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10 coisas que alguém sem direitos trabalhistas gostaria de te contar

DeTudoUmPouco
há 6 meses8.3k visualizações
10 coisas que alguém sem direitos trabalhistas gostaria de te contar
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1. É bem chato tirar férias sem receber salário nesse período.

"Ok, vou tirar só 10 dias, vai. Se eu ficar 30 dias sem fazer nada, vou falir."

Três anos depois, você percebe que não tira férias há três anos.

2. É bem chato não ter o décimo terceiro.

É bem difícil pensar em presentes de Natal ou viagens de fim de ano quando seu salário já está totalmente ocupado com as contas normais e se preparando para os boletos adicionais de janeiro.

3. É bem chato não ter vale-transporte ou vale-alimentação.

Nosso transporte coletivo é uma porcaria e caro. Nossos restaurantes, idem.

4. É bem chato ter que trabalhar em feriados, fins de semana ou períodos noturnos e não receber hora extra.

Porque virar a madrugada trabalhando faz muito bem à saúde, sabe?

5. É bem chato ter medo de pedir aumento e ser demitido por isso.

"Eu já sei que não vai dar mesmo, por que arriscar e tomar uma patada?"

6. É bem chato saber que você pode ser demitido a qualquer momento, porque não vai custar um real à empresa.

E ser lembrado disso pelo seu chefe após cada carinha feia que você fizer.

7. É bem chato sair de um emprego após anos sem nenhum centavo no bolso.

Sabendo que a empresa cresceu muito quando você estava lá, muito pelo seu esforço.

8. É bem chato sair de um emprego e não poder pedir seguro-desemprego.

E por isso você vai ficando ali, até achar algo igual ou melhor, ou fazer um malabarismo para guardar dinheiro.

9. É bem chato saber que você não vai ter fundo de garantia.

Logo, que nunca conseguirá comprar um imóvel.

10. É bem chato saber que, se você um dia disser um basta a essas condições, há milhões de desempregados no país que as aceitariam na hora.

E assim vamos indo.

Como conversar com seus filhos pequenos sobre consentimento para protegê-los

DeTudoUmPouco
há 6 meses5.8k visualizações

Infelizmente, precisamos falar sobre abuso infantil. E como tentar evitá-lo.

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Como conversar com seus filhos pequenos sobre consentimento para protegê-los

Toda forma de abuso sexual sempre é culpa do agressor e, se ele estiver disposto a cometer este crime, a responsabilidade é exclusivamente dele. Porém, no caso do abuso contra crianças, é fundamental que haja uma boa comunicação entre pais e filhos, para que qualquer sinal estranho seja captado rapidamente.

Sobrevivente de abuso quando pequena e vítima do próprio irmão, a escritora norte-americana Rivka Joseph falou ao site Grok Nation sobre a importância de ensinar o que é consentimento para os nossos pequenos e como fazer isso.

Os seis passos dela para conversar com seus filhos sobre consentimento são:

1. Ofereça seu apoio incondicional, deixando claro que seus filhos sempre podem confiar em você e que você sempre irá ajudá-los e protegê-los. Muitas vezes, a criança tem medo de ser punida pelo que aconteceu com ela.

2. Use os nomes corretos para as partes do corpo, para evitar a vergonha de falar sobre coisas íntimas e para que as crianças possam se expressar corretamente caso algo diferente aconteça.

3. Fale sobre situações desconfortáveis, não ruins ou dolorosas. Às vezes, o abuso não envolve toques e não desperta dor na criança. A melhor maneira de ela identificar que o contato é inapropriado é você explicar que em nenhum momento ela tem que se sentir desconfortável com o que está acontecendo.

4. Ensine a diferença entre segredos e surpresas e entre presentes e subornos. É muito importante dizer à criança que ela precisa te contar imediatamente se alguém pedir um segredo a ela, especialmente se envolver não contá-lo aos pais. E que qualquer coisa que ela ganhe de alguém não pode ser uma recompensa por fazer algo que ela não se sente confortável em fazer.

5. Não fale em monstros ou homens assustadores, porque a maioria dos abusadores estão no círculo social da criança e ela tem algum tipo de relação afetiva com eles. Novamente, a chave é o pequeno entender que ninguém pode colocá-lo em uma situação desconfortável.

6. Fale sobre autonomia corporal. Não force interações físicas entre seus filhos e seus coleguinhas (tipo aquele povo que força o menininho a beijar a menininha, urgh), não brigue com eles por não quererem beijar e abraçar todos os adultos que se materializam na frente deles. Diga que ele pode recusar qualquer tipo de contato físico. Se a criança cresce achando que qualquer pessoa tem direito sobre o seu corpo, é mais difícil ensinar o contrário mais tarde.

Vamos nessa, pais. É difícil, mas é necessário.

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