Isso é tênis, amigo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Isso é tênis, amigo
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Isso é tênis, amigo
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Wawrinka pegou a chave mais complicada no sorteio do Australian Open

Sheila Vieira
há 2 anos6 visualizações

128 jogadores em cada chave, quem vencer sete jogos levanta a taça: é assim que a maioria dos tenistas tenta encarar os Grand Slams. Mas a verdade é que os favoritos querem um caminho relativamente tranquilo nas primeiras rodadas (mas não facílimo, para não ficar sem ritmo), para chegar com gás aos grandes duelos das rodadas finais.

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Pelo menos na chave masculina, Stan Wawrinka não se deu muito bem. O cabeça de chave 4 pode enfrentar o norte-americano Jack Sock (finalista nesta semana em Auckland) na terceira rodada e o campeão de Brisbane, Milos Raonic, nas oitavas. Para piorar, Rafael Nadal está em seu quadrante e pode encará-lo já nas quartas. A semifinal mais provável seria diante de Andy Murray. Sem falar na final, que pode ter Novak Djokovic ou Roger Federer.

Confira o quadro completo:

Wawrinka tem tênis para vencer todos esses jogadores, claro. Ele é um campeão do Australian Open (2014), afinal. Mas ele precisará de muita consistência (não é exatamente o seu forte) para derrubar todos esses nomes de forma consecutiva.

Murray, por outro lado, tem uma trajetória aparentemente mais calma. Os cabeças de chave de seu quadrante são João Sousa (terceira rodada), Fabio Fognini ou Bernard Tomic (oitavas) e David Ferrer ou John Isner (quartas). Tudo isso, obviamente, se todos os cabeças confirmarem o favoritismo, algo que raramente acontece. O britânico conseguiu fugir de Nadal antes da semi e de Djokovic/Federer antes da final. Quatro vezes vice-campeão em Melbourne, Murray não vê a hora de enfim segurar o troféu.

As chaves de Djokovic e Federer ficaram fortes o suficiente, com alguns percalços a mais para o suíço. Grigor Dimitrov (terceira rodada) e Dominic Thiem ou Marin Cilic (oitavas) não devem ser problema para o recordista de Slams, mas Tomas Berdych (quartas) tem a mania de incomodá-lo. O tcheco, porém, provavelmente terá que se resolver com Nick Kyrgios (terceira rodada) antes.

Mais favorito do que nunca, Djokovic tem Jo-Wilfried Tsonga e Kei Nishikori como destaques de seu quadrante. São jogadores que já deram muito trabalho ao sérvio em Slams, mas sofrem constantemente com lesões e não empolgaram muito nos torneios preparatórios.

Vamos olhar a chave feminina:

Serena Williams é favorita em qualquer torneio que disputar, mas a dúvida é se Serena realmente vai disputar o Australian Open. Ela jogou pouco e desistiu da Copa Hopman e largou as últimas semanas da temporada 2015, após perder na semi do US Open. A veterana tem uma lesão no joelho esquerdo, mas não gosta de dar detalhes sobre a gravidade dela. Se estiver 100%, a norte-americana pode fazer jogos chamativos e teoricamente fáceis contra a amiga Caroline Wozniacki e a NOT-amiga Maria Sharapova antes da semi.

O segundo quadrante, de Agnieszka Radwanska e Petra Kvitova, parece ser o mais "aberto". Sloane Stephens pode aproveitar a chance, após ter vencido em Auckland, assim como Dominika Cibulkova, vice-campeã de 2014, que não é cabeça de chave neste ano.

Três nomes brilham no terceiro quadrante: Angelique Kerber, Victoria Azarenka e Garbiñe Muguruza. Os melhores jogos do torneio feminino devem sair deste pedaço. Já o quarto é liderado por Simona Halep e Venus Williams, que têm Ana Ivanovic, Karolina Pliskova, Sabine Lisicki e Madison Keys como principais concorrentes a uma vaga na semi.

Caso Serena dê chance, o Australian Open tem uma boa chance de ter uma campeã inédita de Slam, como Flavia Pennetta no US Open.

Let the games begin!

Após ver 'chave boa' no Australian Open, Tomic abandona jogo em Sydney

Sheila Vieira
há 2 anos8 visualizações

Quando você acha que o australiano Bernard Tomic não consegue mais arrumar outra confusão, ele sempre dá um jeitinho. A poucos dias do Australian Open, o Grand Slam de sua terra natal, o número 17 do mundo aprontou mais uma: desistiu de um jogo que estava disputando em Sydney porque viu que sua chave em Melbourne 'era boa'.

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸
Após ver 'chave boa' no Australian Open, Tomic abandona jogo em Sydney

As câmeras e os microfones captaram uma conversa de Tomic com o árbitro sueco Mohamed Lahyani, na qual Tomic diz que "está pensando em Melbourne", que só somaria pontos se fosse à final em Sydney (ou seja, seria difícil) e que viu que sua chave era boa. Layhani, sem disfarçar a risada, tenta convencer o australiano e se concentrar na partida.

Mas não adiantou. Tomic abandonou o jogo quando perdia por 6/3 e 3/0 para o russo Teymuraz Gabashvili. Ao ser questionado sobre a desistência, já que o vídeo estava circulando na internet, ele se defendeu: 

"Não estava me sentindo tão bem e jogar duas partidas no mesmo dia seria bem difícil. Não iria me fazer bem. Posso jogar já na segunda-feira em Melbourne. Adoro Sydney, mas não estava 100% e isso é uma pena". O torneio de Sydney teve uma semana complicada, com muita chuva, obrigando os jogadores a fazerem duas partidas por dia nas rodadas finais.

O histórico de Tomic não ajuda sua defesa. No US Open de 2012, muitos acreditaram que ele não se esforçou na derrota para Andy Roddick, que havia anunciado que iria se aposentar no dia anterior. O primeiro set daquele jogo durou 22 minutos e Tomic ganhou apenas cinco pontos. O terceiro foi um "pneu", 6/0.

No Masters 1000 de Miami, em 2013, Tomic foi vaiado pela torcida por sua aparente falta de esforço contra Andy Murray:

Tomic também tem um histórico complicado fora das quadras: já foi fichado pela polícia australiana por dirigir em alta velocidade e foi brevemente preso em Miami no ano passado por dar uma festa com música muito alta. Seu pai e treinador, John, chegou a ser suspenso por um ano por ter agredido o parceiro de treinos de Bernard em 2013.

Aliás, sua chave no Australian Open é: estreia contra Denis Istomin, segunda rodada diante de Bolelli ou Baker, possível terceira rodada versus Fabio Fognini e encarar provavelmente Andy Murray nas oitavas. Vamos ver como ele se sairá.

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar