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Angelina e Brad ensinaram o mundo como lidar com uma filha que desafia gêneros

BingeWatchMe
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Angelina e Brad ensinaram o mundo como lidar com uma filha que desafia gêneros
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A discussão sobre a existência ou não dos gêneros ainda é bem tímida na sociedade e de certa forma ainda restrita à vertente mais radical do feminismo. Mas uma das filhas do casal mais famoso do mundo fez com que muita gente abrisse um pouco a cabeça: Shiloh Jolie-Pitt sempre quis se vestir "como um menino".

Desde pequena, ela apareceu com cortes de cabelo curtos, calças, cores escuras, camisetas largas e nunca usou um vestido. Muita gente dizia que Jolie (a responsabilidade é só da mãe, sempre, pfff) forçava Shiloh a ser transgênero. A atriz se defendia dizendo que apenas aceitava o que a filha pedia.

Quando Shiloh tinha oito anos, Pitt e Jolie revelaram que ela gostava de ser chamada de John e se achava "um dos irmãos". Nos últimos anos, o casal não tem falado muito sobre seus filhos, mas se sabe que ela aceita ser chamada de Shiloh novamente.

A conversa mais rasa sobre o assunto puxa pelo lado de que Shiloh queria ser um menino. Mas aí vem a pergunta: o que é ser um menino? É vestir um determinado tipo de roupa? É preferir tal corte de cabelo? É não gostar de vestidos rosas? E aí entramos em um território mais complexo.

A conversa difícil

Esta é uma discussão extremamente delicada, porque muitas vezes antagoniza o feminismo radical e as pessoas trans. O primeiro grupo acredita que os gêneros são uma construção social para reprimir mulheres, fazendo com que elas sintam que têm a obrigação de parecerem bonecas e cuidarem da casa e dos filhos, porque têm "talento natural" para isso. O que define uma mulher, para elas, é ter nascido com o aparelho reprodutor feminino e, por isso, ter passado por diversos tipos de repressão durante a criação e depois. 

Uma parte (não estou generalizando!) do feminismo radical não entende como alguém pode se identificar como mulher, se o "sentimento feminino" não existe de fato. Elas argumentam que alguém que nasceu com um pênis não passou pela mesma repressão que alguém nascido e criado com uma vagina. Ou seja, que as mulheres trans têm uma pauta de reivindicações diferente da das mulheres (direito a aborto, por exemplo), por não terem passado pelas mesmas experiências anteriormente.

As pessoas trans, por outro lado, dizem que este questionamento é um desrespeito à angústia e ao sentimento deles de não pertencer ao próprio corpo. Diminuir todo o trauma (e repressão) que uma pessoa trans passa a "vontade de ter peitos e usar vestido e maquiagem" é leviano e um tipo de transfobia.

Voltando a Shiloh

No caso da filha mais velha de Jolie e Pitt, as pessoas em geral já tiraram a conclusão precipitada de que ela seria um garoto trans. Mas, quem sabe, Shiloh é apenas uma garota que não se identifica com o que é definido como "feminino"? E, por isso, achava que era um menino, já que não via nenhuma menina como ela?

Agora, com 10 anos, é possível que Shiloh entenda que ela não precisa ser um menino para ser ela mesma. Ou, talvez, ela realmente seja um menino trans, mas precisará amadurecer bastante para entender o que isso significa.

O principal é que Jolie e Pitt deram uma verdadeira aula ao mundo de como lidar com esta complexa situação: simplesmente deixaram Shiloh (e John, por um momento) ser o que quisesse. Independentemente do gênero, esta é uma lição valiosa para qualquer casal.

#angelinajolie #bradpitt #shiloh #trans #gender #genero

Hit de 20 anos atrás das Spice Girls é usado em campanha por igualdade de gênero

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Hit de 20 anos atrás das Spice Girls é usado em campanha por igualdade de gênero

Há músicas que são eternas e "Wannabe", das Spice Girls, é uma delas. Afinal, 20 anos depois do lançamento do primeiro single do grupo britânico, a canção é tema de uma campanha por igualdade de gênero da ONU: #WhatIReallyReallyWant.

No vídeo, garotas de várias raças e locais do mundo cantam e dançam "Wannabe", enquanto mostram em mensagens o que elas realmente querem: pagamento igual para homens e mulheres, direito a educação e fim da violência de gênero. A ideia é que moças ao redor do planeta postem em suas redes sociais o que elas querem, usando a hashtag #WhatIReallyReallyWant.

A ideia não é exatamente original, já que "Wannabe" não é a primeira música pop a ter sua letra colocada no contexto do #GirlPower. Uma camiseta com o escrito "Girls Just Wanna Have Fundamental Rights" (Garotas só querem direitos fundamentais) fez muito sucesso nos últimos anos.

A campanha faz parte das metas da ONU para Desenvolvimento Sustentável. A igualdade de gênero é uma das 17, junto a erradicação da pobreza e da fome, saúde e educação de qualidade, água limpa e saneamento, energias renováveis, empregos dignos e crescimento econômico, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo responsável, combate às mudanças climáticas, vida debaixo d'água e sobre a terra, paz e justiça e parcerias pelas metas.

As Spice Girls, obviamente, ficaram muito orgulhosas de fazerem parte, indiretamente, da campanha:

"Lisonjeada e honrada por nossa música maluca estar sendo usada de forma tão linda", tuitou a Mel C.

"Após 20 anos - Girl Power sendo usado para empoderar uma nova geração", completou Victoria Beckham.

Outras celebridades, como a atriz Emma Watson e o chef Jamie Oliver, ajudaram a bombar a hashtag:

A nova geração de garotas pode não ter crescido ouvindo Spice Girls, mas tem a chance de realmente mudar o mundo e promover a igualdade de gênero. Como profetizou Geri Halliwell...

#GirlPower 

#theglobalgoals #genderequality #women #spicegirls #whatireallyreallywant #mulheres 

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