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Andy e Jamie Murray são os primeiros irmãos a disputar finais no mesmo Slam

Sheila Vieira
há 2 anos2 visualizações

De Dunblane para o mundo.

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Andy e Jamie Murray são os primeiros irmãos a disputar finais no mesmo Slam

Quando Judy Murray decidiu ensinar o esporte que praticava aos seus dois filhos, não poderia imaginar que os veria disputando finais em um mesmo Grand Slam. Pois este momento chegou: Andy está na decisão de simples do Australian Open e Jamie tentará seu primeiro título desta categoria nas duplas, ao lado do mineiro Bruno Soares.

A família Murray é de Dunblane, cidade escocesa de 9 mil habitantes, que viveu um grande trauma em 1996. Um atirador matou 16 crianças em uma escola primária, antes de cometer suicídio. Andy e Jamie estavam no colégio durante o ataque, mas tiveram a “sorte” de não cruzar com o assassino. Judy costumava dar a carona a ele.

Em casa, Judy introduziu o esporte aos filhos com brincadeiras que estimulavam velocidade, elasticidade, coordenação e habilidade. Em seguida, deu raquetes de tênis a ambos e começou a passar os conhecimentos do esporte que praticou profissionalmente. Mais velho, Jamie ganhava de Andy no início, mas o talento extraordinário do caçula começou a fazer a diferença.

Mais habilidoso junto à rede e canhoto, Jamie viu nas duplas um bom caminho para o sucesso, enquanto Andy se tornava o grande nome do tênis britânico em quase 80 anos. Ele ganhou 35 títulos, incluindo dois Grand Slams, e o ouro olímpico em Londres.

No entanto, a partir de 2015, Jamie colocou todo seu potencial em quadra. Mesmo com um parceiro bem abaixo de seu nível (John Peers), chegou a duas finais consecutivas de Slam, em Wimbledon e no US Open. Assim como Andy, não teve “sorte de principiante”. Porém, juntos, os irmãos levaram a Grã-Bretanha ao seu primeiro título de Copa Davis desde 1936 em dezembro.

Agora, Jamie tem um parceiro à sua altura: Bruno Soares voltou a jogar neste ano o tênis espetacular que o levou à terceira colocação do ranking em 2013. E aqui estamos: os Murray são os primeiros irmãos a disputar finais no mesmo Slam na Era Aberta (desde 1968). Entre os dois, Jamie é mais favorito para levantar o troféu. Ele e Bruno pegam os veteranos Daniel Nestor e Radek Stepanek, ambos com muita história no circuito, mas não mais em seus respectivos auges. Já Andy terá pela frente um Novak Djokovic que parece imbatível, ainda mais em melhor de cinco sets.

De qualquer maneira, terá sido um Australian Open inesquecível para a família Murray, pouco antes de um novo integrante do clã vir ao mundo: Kim Sears, esposa de Andy, está nas últimas semanas de gestação. 

#tennis #murray #AusOpen

Djokovic enfim tem vantagem no confronto direto com todos os rivais do Big 4

Sheila Vieira
há 2 anos4 visualizações

PARECE QUE O JOGO VIROU, NÃO É MESMO?

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Novak Djokovic é o melhor tenista do mundo há pelo menos cinco anos. Mas as temporadas anteriores a 2011, quando mais perdia do que ganhava de Roger Federer e Rafael Nadal, ainda impediam que ele tivesse retrospecto positivo contra todos os seus rivais do "Big 4". Esta barreira foi finalmente quebrada nesta quinta-feira.

A vitória contra Federer na semifinal do Australian Open foi a 23ª do sérvio em 45 confrontos. Há três semanas, em Doha, fez o mesmo com Nadal, passando à frente com 24 a 23. Seu histórico contra Andy Murray sempre foi positivo, mas teve momentos mais acirrados no passado. Vamos dar uma olhada em como Nole ~virou este jogo~:

Contra Federer

A rivalidade começou em 2006, quando Federer estava no seu auge, e o suíço venceu os quatro primeiros jogos. A primeira vitória de Djokovic aconteceu na semifinal do Australian Open de 2008, seu primeiro título de Slam. Após 15 confrontos, o suíço liderava por 10 a 5. Em 2011, Djokovic enfim venceu mais do que perdeu jogos para Federer em uma temporada: 3 a 1. Porém, a derrota em questão foi bem sofrida, já que interrompeu uma série de 43 triunfos de Djokovic e adiou o seu sonho de virar número 1. Nole bateu Roger no US Open, salvando dois match points, e diminuiu a desvantagem ainda grande para 14 a 10.

Em 2012, foram três vitórias de Djokovic em cinco jogos. O sérvio passou invicto pelo rival em 2013, 2 a 0. Voltou a ter desvantagem em 2014, 3 a 2 para Federer. Porém, já estava bem mais próximo de tomar a liderança da rivalidade. Os cinco triunfos em oito jogos de 2015 deixaram os dois igualados e o quase-passeio desta semana desempatou o H2H.

Contra Nadal

Até o final de 2008, o espanhol havia vencido 10 de 14 jogos contra Djokovic. A distância só aumentou nos dois anos seguintes, para 16 a 7. O jogo *começou a virar* em 2011, quando o sérvio conseguiu incríveis seis vitórias consecutivas diante de Nadal. 16 a 13. O espanhol ainda segurou a onda em 2012 e 2013, mas este foi o último ano em que o Touro Miúra mais venceu do que perdeu para o tenista de Belgrado. Estava 22 a 17.

Em 2014, Djokovic levou a melhor em dois de três confrontos. Já em 2015, temporada bem complicada para Nadal, foram quatro triunfos do sérvio e nenhum do espanhol. Empatados em 23. O tira-teima veio em Doha, torneio preparatório para o Australian Open deste ano, no qual Rafa levou um 6/1 e 6/2.

Claro que Federer e Nadal ainda podem reverter a situação. A diferença é de apenas uma vitória, para ambos. Porém, é bastante provável que Djokovic termine a carreira com retrospecto positivo diante de dois dos melhores da história. Ou seja, está mais do que na hora de colocá-lo no mesmo grupo.

#tennis #djokovic #federer #nadal

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