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Melania Trump é a última de longa lista de plagiadores. Relembre!

DeTudoUmPouco
há um ano10 visualizações
Melania Trump é a última de longa lista de plagiadores. Relembre!
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O bafão da última noite, acredite, não envolveu a Taylor Swift. Melania Trump, esposa de Donald Trump, fez um discurso na convenção nacional republicana nesta segunda-feira e, em pouco tempo, as pessoas descobriram que ela plagiou 30 segundos de um discurso de Michelle Obama, na convenção democrata de 2008.

No entanto, Melania não é a primeira e nem será a última pessoa a recorrer ao plágio, principalmente na política. A prática é extremamente comum em discursos, cujo propósito é mais emocionar do que informar. Porém, ela se estende também a jornalistas, escritores e pesquisadores (haja preguiça de fazer aquela citação padronizada). Duvida? Veja só:

Martin Luther King Jr.

O ativista norte-americano copiou frases de diversos autores em sua tese de doutorado pela Universidade de Boston, em 1955. Isso só foi descoberto quando o documento foi analisado pela Universidade de Stanford, após a morte de King. Apesar de reconhecer em 1991 que o reverendo realmente plagiou, a Universidade de Boston manteve o título de doutorado dele, por acreditar que a monografia teve uma contribuição válida para a academia.

Melania Trump é a última de longa lista de plagiadores. Relembre!

T.S. Elliott

O poema modernista “A Terra Desolada”, publicado pelo norte-americano em 1922, continha trechos muito parecidos com vários outros trabalhos de autores desconhecidos, incluindo de um que também se chamava “Terra Desolada”. Porém, Elliot argumentava que bons poetas pegavam algo bom e transformavam em algo “melhor ou diferente”.

Rand Paul

Um dos candidatos vencidos por Donald Trump nas primárias republicanas, Paul lançou um livro em 2013 com trechos copiados da Wikipédia e de agências de notícias, e fez o mesmo em alguns discursos. A justificativa dele foi que as “anotações” não foram obtidas adequadamente.

Joe Biden

Quem disse que só republicanos plagiavam? O atual vice-presidente saiu da corrida presidencial de 1988 porque grande parte de seus discursos haviam sido copiados de Neik Kinnock, que perdeu a eleição de primeiro-ministro para Margaret Thatcher.

Annette Schavan

Na Alemanha, vários “funcionários” de Angela Merkel tiveram que se retirar porque cometeram plágio em suas monografias acadêmicas. A ex-ministra da Educação Annette Schavan passou por isso em 2013 e teve seu título de doutorado retirado pela Universidade Heinrich Heine.

Pál Schmitt

Já viu algum presidente renunciar por plágio? Aconteceu na Hungria! Em 2012, Pál Schmitt teve que abrir mão de seu cargo porque a Universidade belga Semmelweis concluiu que ele usou plágio para obter seu título de doutor. Fato curioso sobre o cidadão: ele é bicampeão olímpico de esgrima.

Melania Trump é a última de longa lista de plagiadores. Relembre!

Jayson Blair

Até o New York Times está vulnerável a ter funcionários plagiadores. O jornal teve que admitir em 2003 que um jovem repórter inventava pessoas, entrevistas, frases e dados. Para manter o disfarce diante dos chefes, Blair até falsificava recibos de reembolso para provar que estava em tal lugar, tal dia.

Jonah Lehrer

Quem gosta de plagiar, faz isso diversas vezes. O ex-repórter da New Yorker foi pego copiando textos antigos dele mesmo e inventando frases de outras pessoas. Pior: ele fez isso até com Bob Dylan, no livro “Imagine”.

Neil Harman

O jornalista britânico era considerado a maior autoridade da mídia especializada em tênis e até escreveu a biografia de Andy Murray. No entanto, foi provado que ele plagiou diversas fontes nos livros que escrevia para o torneio de Wimbledon e também em algumas matérias. Ele foi demitido do “The Times” e está sumido desde então.

Por que as pessoas plagiam? Pois é fácil e, em grande parte das vezes, quase ninguém percebe. E também porque fazer citações dá a ideia de que você não tem ideias originais e precisou pegar a de outros. Se todo mundo entendesse que conhecimento sempre é repassado (e às vezes aprimorado), menos gente teria a cara de pau de roubar o trabalho alheio.

Então, Melania, você não está sozinha. Mas pode ter perdido a campanha para o seu marido.

#melaniatrump #GOP #michelleobama #plágio #plagiarism #politics #journalism

Uma onda de estupros em festivais suecos virou desculpa para os xenófobos

DeTudoUmPouco
há um ano15 visualizações
Uma onda de estupros em festivais suecos virou desculpa para os xenófobos
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Não basta uma desgraça, as pessoas ainda inventam outra. Um dos principais assuntos no mundo da música na última semana foi a onda de abuso sexual e estupros em dois festivais na Suécia: Bravalla e Putte i Parken. Juntando todas as denúncias (sempre lembrando que a grande maioria dos abusos não é reportada), mais de 50 mulheres foram vitimadas.

O departamento da polícia local achou adequado publicar em seu site oficial que os responsáveis pelo assédio eram “jovens estrangeiros” e que “não havia dúvida de quem toma essas liberdades”. Ou seja, concluíram que eram imigrantes porque são pessoas ‘que fazem esse tipo de coisa’.

Donald Trump, é você?

Em poucas horas, eles retiraram o comunicado do ar, porque a verdade é que apenas dois dos sete rapazes presos até o momento vinham de residências geralmente ocupadas por jovens imigrantes órfãos. Porém, a m**** já havia chegado ao ventilador.

Jornais e portais de todo mundo replicaram a notícia de que todos os agressores eram estrangeiros, alimentando o mito do “imigrante estuprador”, como definiu a pesquisadora Patricia Lorenzoni, da Universidade de Linköping. “O que preocupa agora é que esta linguagem está chegando à mídia de forma geral”.

Estupros em festivais (assim como no mundo) estão longe de ser novidade. Uma mulher foi abusada em Reading há sete anos, duas sofreram o mesmo no Wilderness em 2013 e outra no Festival V em 2015. E, como disse antes, são os casos que vieram à tona.

Na realidade, este caso na Suécia só ganhou projeção internacional porque a banda Mumford and Sons publicou um texto em seus perfis explicando que não tocaria mais no Bravalla por causa das denúncias de abuso. Se eles tivessem virado a cara para o outro lado e aceitado o cheque, a comoção seria tão grande?

Em tempos de radicalismo cada vez maior, é sempre bom parar e pensar se estamos contribuindo com ele ou não. Iniciar uma caçada a imigrantes não vai reparar em nada o sofrimento pelo qual essas mulheres passaram.

#racism #xenophobia #genderviolence #bravallafestival #sexualassault #rape 

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