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Por que você deveria ter medo de Donald Trump virar presidente dos EUA

Sheila Vieira
há um ano60 visualizações

Eu sei. O Brasil já tem problema suficiente para você se preocupar com eleições americanas. Você tem que arranjar um jeito de fazer mercado com esses preços absurdos, procurar emprego e ainda por cima decidir a opção menos pior para votar para a Prefeitura.

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Por que você deveria ter medo de Donald Trump virar presidente dos EUA

Mas você devia se preocupar bastante com a possibilidade de Donald Trump virar presidente dos EUA.

É quase certo que Trump ganhará a nomeação republicana, especialmente após vencer nas primárias de Indiana, um daqueles estados que a gente só vê na TV em época de eleições. Do lado democrata, a disputa é mais acirrada entre Bernie Sanders e Hillary Clinton.

Trump pode parecer apenas mais desses personagens midiáticos americanos que vencem eleições às vezes, tipo Arnold Schwarzenegger. Mas o magnata representa ideais extremamente arcaicos e, com o apoio popular que tem recebido, sua administração poderia levar os EUA a um grande retrocesso, influenciando todo o mundo ocidental a fazer o mesmo.

A frase mais chocante de Trump sobre mexicanos foi dita no ano passado: “Quando o México manda gente para os EUA, eles não estão mandando os melhores... eles estão mandando pessoas que têm muitos problemas e estão trazendo esses problemas para nós. Eles estão trazendo drogas, estão trazendo crime, estão trazendo estupradores, e, alguns, presumo, são boas pessoas”.

Por que você deveria ter medo de Donald Trump virar presidente dos EUA

Brasileiros costumam não se importar com mexicanos, mas deveriam. Porque, para a maioria dos americanos, tudo que está abaixo de Tijuana é a mesma coisa. Uma política agressiva contra imigração pode dificultar a vida não só de quem pretende “fazer a vida lá”, mas também a de muitos estudantes que querem fazer cursos nos EUA, por exemplo.

Consequentemente, os xenófobos americanos podem se sentir mais à vontade para demonstrar seu preconceito contra latinos, sejam eles imigrantes ilegais ou não, ou até mesmo turistas. E Trump já disse publicamente que acredita que o Brasil "se aproveita" dos EUA.

Pior ainda é a situação de refugiados, que sofrem muito mais preconceito dentro dos EUA do que mexicanos. Trump defende que muçulmanos sejam fichados e possivelmente expulsos do país. E seus eleitores realmente acreditam na narrativa de que qualquer árabe pode explodir pessoas até que se prove o contrário.

Olhem só o que a ex-tenista Jennifer Capriati tuitou semana passada:

"Só porque esses países têm fronteiras e leis, não significa que eles não te querem ou são discriminatórios, eles só querem saber quem você é".

"quem você é": interprete como quiser

"O que há de ódio em querer se livrar de pessoas más que estão machucando nosso mundo?"

Pessoas más: interprete como quiser.

"Como diz aquele velho ditado: dê um dedo, eles tiram a mão. Dê a mão, eles tiram o braço. Quando daremos um basta? Pedir por respeito não é racismo".

"Eles". Aquela massa que a gente não conhece e bota tudo junto porque é mais fácil.

Vou ser otimista e imaginar que estamos evoluídos o suficiente para não cercarmos muçulmanos em guetos, prendê-los e matá-los. Mas muitos fãs de Trump secretamente não se importariam se isso acontecesse.

Como todo conservador extremo, Trump promove o machismo. Sempre disse coisas horríveis sobre mulheres e continuará fazendo isso:

Porém, os efeitos mais práticos dessa ideologia são direitos de reprodução serem cada vez mais restritos. Enquanto o feminismo no mundo subdesenvolvido consegue começar a conversar abertamente sobre legalização do aborto, os conservadores americanos querem proibir este direito.

Também não podemos esquecer que, quanto mais políticos como Trump têm sucesso, mais seus equivalentes brasileiros se sentem capazes de buscar a presidência. Temos o nosso, vocês sabem. Há algumas semanas, exaltou o torturador da presidente. 

É inegável que, mais de 70 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo está entrando novamente em um momento de extremismos perigosos. A economia segue sustentando as diferenças sociais e colocando pessoas desprivilegiadas umas contra as outras. O revanchismo doentio do terror mata civis e quem sofre as consequências são outros civis, de outras partes do mundo. Se Trump realmente vencer, pode ser um marco de uma guinada mundial em direção ao ódio absoluto.

#trump #GOP #eleiçoesamericanas #conservadorismo

Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança

DeTudoUmPouco
há um ano48 visualizações
Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança
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Se tem algo que fascina igualmente todos os seres humanos é saber como as pessoas nos veem, especialmente a primeira impressão que passamos. Quando há um emprego em jogo, a necessidade de tentar ser o novo Mark Zuckerberg acaba dominando muita gente e nem sempre provocando a melhor resposta.

Não se engane: é melhor fazer todos acreditarem que podem confiar em você do que eles pensarem que você é o mais competente para aquela posição. Quem diz isso é Amy Cuddy, professora da Escola de Negócios de Harvard.

Não se esforce para parecer competente, mas sim para ser digno de confiança

Ela realmente parece ser uma pessoa confiável.

Por mais de 15 anos, Cuddy estudou a “ciência” das primeiras impressões com os psicólogos Susan Fiske e Peter Glick. As perguntas que as pessoas geralmente perguntam quando conhecem alguém são: “posso confiar nela?” e “eu a respeito?”. Sim, nesta ordem.

Em um mundo ideal, você deve dar a entender que é confiável e competente. Mas se tiver que escolher, vá com o primeiro.

Vejam só o David Luiz, que fez um punhado de besteiras, mas é amado pela galera.

“De uma perspectiva de evolução, é mais crucial para nossa sobrevivência saber se uma pessoa merece nossa confiança”, afirma Cuddy ao Business Insider. Ou seja, quando o chefe se sente ameaçado por você, seu currículo vai contar muito menos.

“Se alguém que você está tentando influenciar não confia em você, você não vai muito longe. Na verdade, vai despertar suspeitas porque pode parecer manipulativo”, acrescentou a professora.

Minha impressão sobre o mundo corporativo sempre foi a inversa: que a racionalidade do “é a melhor pessoa para este emprego” fosse mais valorizada do que a personalidade do candidato. No caso, o que ela consegue transmitir de sua essência em uma situação extremamente formal e desconfortável. Pelo jeito, estava errada. Deve ser porque assisti muito a "O Aprendiz".

Agora, se você é aquele ser humano atrapalhado, que não consegue ser você mesmo, tenta demonstrar que é forte e falha miseravelmente, sinto muito. Torça para que gostem de você no segundo, terceiro ou quarto encontros.

#personalities #business #negocios #personalidade #psicologia

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