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Como conversar com seus filhos pequenos sobre consentimento para protegê-los

DeTudoUmPouco
há 6 meses5.8k visualizações

Infelizmente, precisamos falar sobre abuso infantil. E como tentar evitá-lo.

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Como conversar com seus filhos pequenos sobre consentimento para protegê-los

Toda forma de abuso sexual sempre é culpa do agressor e, se ele estiver disposto a cometer este crime, a responsabilidade é exclusivamente dele. Porém, no caso do abuso contra crianças, é fundamental que haja uma boa comunicação entre pais e filhos, para que qualquer sinal estranho seja captado rapidamente.

Sobrevivente de abuso quando pequena e vítima do próprio irmão, a escritora norte-americana Rivka Joseph falou ao site Grok Nation sobre a importância de ensinar o que é consentimento para os nossos pequenos e como fazer isso.

Os seis passos dela para conversar com seus filhos sobre consentimento são:

1. Ofereça seu apoio incondicional, deixando claro que seus filhos sempre podem confiar em você e que você sempre irá ajudá-los e protegê-los. Muitas vezes, a criança tem medo de ser punida pelo que aconteceu com ela.

2. Use os nomes corretos para as partes do corpo, para evitar a vergonha de falar sobre coisas íntimas e para que as crianças possam se expressar corretamente caso algo diferente aconteça.

3. Fale sobre situações desconfortáveis, não ruins ou dolorosas. Às vezes, o abuso não envolve toques e não desperta dor na criança. A melhor maneira de ela identificar que o contato é inapropriado é você explicar que em nenhum momento ela tem que se sentir desconfortável com o que está acontecendo.

4. Ensine a diferença entre segredos e surpresas e entre presentes e subornos. É muito importante dizer à criança que ela precisa te contar imediatamente se alguém pedir um segredo a ela, especialmente se envolver não contá-lo aos pais. E que qualquer coisa que ela ganhe de alguém não pode ser uma recompensa por fazer algo que ela não se sente confortável em fazer.

5. Não fale em monstros ou homens assustadores, porque a maioria dos abusadores estão no círculo social da criança e ela tem algum tipo de relação afetiva com eles. Novamente, a chave é o pequeno entender que ninguém pode colocá-lo em uma situação desconfortável.

6. Fale sobre autonomia corporal. Não force interações físicas entre seus filhos e seus coleguinhas (tipo aquele povo que força o menininho a beijar a menininha, urgh), não brigue com eles por não quererem beijar e abraçar todos os adultos que se materializam na frente deles. Diga que ele pode recusar qualquer tipo de contato físico. Se a criança cresce achando que qualquer pessoa tem direito sobre o seu corpo, é mais difícil ensinar o contrário mais tarde.

Vamos nessa, pais. É difícil, mas é necessário.

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

DeTudoUmPouco
há 6 meses101.0k visualizações
6 estereótipos sobre índios que precisamos superar
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Todo mundo lembra que o dia 19 de abril é Dia do Índio graças àquele desenho que sua professora mandava você fazer quando era criança, quando não era a colagem de um cocar. Porém, aprender de fato a história dos indígenas no país e saber qual é a atual situação deles é algo que sempre esteve em falta no Brasil. E falta de informação acaba formando estereótipos que precisamos superar, como estes:

1. Não existe racismo contra índios

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

Imagina! O retrato do índio como um ser irracional e animalesco, prestes a atacar brancos, jamais foi propagado por filmes e livros. Jamais. Nunca. #ironia

2. Achar que a população indígena não existe mais.

O Brasil tem 240 povos indígenas, que somam 896.917 pessoas, segundo o Censo do IBGE de 2010. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais. Como já faz sete anos e a população indígena vinha em ritmo de crescimento, é possível que atualmente já passe de 1 milhão.

3. Achar que o índio não pode incorporar coisas de outras culturas.

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

Sempre há aquela chuva de críticas quando um índio aparece usando calças jeans, celulares ou qualquer coisa que tenha sido inventada há menos de 200 anos. Engraçado que ninguém fica indignado ao ouvir um índio falando português, que é provavelmente a maior marca da opressão que eles sofrem há séculos. Em nenhum lugar está escrito que índios são obrigados a passar 100% do tempo com trajes típicos e sem acesso a tecnologia. A questão é que eles possam manifestar a própria cultura quando quiserem sem serem discriminados por isso.

Índio que não realiza trabalho remunerado é vagabundo

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

Por esta lógica, as donas de casa também seriam vagabundas. Mas sabemos que não são. Muitas delas trabalham o dia todo para deixar a casa em ordem e os filhos bem criados. Portanto, não julgue um índio que trabalha apenas para garantir o sustento da própria família. Ele provavelmente fez mais do que você, que passou 30% da sua jornada no Facebook.

Todos os índios recebem dinheiro do governo

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

Não. Aliás, se o governo ajudasse tanto assim os índios, eles não estariam protestando em Brasília o tempo todo.

Índios prejudicam o crescimento da economia

6 estereótipos sobre índios que precisamos superar

Para quem não descansar até o Brasil todo virar um pasto, os índios realmente são incovenientes. Afinal, são eles que prejudicam a economia, não a falta de qualidade dos nossos produtos e o impressionante desperdício que vemos no dia a dia (isso só falando de agropecuária).

Então, Feliz Dia do Índio. Que eles sejam vistos como mais do que uma fantasia que você usa no Carnaval enquanto faz cara e voz de idiota.

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