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França enfim entende que não é legal obrigar muçulmanas a se despirem na praia

DeTudoUmPouco
há um ano17 visualizações
França enfim entende que não é legal obrigar muçulmanas a se despirem na praia
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Certas coisas básicas neste mundo são difíceis de serem assimiladas por algumas pessoas. Veja só o caso dos burkinis na França. Realmente há uma boa parte da população e do governo do país que acham razoável proibir mulheres muçulmanas de usarem o traje que cobre todo o corpo nas praias. Para passear nas areias ~sagradas~ da nação, você tem que estar de biquíni ou maiô. A não ser que você seja cristã, aí vá como você quiser.

Urgh.

Mais de trinta prefeitos franceses proibiram o burkini e submeteram mulheres à humilhação de terem que tirar suas roupas ao redor de diversos policiais brancos em frente à família. Um argumento comum da galera que não está percebendo a sementinha do fascismo dentro de si mesmo é que não dá para uma mulher ocidental ir a uma praia em um país árabe com biquíni (pode ser verdade, mas você foi lá para saber ou está chutando essa suposição?).

É errado obrigar uma mulher a se cobrir? Com certeza. Mas forçá-la a se despir é infinitamente mais humilhante, e não é preciso ser muçulmana para sentir este desespero. Você, branco ocidental, que quer defender a liberdade das mulheres com imposições, está apenas substituindo o marido dela que a obriga a sair de casa coberta:

A luta pela liberdade deve ser comandada pelas vítimas, sempre.

Com os casos de mulheres sendo constrangidas se multiplicando pelo país e ganhando destaque internacional, um empresário argelino chamado Rachid Nekkaz decidiu ajudar a causa e pagar as multas a que as muçulmanas eram submetidas.

Quando boa parte do mundo ocidental (a parte sensata) decidiu julgar os franceses por isso, a Justiça local entendeu que era hora de dar um basta na situação. O Conselho do Estado determinou que os prefeitos não podem mais impedir muçulmanos de irem à praia com seus trajes. No entanto, este assunto ainda pode trazer consequências drásticas. Como sabemos, o ISIS se alimenta e cresce justamente na desconfiança e preconceito dos europeus brancos com os árabes. Por isso, tentam incriminar refugiados por seus atos de terrorismo. Que eles não usem mais este episódio para tentar “justificar” o temor ocidental em relação à vestimenta islâmica.

Estamos caminhando para tempos ainda mais sombrios. Mas ainda é possível sorrir.

França enfim entende que não é legal obrigar muçulmanas a se despirem na praia

#islam #muslim #burkinis #france #women 

Na disputa pelas celebridades, Hillary e os democratas venceram Trump de lavada

DeTudoUmPouco
há um ano24 visualizações
Na disputa pelas celebridades, Hillary e os democratas venceram Trump de lavada
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Imagine que cada grande candidato à presidência do Brasil tivesse quatro dias para promover sua campanha em um estádio de futebol. Neste evento, assistimos a vídeos emocionantes, shows de artistas populares e discursos de celebridades. Uma espécie de showmício no Maracanã.

Amantes de um bom espetáculo, os EUA fazem isso a cada eleição nas convenções nacionais dos partidos democrata e republicano. Porém, por mais que Donald Trump pareça mais forte do que nunca, ele tomou uma senhora lavada no quesito "número de famosos que me apoiam".

Na festa republicana, em Cleveland, o único famoso que tomou o microfone para defender Trump foi um tal de Scott Baio, que fez Chachi em "Happy Days" (pois é). As bandas que tocaram foram Lynyrd Skynyrd e o Kid Rock. Os republicanos usaram "We Are The Champions" para a entrada de Trump, fazendo com que o grupo Queen pedisse pela segunda vez que eles não usassem suas músicas. #ouch

Republicanos famosos existem (é só pegar 99% dos artistas country ou do interior), mas eles simplesmente se recusaram a fazer parte desta palhaçada chamada "campanha de Trump". Até ex-funcionários do partido expressaram sua tristeza nas redes sociais, questionando como eles deixaram isso acontecer.

Para piorar, a convenção ainda teve o mico do discurso de Melania Trump, esposa de Donald, que plagiou um discurso de 2008 da primeira-dama Michelle Obama. Uma rockstar por si mesma, Michelle deu um bom salto inicial na convenção democrata, em Filadélfia, com uma fala emocionante sobre viver em uma casa que foi construída por escravos.

Entre os discursos defendendo a candidatura de Hillary Clinton, tivemos Meryl Streep, David Schwimmer, Dean Norris (o Hank de "Breaking Bad"), Sarah Silverman (comediante que apoiava Bernie Sanders e disse que era hora de parar de chorar por ele e apoiar Hillary), Chloe Grace Moretz, America Ferrera (a Betty, a Feia americana), Lena Dunham e Eva Longoria, que disse que a frase: "Minha família (mexicana) nunca cruzou uma fronteira. A fronteira nos cruzou".

Entre um discurso e outro, houve shows de Katy Perry (logo antes do discurso final de Hillary), Lenny Kravitz, Alicia Keys, Boys II Men e Demi Lovato, além de um catadão da Broadway, incluindo as estrelas de "Frozen" Idina Menzel e Kristen Bell. Até Deus participou da convenção, com Morgan Freeman narrando o video biográfico de Clinton:

Claro que uma fileira de celebridades não garante a eleição de Clinton, nem faz com que republicanos mudem de ideia. No entanto, jovens desinteressados por política e simpatizantes dos democratas sem vontade de votar podem se mobilizar vendo alguns de seus ídolos defendendo a candidata. 

No dia 8 de novembro, saberemos a resposta.

#USA #hillary #trump #DNC #RNC #katyperry 

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