Isso é tênis, amigo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Isso é tênis, amigo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Isso é tênis, amigo
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Djokovic enfim tem vantagem no confronto direto com todos os rivais do Big 4

Sheila Vieira
há 2 anos4 visualizações

PARECE QUE O JOGO VIROU, NÃO É MESMO?

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Novak Djokovic é o melhor tenista do mundo há pelo menos cinco anos. Mas as temporadas anteriores a 2011, quando mais perdia do que ganhava de Roger Federer e Rafael Nadal, ainda impediam que ele tivesse retrospecto positivo contra todos os seus rivais do "Big 4". Esta barreira foi finalmente quebrada nesta quinta-feira.

A vitória contra Federer na semifinal do Australian Open foi a 23ª do sérvio em 45 confrontos. Há três semanas, em Doha, fez o mesmo com Nadal, passando à frente com 24 a 23. Seu histórico contra Andy Murray sempre foi positivo, mas teve momentos mais acirrados no passado. Vamos dar uma olhada em como Nole ~virou este jogo~:

Contra Federer

A rivalidade começou em 2006, quando Federer estava no seu auge, e o suíço venceu os quatro primeiros jogos. A primeira vitória de Djokovic aconteceu na semifinal do Australian Open de 2008, seu primeiro título de Slam. Após 15 confrontos, o suíço liderava por 10 a 5. Em 2011, Djokovic enfim venceu mais do que perdeu jogos para Federer em uma temporada: 3 a 1. Porém, a derrota em questão foi bem sofrida, já que interrompeu uma série de 43 triunfos de Djokovic e adiou o seu sonho de virar número 1. Nole bateu Roger no US Open, salvando dois match points, e diminuiu a desvantagem ainda grande para 14 a 10.

Em 2012, foram três vitórias de Djokovic em cinco jogos. O sérvio passou invicto pelo rival em 2013, 2 a 0. Voltou a ter desvantagem em 2014, 3 a 2 para Federer. Porém, já estava bem mais próximo de tomar a liderança da rivalidade. Os cinco triunfos em oito jogos de 2015 deixaram os dois igualados e o quase-passeio desta semana desempatou o H2H.

Contra Nadal

Até o final de 2008, o espanhol havia vencido 10 de 14 jogos contra Djokovic. A distância só aumentou nos dois anos seguintes, para 16 a 7. O jogo *começou a virar* em 2011, quando o sérvio conseguiu incríveis seis vitórias consecutivas diante de Nadal. 16 a 13. O espanhol ainda segurou a onda em 2012 e 2013, mas este foi o último ano em que o Touro Miúra mais venceu do que perdeu para o tenista de Belgrado. Estava 22 a 17.

Em 2014, Djokovic levou a melhor em dois de três confrontos. Já em 2015, temporada bem complicada para Nadal, foram quatro triunfos do sérvio e nenhum do espanhol. Empatados em 23. O tira-teima veio em Doha, torneio preparatório para o Australian Open deste ano, no qual Rafa levou um 6/1 e 6/2.

Claro que Federer e Nadal ainda podem reverter a situação. A diferença é de apenas uma vitória, para ambos. Porém, é bastante provável que Djokovic termine a carreira com retrospecto positivo diante de dois dos melhores da história. Ou seja, está mais do que na hora de colocá-lo no mesmo grupo.

#tennis #djokovic #federer #nadal

O esporte a ensinou a sonhar. Mas os EUA disseram 'não' ao sonho dela.

Sheila Vieira
há 2 anos4 visualizações

Conheci Jaleska Mendes em fevereiro de 2014. A gaúcha era a mais nova das juízas de linha do torneio WTA de Florianópolis, aos 19 anos de idade. Ouvi falar que era de uma menina muito determinada, que conheceu o tênis pelo renomado projeto social WimBelemDon, de Porto Alegre, e tinha uma considerável chance de jogar tênis por uma universidade norte-americana.

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸
O esporte a ensinou a sonhar. Mas os EUA disseram 'não' ao sonho dela.

Ao conversar com ela, confirmei tudo que me falaram. Jaleska é uma de muitas brasileiras inteligentes e talentosas, que viram no esporte o caminho para ter uma vida melhor. Foi juíza de linha em Florianópolis e também no Rio Open, um ATP 500, com desempenho muito bem avaliado nos dois torneios. Também deve estar na equipe de juízes das Olimpíadas do Rio.

Mas os obstáculos neste mundo de “meritocracia” em que vivemos são enormes. Para estudar nos EUA, ela precisava de um bom resultado no exame de proficiência em inglês, algo que dificilmente conseguiria com as aulas na escola pública. O WimBelemDon, fundado pelo fotógrafo Marcelo Ruschel, ajudou Jaleska a encontrar uma empresa de intercâmbio que cobriria os custos de um curso intensivo de três meses em Los Angeles. Porém, o visto dela foi negado pelo Consulado. A saída foi aprimorar o idioma em Londres, contando com crowdfunding online e outros doadores para as despesas do dia a dia. 

O esporte a ensinou a sonhar. Mas os EUA disseram 'não' ao sonho dela.

Após retornar ao Brasil, Jaleska obteve o convite de uma instituição de ensino do Kansas para ser atleta e bolsista, conseguindo o formulário I-20, exigido pelo Consulado para que o visto de estudante seja concedido. No entanto, mais uma vez, seu pedido foi barrado, sem explicações.

Para quem não sabe, o procedimento para conseguir um visto de não-imigrante para os EUA é o seguinte: você preenche um formulário em inglês, no qual basicamente conta toda a sua vida (inclusive renda mensal) e paga 160 dólares (no momento em que digito este texto, equivalente a R$ 656, 67). Detalhe: esta taxa não é devolvida caso seu pedido seja recusado.

Todos os solicitantes passam por uma entrevista, na qual o/a agente consular pode pedir seu (ou de sua família) extrato bancário, declaração de imposto de renda e outras informações a que nem policiais têm acesso. Se ele/ela desconfiar que você pretende imigrar para os EUA, mesmo sem nenhum indício forte (por exemplo, se sua família apenas não tem muita grana), pode negar o visto sem falar o motivo.

Neste caso, o azar é deles.

Jaleska me disse que ainda não sabe quais serão seus próximos passos. Se tentará novamente estudar nos EUA ou continuará cursando Educação Física em Porto Alegre. Ruschel contou que a direção da universidade norte-americana ficou revoltada com a decisão do Consulado e prorrogou a bolsa dela para o próximo ano letivo, que começa no segundo semestre no país.

Conheça o WimBelemDon, projeto que mudou a vida de Jaleska e de vários outros jovens no Rio Grande do Sul:

#tennis #projetosocial #EUA

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar