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Como usar redes sociais durante a crise política sem ser idiota ou ficar doido

Sheila Vieira
há 2 anos36 visualizações

Não é fácil, mas é possível. Você precisa ter a mesma determinação de quando está fazendo sua atividade física favorita. Se for sedentário, de quando está fazendo maratona de série no Netflix.

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Como usar redes sociais durante a crise política sem ser idiota ou ficar doido

1. Não deixe o Facebook aberto o tempo todo. Sempre vai ter algum post que vai te revoltar e despertar sua vontade de iniciar uma treta às 17h59, quando você estava já arrumando suas coisas para ir embora. “Ah, mas eu preciso saber o que está acontecendo”. Use o Twitter, bem mais rápido para isso. Determine um intervalo para checar as postagens de uma em uma hora. Tente aumentar este intervalo se possível.

2. Não fique compartilhando TODOS OS POSTS COM OS QUAIS VOCÊ CONCORDA. Sinceramente, isso é muito irritante. Você faz um dilúvio redundante na timeline alheia claramente só porque quer mostrar que não é um alienado(a) que está por fora dos acontecimentos. Todo mundo sabe qual é a sua posição. Poucos se importam. Pare.

3. Não fique trocando de avatar toda hora. Isso é coisa de adolescente fã de boyband. Nada contra, mas você já passou dessa fase.

4. Se tiver alguém na sua timeline muito louco da droga (ou da cabeça), que já está naquele nível de compartilhar informação falsa, só postar com CAPSLOCK ou glorificar violência, pare de seguir. Não é o mesmo que desfazer a amizade, a pessoa não vai te confrontar. “Mas eu quero saber o que todo mundo está falando”. Se é algo previsível, que não te acrescenta, por quê? Pare de masoquismo.

Como usar redes sociais durante a crise política sem ser idiota ou ficar doido

5. Fique à vontade para postar algo que não seja sobre a crise. Como disse anteriormente, as pessoas morrem de medo de passar a impressão de que são alienadas. Não entre nessa. O mundo continua girando, as Kardashians continuam postando no Instagram e a Champions League e a Libertadores estão rolando normalmente. “Mas vão ignorar totalmente o post”. Complete as lacunas: F___-S_.

6. Não tenha medo de silenciar grupos de whatsapp. Se o conteúdo estiver muito tenso, lotando sua tela inicial de notificações e sua galeria de fotos de memes, silencie o grupo por um tempo. Se te perguntarem por que você parou de postar, diga que está “evitando falar sobre política”. No Brasil, falar que não gosta de política pega bem (não deveria, mas o lado bom é que serve como desculpa). Porém, se é um grupo de pessoas X que nunca te interessaram, saia e diga que o “clima ficou muito pesado”.

7. Reativar sua conta de Twitter exige interação. Você decidiu que o FB está insuportável e quer se informar pelo Twitter. A primeira coisa que você tem que fazer é seguir mais pessoas. Quem fica muito tempo sem entrar lá geralmente segue pouca gente, daí a timeline não anda e a coisa fica parada. Veja quem seus amigos tuiteiros estão seguindo e dando RT frequentemente. Inicie conversas, dê RT com comentários, interaja. Caso contrário, você vai ficar entediado rapidamente e voltar para o FB.

8. Por fim, não se sinta mal por rir dos memes! Sério: antes fazer e rir de piadas do que ficar batendo em gente com opinião diferente na rua. É um tempo de vida gasto de forma muito mais produtiva.

#crisepolítica #redessociais #socialmedia #facebook #twitter

7 razões para nunca visitar o SeaWorld

Sheila Vieira
há 2 anos50 visualizações
7 razões para nunca visitar o SeaWorld
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Lembro de quando eu era pré-adolescente e assista ao programa da Eliana na Record. Quase todo dia ela passava matérias que havia gravado no SeaWorld de Orlando e só queria que acabasse o mais rápido possível. Achava aquilo meio sem propósito. Depois que virei adulta e descobri tudo que está por trás da “Shamu” e daquele lugar, pode ter certeza de que nunca pisarei lá. Os motivos:

1. Tilikum, a orca que foi sequestrada quando criança e já matou três treinadores

O documentário “Blackfish”, de 2013, que foi fundamental para as ações judiciais e a decadência do SeaWorld, mostrou praticamente toda a vida de Tilikum, a principal estrela dos shows. Desde o momento em que ele foi brutalmente capturado junto a outras baleias quando pequeno, passando por todo o stress de ser o principal reprodutor do cativeiro e estrela dos shows, até o momento em que matou Dawn Brancheau, terceira treinadora morta por ele.

Aqui está a cena da captura, uma das mais tristes de “Blackfish”:

2. As baleias eram máquinas de reprodução

Digo “eram”, porque o SeaWorld anunciou nesta quinta (17 de março de 2016) que vai parar com seu programa de reprodução. Depois que houve a proibição da captura das orcas da natureza, a saída para a empresa foi cruzar os animais que tinha, especialmente Tilikum, por ser o mais forte e impressionante para o público. Orcas fêmeas foram submetidas a inseminação em idade bem menor do que o recomendado por biólogos.

3. Os treinadores não são devidamente preparados

Ser um treinador de baleias nos EUA é um emprego para quem não conseguiu a carreira que sonhava e está procurando um bico. Claro, você precisa ter jeito com os animais, mas os que deram entrevistas para “Blackfish” deixaram claro que o conhecimento deles sobre zoologia ou veterinária era praticamente nulo antes de conseguirem o emprego. O do vídeo abaixo, por exemplo, deu sorte de ser mergulhador, caso contrário não teria sobrevivido às repetidas tentativas da orca de afogá-lo:

4. Eles não se responsabilizam pelas mortes de seus treinadores

Sempre que um treinador do SeaWorld morre, a empresa alega que foi um “acidente”. O caso de maior repercussão foi o de Dawn Brancheau, em 2010, que resultou na proibição de treinadores ficarem na água com as orcas durante os shows, mas uma das partes mais angustiantes de “Blackfish” é o segmento sobre um parque espanhol que recebeu baleias do SeaWorld. Um treinador morreu após o ataque de uma orca e a empresa alegou em tribunal que não tinha ligações com o acontecido.

5. Orcas não fazem graça porque são felizonas. É para serem alimentadas.

Brancheau morreu durante o show “Jantar com a Shamu”, quando seu estoque de comida estava menor do que o normal. Tilikum ficou estressado e matou uma treinadora extremamente experiente, que trabalhava no local há 16 anos. As orcas, principalmente as que já nasceram lá, sabem que sua alimentação está condicionada a fazer os que os treinadores pedem. Eu não me sentiria bem em ver uma apresentação sabendo disso.

6. Elas vivem menos tempo em cativeiro

Imagina que você tem a capacidade de nadar 100 milhas por dia, mas fica o tempo todo em um tanque olhando para as mesmas caras de sempre. Pois é, que morte horrível. Orcas de cativeiro ficam mais depressivas e morrem antes do que deveriam.

7. Vamos deixar os animais viverem de boa

Sério, animais são incríveis e muito mais capacitados para lidar com o mundo do que a gente, que precisa ficar inventando máquinas para lidar com as coisas. Deixem-os viver. Não vamos pagar ingressos para vê-los dançando, pulando, dando cambalhota ou sei lá o quê. No zoológico, pelo menos, há equipes de veterinários e biólogos cujo objetivo principal é cuidar, não explorar.

#seaworld #blackfish #whales #orcas #baleias

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