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Europa aumenta número de brasileiros barrados. Veja como não ser um deles.

Sheila Vieira
há 2 anos39 visualizações

A não-obrigatoriedade de visto já fez muitas pessoas decidirem passar as férias na Europa ao invés de pagar mais de R$ 500 para tentar tirar um visto de turista para os EUA, com a possibilidade de ele ser negado. Porém, a coisa está começando a ficar complicada para os brazucas que estão viajando para a Europa. O continente aumentou significativamente o número de brasileiros barrados em 2015:

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Se você é apenas uma pessoa que juntou dinheiro por muito tempo para conhecer a Europa, não quer se confundido com um possível imigrante ilegal e pretende não passar por apuros na hora da entrevista com o oficial de imigração, siga estes passos:

1. Separe uma pastinha para colocar todos os documentos e comprovantes necessários e já esteja com ela em mãos na hora de falar com o oficial. E com o passaporte também, claro.

2. Seu passaporte precisa estar válido pelos próximos três meses no mínimo, mas o ideal é que esteja por seis meses. É melhor ir com um novinho e também levar seu antigo caso o oficial queira ver os carimbos das suas entradas anteriores na Europa ou em outros locais.

Europa aumenta número de brasileiros barrados. Veja como não ser um deles.

3. O prazo máximo para uma viagem de turismo na Europa é de três meses, então tenha impressa sua passagem de volta para este período. Geralmente, costumam só perguntar de quantos dias será a estadia, mas tenha a passagem mesmo assim.

4. Propósito da sua viagem: responda sucintamente, turismo ou negócios. Se for negócios, devem fazer perguntas mais específicas e você precisa de comprovantes de congressos ou conferências, com o seu nome. Quando é turismo, costuma ser mais tranquilo, mas eu por exemplo tive que mostrar ingressos do evento esportivo que eu disse que iria assistir.

5. Reserva de hotel/albergue/AirBnb: isso não pode faltar, de jeito nenhum. Tenha o comprovante impresso, com o valor que você pagou. Se estiver no seu nome, ótimo. Se estiver no de um(a) amigo(a) que está viajando com você, aponte para o oficial onde ele(a) está. Hospedagem em casa de parentes ou amigos sempre trará mais questionamentos, aceite isso desde agora. Se forem do país, menos mal, basta o endereço e uma carta-convite do anfitrião. Mas se forem brasileiros, tenha também a vida deles em mãos: visto, comprovante de residência e saiba exatamente há quanto tempo estão lá e fazendo o quê.

6. Renda para se manter: pergunta meio que obrigatória. Responda quanto você tem em espécie e quantos cartões está levando. Pode ser que o oficial peça para mostrá-los, então não deixe sua carteira super escondida na bolsa. O ideal é que você tenha 60 euros por dia (45 libras) e os cartões para custos adicionais ou emergências.

7. É bem possível que perguntem sobre sua vida no Brasil: sua profissão e onde você trabalha. Tenha fácil a carteira de trabalho ou alguma carta de empresa dizendo que você presta serviços para ela e está de férias (mesmo se for freelancer).

8. Seguro saúde: na Europa, costumam dar mais importância a isso do que nos EUA, já que o Tratado de Schengen exige cobertura de pelo menos 30 mil euros (calma, o que você vai pagar fica na casa das centenas de reais). Se você tiver cartão de crédito top, este serviço pode até sair na faixa. Dê uma conferida com o seu banco. Ainda na área de saúde, lembremos que os brasileiros estão em foco por causa do zika virus. Podem te perguntar sobre sintomas, especialmente se estiver grávida.

9. Viajar sozinho(a) sempre desperta uma desconfiança. Se estiver com família, você será entrevistado(a) com eles e costuma ser mais tranquilo, mas se for amigo, dê umas olhadas ocasionais para a cabine dele para o oficial perceber que você não está sozinho e perguntar isso. (Já aconteceu de eu e minha amiga apontarmos uma para a outra simultaneamente. Nem se fosse combinado…)

10. Sinta a “vibe” do(a) oficial: se for sério, seja também sério. Se der abertura e for simpático, você também pode ser. Não fique querendo falar ou responder o que ele não perguntou, isso passa a impressão de pessoa ansiosa, que treinou um discurso (ou seja, suspeita). Se sentir que estão te questionando demais, é hora de trazer o DiCaprio ou a Meryl Streep que existe dentro de você e fingir calma e confiança. E se o seu inglês for ruim, avise logo de cara (com o básico “I don’t speak English”) que ele tentará pelo menos um espanhol com você. Muitos arranham português.

Europa aumenta número de brasileiros barrados. Veja como não ser um deles.

Importante ressaltar que estou cobrindo todas as possibilidades aqui. Muita gente só responde umas três perguntas e passa (principalmente famílias de alto poder aquisitivo), então não se desespere. Só esteja preparado caso impliquem um pouquinho com você, porque às vezes acontece. Mas depois disso, você pega sua mala e conhece lugares maravilhosos!

#travel #viagens #imigração #aeroportos #europa

Portugal da depressão: eles querem refugiados, mas os refugiados fogem de lá

Sheila Vieira
há 2 anos49 visualizações
Portugal da depressão: eles querem refugiados, mas os refugiados fogem de lá
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Enquanto muitos países querem se livrar dos refugiados, alguns querem recebê-los de braços abertos. O caso de Portugal, no entanto, é bem triste: apesar de oferecer toda a estrutura necessária para a adaptação destes imigrantes, o país é constantemente rejeitado por eles.

Segundo a BBC Brasil, Portugal esperava receber mais de 4.500 refugiados e aumentou a meta para mais de 10.500, mas apenas 32 (!!!!!) aceitaram se mudar para o país, com um grupo de 37 esperado nos próximos dias.

O governo português pretende distribuir 2 mil bolsas de estudo a refugiados, com moradia e aulas de inglês e português. As pessoas que receberão os imigrantes estão sendo treinadas para lidar corretamente com eles. Os refugiados de Portugal também terão ajuda com alimentação e saúde, além de poderem trabalhar no setor agrícola. Obviamente, não é só filantropia: o país tem uma grave escassez de mão de obra jovem.

O coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados, Rui Marques, disse ao portal que o principal motivo para a rejeição a Portugal é que os sírios, afegãos e iraquianos têm poucas informações sobre a nação lusitana. “Não somos um país que tenha, por exemplo, a projeção da Alemanha”, afirmou. Outra barreira é a língua portuguesa, com a qual eles têm quase nenhuma familiaridade, enquanto vários de seus familiares já falam alemão e estão mais adaptados à cultura germânica.

Portugal da depressão: eles querem refugiados, mas os refugiados fogem de lá

Mesmo quando os refugiados são realocados para Portugal por Itália ou Grécia, eles dão um jeito de “escapar”. Uma família síria de cinco pessoas desistiu de embarcar em um avião para o país e outras 10 pessoas “desapareceram” antes de viajarem para lá.

Para tentar eliminar o preconceito dos refugiados, Portugal está mandando representantes para a Itália e a Grécia, que explicarão para os imigrantes por que o país é uma boa opção. Nunca visitei a nação que nós “descobriu”, mas todas as pessoas que conheço que estiveram por lá só falaram coisas maravilhosas. Deem uma chance a Portugal, refugiados!

Portugal da depressão: eles querem refugiados, mas os refugiados fogem de lá

E você, já foi a Portugal?

#refugees #portugal 

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