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10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro

Sheila Vieira
há 2 anos20 visualizações
10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro
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O mês de fevereiro não tem Grand Slams ou Masters 1000 e, por isso, sempre acaba trazendo algumas surpresas interessantes. Porém, acredito que o recorde de coisas estranhas foi batido em 2016. O único cara mais ‘certinho’ do circuito desceu um shot no Oscar, Novak Djokovic não ganhou um título que ele disputou e o Thiago Monteiro e cães de abrigo chamaram a atenção de todo o mundo. Vamos recapitular:

1. Roger Federer fez cirurgia no joelho e bebeu tequila no Oscar

Nosso querido lord do tênis teve um mês agitado. Um dia após perder para Novak Djokovic na semifinal do Australian Open, Federer sentiu fortes dores no joelho, voltou para a Suíça e constatou uma lesão no menisco, passando por uma artroscopia

O suíço revelou nesta semana que só retorna às quadras em abril, no saibro do Masters 1000 de Monte Carlo. Ou seja: nada de Fed em Indian Wells e Miami (este último já não estava em seus planos). Porém, ao invés de ficar quietinho em casa, Federer foi convidado para o Oscar deste ano.

E TOMOU UM SHOT DE TEQUILA NO TAPETE VERMELHO:

Sempre suspeitei que tinha um ‘vida loka’ reprimido dentro de você, Rogério.

2. Novak Djokovic abandonou um jogo

Os H8ERS obviamente vão lembrar de todas as desistências de Novak Djokovic nos primeiros anos de sua carreira, quando ele ainda não havia descoberto sua intolerância a glúten. Mas o fato é que o sérvio não abandonava uma competição desde 2011. Isso aconteceu no ATP 500 de Dubai, nas quartas de final, quando estava perdendo para o espanhol Feliciano López.

Djokovic revelou que estava com uma infecção no olho, causada pelas lentes de contato que estava usando. A visão do sérvio não é das melhores: não é raro vê-lo usando óculos, ele já perdeu suas lentes durante um jogo e, por causa delas, ele arregala os olhos antes de bater na bola. Tomara que ele esteja recuperado até Indian Wells. 

10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro

3. Rafael Nadal e David Ferrer saíram zerados da gira latina

Grandes nomes do saibro no circuito, os espanhóis Rafael Nadal e David Ferrer decepcionaram na gira latina. Ambos disputaram Buenos Aires e Rio e sequer fizeram final. Eles perderam na semifinal na Argentina (para Dominic Thiem e Nicolas Almagro, respectivamente). Ferrer parou nas quartas na Cidade Maravilhosa (para Thiem) e Nadal na semi contra Pablo Cuevas. David ainda tentou uma recuperação no piso duro de Acapulco, mas caiu em sets diretos na segunda rodada diante de Alexandr Dolgopolov.

Enquanto isso, Martin Klizan venceu o ATP 500 de Roterdã. Aqui está a chave, caso você queria entender:

4. Pablo Cuevas e Dominic Thiem dominaram a gira latina

Já que os espanhóis não representaram, um cara bem experiente e uma grande revelação tomaram seus lugares. O uruguaio Pablo Cuevas, de 30 anos, fez a dobradinha brasileira Rio-São Paulo e o austríaco Thiem levou Buenos Aires e Acapulco, já subindo para número 14 do ranking mundial. O jogador de 22 anos tem mais chance de sucesso em Indian Wells e Miami do que Cuevas, mas ambos já despontam como nomes para ficar de olho na temporada europeia de saibro.

10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro

5. John Isner subiu a Rocinha

De todos os jogadores do circuito, acho que John Isner seria o nome mais improvável de ver na Rocinha. Mas a verdade é que o norte-americano foi muito simpático nos poucos dias que passou no Rio de Janeiro: fez passeio de helicóptero, bateu bola com crianças da Escolinha de Tênis Fabiano de Paula, na grande comunidade carioca, tirou foto com todo mundo e tomou litros de água de coco. Talvez a gira latina não tenha sido a melhor ideia para ele, mas pelo menos John aproveitou bastante e terá dicas para os colegas nas Olimpíadas. 

10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro

6. Flavia Pennetta bateu bola com Maria Esther Bueno

O Rio Open foi uma grande chance de matar a saudade de Flavia Pennetta. A campeã do US Open veio para o país acompanhando o noivo Fabio Fognini e bateu bola com Maria Esther Bueno nas quadras do Jockey Club:

Ainda por cima, Pennetta subiu no braço do Cristo Redentor com Fognini:

7. Italianas ganharam quase tudo na WTA

Pennetta não está mais em ação, mas suas amigas italianas dominaram fevereiro. Roberta Vinci foi campeã em São Petersburgo, com direito a vitória sobre a sensação Belinda Bencic na final; Sara Errani levantou o troféu do importante Premier de Dubai, que tinha nomes como Simona Halep, Garbiñe Muguruza, Petra Kvitova; e Francesca Schiavone venceu e encantou o Rio de Janeiro, com direito a discurso em português:

As outras campeãs foram a espanhola Carla Suarez Navarro (em Doha), Venus Williams em Taiwan (pouco tempo após revelar que encerrará seu boicote de 15 anos a Indian Wells) e Sloane Stephens em Acapulco.

8. Thiago Monteiro fez coisas inacreditáveis

O cearense não é um rosto novo para quem acompanha tênis de perto, mas Monteiro havia sumido um pouco do radar em 2015, também por conta de uma lesão no joelho. O jogador de 21 anos, no entanto, agora é conhecido mundialmente pelo que fez na gira brasileira. Ganhou convite para o Rio Open, disputando sua primeira chave principal de ATP, e logo de cara derrotou o top 10 Jo-Wilfried Tsonga.

10 coisas estranhas que aconteceram no tênis em fevereiro

Sim, Tsonga estava longe do seu melhor, mas Monteiro provou que sua vitória não foi só ‘culpa’ do francês. Em seguida, deu enorme trabalho a Pablo Cuevas. A campanha fez com que ele ganhasse convite para o Brasil Open, em São Paulo, e a chave colocou o tricampeão do torneio, Nicolas Almagro, em seu caminho. Monteiro venceu em sets diretos.

Na segunda rodada, Monteiro derrotou em três sets Daniel Muñoz de la Nava, um espanhol de 34 anos acostumado com challengers, que pouco oscila. A vitória sobre Cuevas não esteve tão longe, já que o cearense teve um set e uma quebra de vantagem, mas sua postura até o final da virada que tomou foi louvável. Agora vamos ver o que Monteiro apronta no circuito Challenger nos próximos meses.

Shippamos.

9. Marcelo Melo e Bruno Soares não fizeram final juntos

A expectativa era obviamente enorme, mas Melo/Soares acabou sem taças no Rio e em São Paulo. O tema da preparação para as Olimpíadas é até válido e os mineiros devem acertar alguns detalhes até agosto, mas o fato é que as condições dos Jogos (quadra dura, todos os tops de simples e duplas na chave) são bem distintas do que a dupla encarou no Brasil. Não deixa de ser um sinal amarelo, mas está longe também de ser um vermelho. O importante é que ambos continuem jogando bem com seus parceiros até o momento certo.

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10. CãoDulas ganharam o mundo

Cachorros são bichinhos muito amados mesmo. Os CãoDulas, cães de abrigos que foram resgatados pela PremierR Pet e treinados para pegar bolinhas de tênis, foram sucesso mundial: saíram na CNN, no New York Times, no Daily Mail e em basicamente todo meio de comunicação de massa do mundo. Uma ótima notícia, já que esses cães precisam muito da nossa ajuda.

Menção honrosa: Andy Murray agora é pai. Não é bizarro, é maravilhoso, e ele deu uma entrevista incrível sobre isso (e várias outras coisas) para o Guardian. Bem-vinda ao mundo, Sophia!

Crédito das fotos do Rio Open: Fotojump

Crédito das fotos do Brasil Open: DGW Comunicação

#tennis #federer #djokovic #nadal #thiagomonteiro #rioopen #brasilopen

Bruno Soares falou verdades sobre a denúncia de manipulação de resultados

Sheila Vieira
há 2 anos4 visualizações

Não se preocupe, Bruno Soares também falou muito em São Paulo, nesta quarta-feira, sobre seus títulos no Australian Open. Ele afirmou que conquistar o troféu na chave masculina pela primeira vez foi um alívio, após "bater na trave" algumas vezes, que deve jogar com Marcelo Melo neste ano (mas eles ainda não definiram os torneios e se os ATPs brasileiros estarão entre eles) e que a expectativa é grande para a Olimpíada, apesar de a chave neste torneio ser mais imprevisível (os jogadores de simples na chave acabam tirando a posição de cabeça de várias duplas fortes, bagunçando os confrontos).

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Mas uma das minhas partes preferidas de sua coletiva foi a opinião do mineiro sobre a denúncia de manipulação de resultados feita pelo Buzzfeed e pela BBC. Bruno não negou que a venda de jogos/sets/games provavelmente acontece, mas criticou a postura dos veículos de acusar um esporte inteiro, sem apresentar nomes ou provas concretas de corrupção. Leia:

"Felizmente, eu nunca foi abordado por este tipo de gente. A gente sabe, escuta histórias de que esse tipo de coisa acontece. Mas é muito difícil você falar qualquer coisa se não tem nome. Achei até um pouquinho antiético eles soltarem uma matéria, aproveitando o início de um Grand Slam, quando as atenções estão voltadas para o tênis, para soltar uma matéria em que eles falaram, falaram, e não falaram nada. A pessoa chegar lá e fazer um monte de acusação, mas depois falar ‘beleza, estou colocando isso no ar e depois vocês se viram’. Ou seja, estão basicamente falando que todo mundo é corrupto até que se prove o contrário. A gente sabe que, se isso que eles estão falando é verdade, é uma parte muito pequena do nosso esporte. E se tem provas, as pessoas têm que provar e por favor passar para a ATP e para os órgãos responsáveis, para as pessoas serem punidas".

Este é o ponto. O Buzzfeed até deu um "caminho das pedras" para que as pessoas descobrissem quais jogos eram suspeitos. Mas é isso. Suspeitos. E por isso eles nunca vão publicar os nomes. Partidas podem despertar curiosidade por inúmeros motivos, incluindo um grande favorito perdendo um jogo lesionado (quando os apostadores mudam seus palpites ao saberem da lesão).

Como eu já disse aqui neste mesmo canal antes, existe a possibilidade de a investigação da ATP e da Unidade de Integridade do Tênis ser "preguiçosa"? Sim. Isso significa que é responsável dizer que todo o tênis está sujo, se você não é capaz de provar a culpa de um tenista sequer?

#tennis #brunosoares #matchfixing

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