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Imagine se os grandes clássicos do cinema tivessem protagonistas LGBT

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

Vai lá: pense em protagonistas LGBT de filmes de sucesso que não sejam apenas o “amigo engraçado” e realmente tenham uma história com conteúdo dramático. Apenas três surgem na minha mente, dois deles do ano passado: “Carol” e “A Garota Dinamarquesa”, além de “Brokeback Mountain” (2005).

O Buzzfeed da Austrália fez uma experiência interessante: trocou os protagonistas de longas icônicos por gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Assista:

A ideia partiu de um estudo da Universidade da Califórnia, que analisou produções cinematográficas e televisivas de 2014 e 2015 e descobriu que apenas 2% dos 11.194 personagens analisados eram LGBT.

Estes personagens são geralmente encontrados em comédias, como alvo de piadas homofóbicas ou esterotipadas. Raramente são retratados em relacionamentos saudáveis ou como uma família. Felizmente, uma das exceções está na TV aberta norte-americana: o casal Cam e Mitch de “Modern Family”, que tem uma filha.

Confira alguns dados da Universidade da Califórnia:

De 114 filmes grandes de 2014:

17,5% tinham personagens LGBT

65% destes personagens eram homens

30% eram bissexuais

10% eram lésbicas

Nenhum era transgênero

O que chama mais a atenção nestes números é como as lésbicas são subrepresentadas. Acredito que isso vem em grande parte da cultura que ainda vê duas mulheres juntas como um fetiche masculino, ao invés de encarar a situação como um relacionamento emocional e complexo.

Invistam em filmes com protagonistas LGBT, estúdios de cinema! Além de promover mais representatividade, vocês podem ajudar a acabar com muitos preconceitos. 

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