor que isso. Eu sei que você é melhor que isso. Mas não teve como te defender ontem.

Quando Tarantino, Ridley Scott e Iñárritu fazem uma mesa-redonda, você assiste

Sheila Vieira
há 2 anos12 visualizações

Se você entende inglês, claro. Infelizmente, o vídeo não tem legendas.

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Quando Tarantino, Ridley Scott e Iñárritu fazem uma mesa-redonda, você assiste

Em toda temporada de premiação, a Hollywood Reporter chama os principais diretores, atores e roteiristas para mesas-redondas, e esses vídeos são obrigatórios para qualquer pessoa que gosta de cinema. 

A mesa de diretores deste ano reúne Quentin Tarantino (Os Oito Odiados, que deveria ser Os Oito Odiáveis), Ridley Scott (Perdido em Marte e vários filmes épicos que você ja viu), Alejandro González Iñárritu (O Regresso, que deve dar a Leonardo DiCaprio seu primeiro Oscar), Tom Hooper (A Garota Dinamarquesa e vários filmes britânicos que você já viu), Danny Boyle (Steve Jobs) e David O. Russell (Joy - O Nome do Sucesso).

É triste que uma mesa como essa ainda seja composta 100% por homens brancos? Sim. Mas pelo menos há um latino, o mexicano Iñárritu, que destoa deliciosamente dos colegas com sua fala animada e da maneira extremamente prática que Scott encara a profissão.

Tarantino começa a discussão com uma pergunta válida: os diretores estão dando ao público filmes bons o suficiente para convencer as pessoas a saírem de casa e pagarem um ingresso caro para o cinema, quando há tanto conteúdo disponível em plataformas digitais? 

Eu destacaria também o momento em que Iñárritu descreve por que DiCaprio é um ator acima da média e Hooper contando a história de quando Helen Mirren o fez perceber que ele estava mais preocupado com uma tomada legal do que com a verdade da personagem.

Mas, sim, o apresentador é irritante e faz interrupções desnecessárias.

O vídeo com os roteiristas, incluindo Amy Schumer (Trainwreck) e Aaron Sorkin (Steve Jobs) também já está disponível no canal da Hollywood Reporter:

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