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6 provas de que as mulheres são mais duronas que os homens

Pilar Magnavita
há 2 anos2 visualizações

Podia estar falando aqui da capacidade feminina de passar o dia inteiro num salto 12...

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... ou do nosso espírito combatente de depilar a perseguida "a fundo"...

... ou nossa resistência símbolo em enfrentar uma boa cólica menstrual daquelas. Numa boa.

Mas não! Estamos falando de dureza mesmo, que faz a gente encarar as batalhas não só do corpo, mas da vida. A Super Interessante mostrou seis motivos nesta semana pelos quais as mulheres são mais duronas que os homens.

A matéria abre com um episódio que aconteceu na última semana, com a nevasca que afundou a superfície do norte dos Estados Unidos em dois metros de neve. A senadora Lisa Murkowski, eleita pelo Alasca, comentou em sessão aberta no Capitólio que ao chegar naquela manhã para trabalhar só havia encontrado mulheres.

A senadora revelou que chamou tanto a atenção dela só ver o sexo frágil presente no serviço público, em diversos cargos e setores, que ela não se conteve e disse em rede nacional concluir que isso deve-se ao fato de as mulheres não se intimidarem quase nunca com as adversidades. Elas pegam as botas, colocam os gorros e vão trabalhar.

E a revista brasileira explica seis motivos pelos quais as mulheres são duronas:

#1 Sistema imunológico mais forte

Somos um oceano de hormônios, um saquinho ululante desses danadinhos que bagunçam nosso humor e mexem com nossos pelos, pele, cabelos e o nosso forninho autolimpante chamado útero. Pois acreditem que isso conta a nosso favor. Um estudo da Universidade McGill, no Canadá, identificou que o estrogênio bloqueia a produção da enzima Caspase-12, que aumenta as chances de infecções no organismo. Por isso somos mais resistentes a doenças do que os homens.

#2 Gripe para os fracos

Enquanto um em cada três homens já deixaram de trabalhar por estarem gripados, apenas uma em cada cinco mulheres fez o mesmo. Essas faltas ao trabalho por gripe não tem nada a ver com nosso estrogênio. É outro fator mesmo: os homens tendem a ligar para avisar o chefe que estão gripados, enquanto as mulheres tendem a ir para o trabalho mesmo quando se sentem doentes. Quando foram entrevistadas, 72% das mulheres disseram que os homens fazem um alarde desnessário quando estão gripados. Em inglês, isso tem nome: man flu.

Os coitadinhos não têm culpa. Temos no nosso corpo mais glóbulos brancos do que eles, segundo Dra. Ramona Scotland, da Universidade Queen Mary University, em Londres.

6 provas de que as mulheres são mais duronas que os homens

#3 Uma criança atravessa nossa vagina e... tudo bem

Não vou nem comentar nada sobre a dor que está entre as três mais insuportáveis do mundo: a do parto. Espia só esse vídeo do BuzzFeed e depois vem conversar comigo.

Ainda bem que temos a epidural, né, mamães?! Não se sente nada!!!

#4 Chefias melhores

Em média, um empregado que trabalha para uma mulher é 6% mais engajado do que um que trabalha para um homem. Quando elas estão nas posições de funcionária e chefe, trabalhando juntas, se destacam ainda mais. Esses dados foram a conclusão de um levantamento da Gallup, em que concluem que as mulheres se saem melhor pela capacidade de fazer mil coisas ao mesmo tempo.

6 provas de que as mulheres são mais duronas que os homens

#5 QI maior?

Os gênios que legaram avanços para a humanidade foram homens e isso é incontestável. No entanto, até que ponto isso foi pelo acesso impedido das mulheres ao meio acadêmico e científico? É que na média, as mulheres pontuam hoje um pouco mais alto nos testes de QI do que os homens. Nos últimos 100 anos, isso foi o contrário. 

James Flynn, filósofo e neurocientista, diz que uma explicação poderia ser que as funções cognitivas para a atenção e foco são melhores no sexo feminino. 

#6 São melhores no trânsito

São melhores no trânsito! Para acabar com essa palhaçada de que mulher no volante é perigo constante. 

Nada de abafar o caso! Ex-escravas sexuais coreanas rejeitam acordo com o Japão

Sheila Vieira
há 2 anos3 visualizações

Um acordo de "perdão" que não ouve as vítimas. Faz sentido.

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A História que aprendemos na escola sempre ignorou de certa forma a perspectiva feminina dos grandes acontecimentos. Onde elas estavam? O que faziam? O que não podiam fazer? Como eram exploradas? Quando elas não têm voz, suas vivências não são registradas e recontadas para as gerações seguintes. Por isso, devemos escutá-las.

E isso foi exatamente o que os governos da Coreia do Sul e do Japão não fizeram com o caso das senhoras sul-coreanas, atualmente na faixa dos 89 anos, que foram forçadas a fazer sexo (um eufemismo muito usado para estupro) com soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. 

Segundo o Guardian, 238 sul-coreanas foram oficialmente reconhecidas como vítimas dos militares japoneses (ou seja, imagine o número real) e 49 delas ainda estão vivas. As mais engajadas na busca por uma indenização são Lee Ok-sun (88) e Kang Il-chul (87), que estão em Tóquio e rejeitaram o acordo feito entre os governos dos dois países asiáticos. 

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, ofereceu desculpas públicas "para todas as mulheres que passaram por experiências imensuráveis e dolorosas e sofreram danos físicos e psicológicos incalculáveis como acompanhantes".

Em inglês, a expressão é "comfort women". Mulheres para o conforto. Pois é.

O chefe de Estado japonês também decidiu *doar* (que gentileza!) 1 bilhão de yens (cerca de R$ 34 milhões hoje, já que o real está imprevisível) a um fundo de sobreviventes, com a garantia de que o Japão não fosse legalmente responsabilizado pelas ações de seu comando militar na época. O governo sul-coreano aceitou.

Ou seja, um cala-a-boca. Que as vítimas não aceitaram.

"Este acordo nos fez parecer idiotas. Foi discutido sem nos consultarem. Como eles poderiam ter feito este acordo nos colocando de lado? Estou furiosa", disse Kang. Elas querem um encontro cara a cara com Abe e uma indenização oficial, que não seja chamada de doação. "É como se o governo japonês estivesse esperando que a gente pare de falar e morra", completou Lee.

Essa é uma lição difícil para toda mulher, especialmente as que sofreram qualquer tipo de abuso: falar. Não aceitar que é comum, não admitir que aceitem desculpas em seu nome. Nenhum dinheiro poderá compensar o que elas sofreram, mas a cobertura da mídia do assunto pode pelo menos nos deixar mais alertas para um lado muito importante e ainda pouco explorado: estupro é arma de guerra. Destrói vidas, famílias e consequentemente os núcleos sociais de uma região, quando praticado em massa. E enquanto houver silêncio sobre isso, continuaremos repetindo os mesmos erros.

#mulher #guerra #estupro #women 

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