O mundo não é o bastante
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Uma onda de estupros em festivais suecos virou desculpa para os xenófobos

DeTudoUmPouco
há um ano15 visualizações
Uma onda de estupros em festivais suecos virou desculpa para os xenófobos
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Não basta uma desgraça, as pessoas ainda inventam outra. Um dos principais assuntos no mundo da música na última semana foi a onda de abuso sexual e estupros em dois festivais na Suécia: Bravalla e Putte i Parken. Juntando todas as denúncias (sempre lembrando que a grande maioria dos abusos não é reportada), mais de 50 mulheres foram vitimadas.

O departamento da polícia local achou adequado publicar em seu site oficial que os responsáveis pelo assédio eram “jovens estrangeiros” e que “não havia dúvida de quem toma essas liberdades”. Ou seja, concluíram que eram imigrantes porque são pessoas ‘que fazem esse tipo de coisa’.

Donald Trump, é você?

Em poucas horas, eles retiraram o comunicado do ar, porque a verdade é que apenas dois dos sete rapazes presos até o momento vinham de residências geralmente ocupadas por jovens imigrantes órfãos. Porém, a m**** já havia chegado ao ventilador.

Jornais e portais de todo mundo replicaram a notícia de que todos os agressores eram estrangeiros, alimentando o mito do “imigrante estuprador”, como definiu a pesquisadora Patricia Lorenzoni, da Universidade de Linköping. “O que preocupa agora é que esta linguagem está chegando à mídia de forma geral”.

Estupros em festivais (assim como no mundo) estão longe de ser novidade. Uma mulher foi abusada em Reading há sete anos, duas sofreram o mesmo no Wilderness em 2013 e outra no Festival V em 2015. E, como disse antes, são os casos que vieram à tona.

Na realidade, este caso na Suécia só ganhou projeção internacional porque a banda Mumford and Sons publicou um texto em seus perfis explicando que não tocaria mais no Bravalla por causa das denúncias de abuso. Se eles tivessem virado a cara para o outro lado e aceitado o cheque, a comoção seria tão grande?

Em tempos de radicalismo cada vez maior, é sempre bom parar e pensar se estamos contribuindo com ele ou não. Iniciar uma caçada a imigrantes não vai reparar em nada o sofrimento pelo qual essas mulheres passaram.

#racism #xenophobia #genderviolence #bravallafestival #sexualassault #rape 

Vencemos na Evolução? O mundo inteiro vai ter ‘cara de brasileiro’ no futuro

DeTudoUmPouco
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Prepare-se, mundo. No futuro, você parecerá com ele, o próprio, O BRASILEIRO. Alguém que faz isso:

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Vencemos na Evolução? O mundo inteiro vai ter ‘cara de brasileiro’ no futuro

E isso:

Vencemos na Evolução? O mundo inteiro vai ter ‘cara de brasileiro’ no futuro

Não sou eu quem está falando, mas especialistas em Evolução. De acordo com biólogos ouvidos pela Business Insider, a tendência é de que a imigração e a consequente miscigenação façam com que traços específicos de países europeus, como olhos claros e cabelos loiros e ruivos, fiquem cada vez mais raros.

Você se lembra das aulas de genética da escola? Características raras, como os olhos claros, demandam que o pai e a mãe da criança tenham aquele gene recessivo (sim, aquela história de Aa) e, ainda assim, não há garantia de que o filho nasça com o olhão azul (aa).

Com o crescimento da imigração de pessoas nascidas na Ásia, na África e na América Latina para a Europa, a América do Norte e a Oceania, os nossos genes dominantes (cabelos e olhos castanhos) devem “vencer” cada vez mais os recessivos (como cabelos ruivos).

Segundo um estudo do especialista Mark Grant, feito em 2002, apenas 1 de 6 norte-americanos não-hispânicos possui olhos azuis, mais do que metade da média de 100 anos atrás. É bom lembrar que 100 anos na escala evolutiva equivale basicamente a um minuto. Ou seja, é uma mudança assustadoramente rápida.

Quanto mais o mundo se integra, menor a chance de as pessoas terem filhos com gente de genética parecida. E uma população resultante da miscigenação de africanos, índios e europeus é… SIM, A SOCIEDADE BRASILEIRA.

Claro, nem todos os brasileiros têm cabelos e olhos escuros. Mas, pense, quantas pessoas de olhos azuis ou verdes daqui você conheceu (se você mora no Sul, não vale)? E ruivos? Você já viu um ruivo (de verdade, não sua amiga roqueira que pintou o cabelo de vermelho) na vida? Agora pense que o mundo inteiro será assim.

Estamos brincando aqui, mas isso pode ser não exatamente uma boa notícia. Quanto maior a diversidade da nossa espécie, melhores somos. Será que essa mudança vai mudar a maneira com que enxergamos as raças (e o racismo)? Nossos netos saberão a resposta.

#população #raça #race #brasil #brazil #population #immigration

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