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Em meio a batalha judicial com produtor acusado de abuso, Kesha recebe prêmio

Sheila Vieira
há 2 anos8 visualizações

Kesha é provavelmente a cantora que está mais em evidência ultimamente sem ter lançado um novo trabalho. O motivo, infelizmente, é bem triste: a artista está envolvida em uma batalha judicial com o produtor Dr. Luke e tentando se livrar do contrato com ele a Sony Music, pois alega que foi abusada psicologicamente e sexualmente pelo músico.

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Em meio a batalha judicial com produtor acusado de abuso, Kesha recebe prêmio

O assunto veio à tona com tudo em 19 de fevereiro, quando um juiz de Nova York negou uma liminar para que Kesha ficasse livre de seu contrato. A imagem da cantora aos prantos no tribunal rodou o mundo e resultou na campanha #FreeKesha:

E Dr. Luke continua se defendendo:

Neste sábado, Kesha recebeu o Prêmio de Visibilidade da Human Rights Campaign, maior organização de apoio a direitos LGBT, e fez um emocionado discurso:

Alguns trechos:

“Como muitos de vocês sabem, estou passando por problemas pessoais sérios, que têm sido muito intensos e difíceis ultimamente. Só queria agradecer a todos pelo apoio que tenho recebido”

(...)

“A fama é algo estranho e não-natural. Mas sou grata por ela por ter me colocado na posição de realmente poder fazer algo positivo para o mundo. Queria dar a outras pessoas a confiança para que elas sejam elas mesmas e não se sentirem sozinhas”.

(...)

“A música era minha válvula de escape. Comecei a escrever e gravar minhas próprias músicas, sobre pessoas se celebrando e tentando achar um paraíso do rock’n’roll”.

Esta última parte explica em parte a história de Kesha e Dr. Luke. O produtor ligado à Sony sempre foi responsável pela carreira da cantora e fez com que ela largasse seu estilo inicial de poprock para fazer dance pop, o ritmo que mais toca nas rádios na última década.

Em 2013, Kesha disse à revista Rolling Stone que não tinha controle sobre sua música. “Os singles que foram escolhidos perpetuam uma imagem que pode não ser tão real. Gostaria de mostrar ao mundo outros lados da minha personalidade”. Um ano depois, a cantora entrou em uma clínica de reabilitação com distúrbios alimentares.

No mesmo ano, Kesha processou Dr. Luke, acusando o produtor de ter abusado sexualmente, fisicamente, verbalmente e emocionalmente da cantora, ao ponto de Kesha quase ter perdido a própria vida. O músico teria “se forçado” (eufemismo para estuprado) a artista enquanto ela estava intoxicada e drogada, depois fazendo ameças para que ela ficasse calada.

Os advogados de Kesha tentaram obter uma liminar para que a cantora pudesse trabalhar com outros selos, mas o juiz afirmou que as acusações de Kesha eram vagas e não havia provas médicas para confirmar o abuso.

Em meio a batalha judicial com produtor acusado de abuso, Kesha recebe prêmio

Muitas celebridades apoiaram Kesha publicamente. Não imagino que seja somente porque são mulheres, mas porque sabem de muitas histórias dos bastidores da indústria:

"Sinto muito que você tenha passado por esta experiência"

"Apoiando Kesha neste momento traumático e extremamente injusto"

"Meu coração está com Kesha"

"Posso dizer que estou impressionada com a sua coragem"

Obviamente, Kesha e Dr. Luke jamais farão outra música juntos. Então por que impedir que ela assine outro contrato? Isso não seria admitir o abuso sexual.

É uma simples questão de ter o poder sobre a vida de alguém. Algo bem comum em relacionamentos abusivos.

#freekesha #kesha #drluke #sonymusic

Acorde a jovem dos anos 90 dentro de você: as All Saints estão de volta

Sheila Vieira
há 2 anos8 visualizações
Acorde a jovem dos anos 90 dentro de você: as All Saints estão de volta
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Destiny's Child e Spice Girls venderam mais álbuns, mas é difícil negar que a girlband mais descolada do final dos anos 90 eram as All Saints. O quarteto britânico-canadense sempre apresentou um pop mais maduro e provocativo (que outra girlband teria uma música chamada Bootie Call no primeiro CD?) e de alguma forma sobreviveu aos trancos e barrancos a este mundo cão do entretenimento.

Após o sucesso mundial do primeiro álbum e do mais experimental "Saints & Sinners" (2000), elas brigaram e só voltaram em 2006, com "Studio 1". Neste intervalo, as irmãs Natalie e Nicole Appleton tentaram uma carreira em dupla (deu totalmente errado) e a última de alguma forma conseguiu ter uma vida a dois com Liam Gallagher por 14 anos.

O retorno das All Saints foi anunciado no início do ano e o álbum "Red Flag" tem lançamento marcado para o dia 8 de abril. Há 10 dias, o grupo divulgou o áudio de "One Strike", o primeiro single. Hoje, temos o videoclipe!

Não sou muito fã da música, que parece uma B-side do último álbum da Taylor Swift. Mas era fato que as All Saints não voltariam com uma música pop chiclete produzida pelo Calvin Harris. Se não fosse um pouco estranho, não seria All Saints.

NOW PLEASE COME TO BRAZIL!

Porque eu ainda sei declamar o monólogo inicial de "Never Ever" inteiro:

Porque eu ainda acho esta versão de "Lady Marmalade" muito melhor do que a da X-tina e convidadas:

Porque este vídeo é incrível:

Porque fazer trilha para filme do Leonardo DiCaprio é para poucos:

E porque esta versão de "Under The Bridge" é tudo:

#allsaints #girlbands #redflag

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