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10 tenistas que ninguém acha geniais, mas estão entre os melhores mesmo assim

DeTudoUmPouco
há um ano85 visualizações

Parece que o jogo virou, não é mesmo? Depois de listar os 10 tenistas geniais da atualidade na ATP que morrem na praia, é hora de falar sobre os jogadores que ninguém considera mega talentosos, mas que excederam e continuando superando expectativas. Agora tem WTA na festa também. Preparados?

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10 tenistas que ninguém acha geniais, mas estão entre os melhores mesmo assim

Maria Sharapova

BOOOOOOM. Sim, já comecei com tiro. Quantas vezes você já escutou que a atualmente suspensa russa só sabe bater forte na bola? “Falta Plano B”. Mas a verdade é que, gostando ou não do tênis dela, Sharapova conquistou cinco troféus de Grand Slam (e faz parte do seleto grupo que já venceu todos), foi número 1 do mundo, medalhista de prata olímpica e tem 35 troféus. Se você quiser acreditar que o meldonium é responsável por tudo isso, fique à vontade.

David Ferrer

Bem, esse era meio óbvio. Quando o espanhol é elogiado, é sempre pela sua atitude em quadra e consistência, que compensam a falta de um golpe acima da média. Eu já acho que o forehand de Ferrer é um dos melhores do circuito. O fato é que ele é uma das maiores forças da ATP há quase nove temporadas, tem uma final de Roland Garros, 26 títulos e ainda dá canseira em muito moleque por aí.

Angelique Kerber

Angie nunca foi tão badalada quanto Sabine Lisicki e estourou quando já tinha seus 20 e poucos. Mesmo quando chegou ao top 10 e às fases mais agudas dos torneios importantes, poucos acreditavam que ela poderia ser uma campeã de Slam. Pois agora ela é.

Kei Nishikori

O japonês recebeu um pouco mais de atenção porque teve resultados bons cedo e se tornou rapidamente o melhor tenista da história de seu país. Mas, até hoje, Nishikori não é visto como um jogador que pode produzir uma jogada sensacional a qualquer momento. Ele é alguém muito bom no ‘conjunto da obra’, que já inclui 11 títulos e uma final de Slam.

Sara Errani

Agora estamos falando de alguém que realmente ninguém acreditava que seria uma finalista de Slam, top 5 e uma das melhores duplistas de sua geração. A italiana é baixinha e saca muito mal, mas aguenta bolas pesadas no fundo da quadra e é habilidosa. Errani tem nove títulos de simples da WTA e 25 de duplas, incluindo cinco Slams.

Milos Raonic

Pobres sacadores. Sempre taxados de inúteis em todo o resto do jogo. Raonic foi o mais bem-sucedido da leva de sacadores depois do fim do carpete e pisos ultra rápidos. Ele já tem oito títulos, duas semifinais de Slam e uma participação no Finals, números que seu contemporâneo ‘genial’ Grigor Dimitrov ainda está buscando.

Jelena Jankovic

Vamos então voltar ao terreno de quem já foi número 1 do mundo? A sérvia já foi desdenhada por ocupar a liderança do ranking sem ter conquistado um Slam. Assim que ela teve uma queda de rendimento, deram sua carreira como praticamente encerrada. No entanto, oito anos após ocupar o topo do ranking, JJ segue espalhando seu glitter no top 30.

John Isner

Pobres sacadores (2). Está para acontecer um jogo de John Isner em que não haja um tuiteiro reclamando que ele não pratica “tênis de verdade”. As regras discordam e o norte-americano conseguiu se estabelecer entre tenistas bem mais talentosos do que ele e abocanhar vitórias contra gênios (de verdade), como Roger Federer e Novak Djokovic e chegar a 10 títulos de ATP.

Caroline Wozniacki

Se JJ foi metralhada pela “crítica”, a dinamarquesa foi 10 vezes mais. Com um estilo mais defensivo, Wozniacki deu trabalho a muita gente durante muito tempo. Ocupou a liderança do ranking por 67 semanas e venceu incríveis 23 títulos, além de chegar a duas finais de US Open. Quem não gosta vai ter que engolir este currículo e ela cantando “Oxygen”.

Gilles Simon

Tinha que colocar um francês nesta lista, para compensar os três que apareceram na dos que morrem na praia. Gilles corre muito, devolve tudo, tem inteligência para levar as partidas e luta como poucos, sem precisar de caras e bocas. O tenista de 31 anos tem 12 títulos, já foi número 6 do mundo e atualmente está no top 20. E faz muito jogador lamentar quando vê seu nome na chave.

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#tennis

10 tenistas geniais da ATP que sempre morrem na praia

DeTudoUmPouco
há um ano47 visualizações

Expectativa:

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“Esse cara com certeza será número 1 do mundo um dia”.

“É questão de tempo até ele vencer um Grand Slam”.

“Agora eu acho que ele finalmente se encontrou e vai dar aquele passo a mais”.

Realidade: eterna frustração. 

10 tenistas geniais da ATP que sempre morrem na praia

Há alguns tenistas que nasceram com habilidade e força fora do comum, conseguem de vez em quando vencer um membro do Big 4 e até uma final de Masters 1000 aqui ou semifinal de Grand Slam lá. Mas, no final das contas, eles não conseguem fazer o que Stan Wawrinka conseguiu: deixar o bloco do meio e vencer um Slam. Estes são 10 tenistas do circuito atual da ATP que sempre morrem na praia:

Jo-Wilfried Tsonga

O cara tem um dos melhores saques do circuito, um forehand espetacular, sabe bater o backhand dos dois jeitos, voleia bem e não é tão lento, considerando o seu tamanho. Mesmo com todo este gabarito, Tsonga teve o maior resultado de sua carreira em 2008, com o vice do Australian Open. Já venceu todos os membros do Big 4, tem dois títulos de Masters e está sempre dentro ou perto do top 10. Mas ainda deixa aquela sensação de que poderia ter feito muito mais.

Tomas Berdych

Eu poderia repetir tudo que falei sobre Tsonga. Berdych tem um backhand ainda melhor que o do francês e se movimenta melhor. Uma vez ou outra, desbanca um Big 4 de um torneio grande. É figura carimbada no Finals e no top 10. Porém, uma final de Slam (Wimbledon, 2010) e um título de Masters 1000 é muito menos do que alguém com o seu talento poderia atingir. E lá vem mais uma derrota em quartas de final...

Richard Gasquet

Mais um francês (coincidência?). Claro que não é fácil ter gente te chamando de Baby Federer desde a sua adolescência. Mas o fato é que Gasquet realmente tem um talento acima da média. O backhand é um dos melhores que o circuito já viu. O saque é sólido para alguém não tão alto. Ele é habilidoso e tem boa movimentação. Mas, pior que Berdych, sempre para nas oitavas de final dos Slams, geralmente levando um 6/1 no terceiro set. E jogando quatro metros atrás da linha de fundo.

Gael Monfils

OH, FRANÇA, VOCÊ DE NOVO. Monfils é uma daquelas pessoas que seriam ótimos atletas em qualquer esporte. Ele tem velocidade, força, alongamento e altura. Ainda por cima, é carismático e traz público para o tênis. Sua habilidade não é das melhores, mas também está longe de passar vergonha. Porém, Monfils simplesmente não sabe administrar partidas. Mesmo sendo um jogador de estilo mais conservador, ele oscila consideravelmente e tem picos de brilhantismo que não são suficientes para uma campanha de sete jogos, com cinco sets cada.

Bernard Tomic

Ok, já estou apelando. Tomic é uma bagunça. Mas, convenhamos, ele seria um grande vencedor se encarasse a profissão com alguma seriedade e não tivesse um pai-treinador maluco. O australiano saca bem, tem habilidade, varia bem o jogo e seria uma ótima alternativa para o estilo pancadaria, um pouco como Andy Murray. Mas realmente não vai rolar.

Grigor Dimitrov

Baby Federer 2, amaldiçoado desde quando chegou ao circuito. Claro que ele ainda tem tempo para se recuperar e cumprir seu potencial, mas ele está passando. Dimitrov é realmente o mais próximo que tivemos de um Federer. Forehand matador de todos os jeitos, backhand de uma mão não tão confiável, mas não tão comprometedor, excelente movimentação de pernas e capacidade incrível de improvisar na rede. Estamos esperando, Grigor. Quando você quiser...

Ernests Gulbis

O Leste Europeu também está fazendo muito sucesso nesta lista. Além de talento, força, movimentação e habilidade, Gulbis também tem a falta de “respeito” necessária para enfrentar o Big 4. Em 2013, parecia que ele finalmente engataria, chegando à semifinal de Roland Garros e entrando no top 10. Mas a alegria durou pouco. Ele é atualmente o 83o do mundo, com apenas duas vitórias em 2016. Podemos dar como caso perdido?

Alexandr Dolgopolov

Mais um tenista bem completo. Ótimo saque (com um toss estranho de tão rápido, mas que dá certo), bons golpes de fundo e sabe trabalhar com top spin e slice. Porém, o ucraniano nunca esteve sequer em uma semifinal de Slam e tem apenas dois títulos na carreira, um em ATP 250 e outro em um 500 esvaziado (aconteceu durante a Olimpíada de Londres).

Fabio Fognini

Podemos discutir se Fognini é um jogador completo. Nada em seu jogo é extraordinário, mas o italiano tem golpes mais do que sólidos e boa capacidade de improvisar. No entanto, ninguém é superior a ele no quesito “parar de prestar atenção no jogo e encanar com alguma coisa nada relevante, mas que fará com que ele perca totalmente a concentração”. A esta altura do campeonato, já até podemos prever exatamente em qualquer momento do jogo ele fará isso. Uma pena, já que Fognini seria um bom nome para ter na galeria de campeões de Roland Garros.

Fernando Verdasco

“Fer” é certamente o Rei desta lista. Ele foi semifinalista do Australian Open em 2009, conquistou sete títulos, mas apenas dois ATP 500 (ambos na Espanha) e fez parte de uma equipe multicampeã da Copa Davis, sempre deixando a impressão de que poderia muito mais. Quando está “in the zone”, Verdasco é capaz de fazer jogadas absolutamente impossíveis e disparar forehands que nem Nadal e Djokovic juntos alcançariam. Sua força mental, porém, sempre foi perto da inexistente. Só lamentamos.

Observação importante 1: claro que não estou dizendo que estes tenistas são ‘fracassados’. 99% do circuito matariam para conquistar o que eles ganharam. A questão é que há jogadores menos talentosos que tiveram mais sucesso (e você os verá aqui em breve).

Observação importante 2: por que não há mulheres na lista? Eu cheguei a abrir o ranking da WTA a procura delas, mas os melhores exemplos que achei foram Petra Kvitova e Samantha Stosur, ambas campeãs de Slam. E qualquer pessoa que ganhou um Slam já venceu na vida.

#tennis #tenis #dimitrov #tsonga #monfils #gasquet #berdych #tomic #gulbis #fognini

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