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Belém tem primeira cooperativa de táxi do país só de motoristas mulheres

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

Com relatos de assédio em táxis e Ubers cada vez mais comuns, muitas mulheres procuram taxistas mulheres na hora que precisam. Pensando neste público, a motorista Francinete Matos criou em Belém uma cooperativa só com taxistas mulheres: a Lady’s Táxi.

Belém tem primeira cooperativa de táxi do país só de motoristas mulheres

Francinete juntou 15 motoristas na cooperativa e o serviço é disponível 24 horas por dia, por três números de telefone. Se você mora em Belém e está interessada, clique no link abaixo para ver a página delas no Facebook:

O modelo já existe em outros países. Em Nova York, o aplicativo SheRides foi lançado no final de 2014 e funciona como o Uber, com o cliente aprovando a motorista, detalhando o trajeto e pagando direto no cartão. 

A empresa sofreu críticas por discriminar homens, já que seria ilegal rejeitar passageiros por conta de gênero. A SheTaxis/SheRides não se nega a atender clientes homens, mas deixa claro em seu marketing que seu público alvo são mulheres.

A novidade chegou a países com altíssimos índices de assédio sexual, como o Egito. A empresa egípcia Pink Taxi também só tem motoristas mulheres e seus carros possuem um esquema especial de segurança: os clientes precisam mandar uma cópia de sua identidade para pedir uma corrida e os veículos têm câmera, microfone e um botão que para o carro imediatamente.

Porém, o país pioneiro no táxi feminino foi a Índia, com o She Taxis, desde o início de 2014. A organização que lançou o projeto, com o apoio do governo, pretende também criar uma cooperativa de ônibus dirigidos por mulheres. Quem não se lembra do brutal caso de estupro coletivo e assassinato em um ônibus em Nova Délhi há quatro anos? Infelizmente, casos como aquele continuam acontecendo:

Acho incrível que mulheres estejam montando seus próprios negócios e empregando mais mulheres. Eu confesso que também prefiro pegar uma corrida com uma taxista do que com um homem. Mas não é triste que em pleno século XXI nós ainda precisemos nos separar para estarmos seguras? Isso não seria uma espécie de “vagão rosa” dos táxis?

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