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Tomara que “Batalha dos Sexos” não seja mais um filme fanfarrão sobre tênis

Sheila Vieira
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Sheila Vieira
Tomara que “Batalha dos Sexos” não seja mais um filme fanfarrão sobre tênis

Em meio a uma grande discussão sobre premiação igualitária para homens e mulheres no tênis, a Fox confirmou a atriz Sarah Silverman no elenco de “Battle of the Sexes” (ainda sem tradução oficial), um filme com previsão de lançamento para 2017, que contará a história do jogo em que Billie Jean King derrotou Bobby Riggs em 1973.

Riggs, um campeão de Wimbledon que já estava aposentado, vivia de derrotar mulheres em exibições para provar que homens são seres superiores (aff) e acabou sendo batido por BJK, será interpretado por Steve Carell. Já a tenista, uma das nove mulheres fundadoras da WTA, terá Emma Stone como intérprete. Silverman será Gladys Heldman, fundadora da Tennis World Magazine e aliada de Billie Jean King na luta por reconhecimento do tênis feminino.

Tomara que “Batalha dos Sexos” não seja mais um filme fanfarrão sobre tênis

O filme é apresentado como comédia, mas realmente espero que isso indique apenas que o longa será leve. Afinal, fãs de tênis estão cansados de obras que colocam o esporte apenas como um pano de fundo ou uma desculpa para usar a raquete para agressões. Queremos uma história que realmente honre nosso esporte. Olha só o que já tivemos:

“Wimbledon - O Jogo do Amor”

É um filme bacana pelo que se propõe, mas só usou o tênis porque foi produzido na Inglaterra. Após fazer todos os tipos de comédias românticas com o Hugh Grant, os britânicos pensaram “Pera, a gente nunca fez um romance entre tenistas. Em Wimbledon!”. O filme de 2004 tem Paul Bettany como um veterano que caiu no ranking pensando em se aposentar e Kirsten Dunst como a promissora americana que o inspira a voltar a ser um campeão. A velha história do decadente que se rejuvenesce pelo amor de uma novinha.

“Match Point”

Mais um caso de “é na Inglaterra, então… tênis!”. Se você pensar, a profissão do personagem de Jonathan Rhys Meyers no drama londrino de Woody Allen poderia ter sido trocada sem afetar a trama principal, que é sobre um cara roubando a noiva do amigo e virando um criminoso. Porém, devo admitir que o conceito do momento decisivo, em que você faz uma escolha e ao mesmo tempo conta com a sorte para definir sua vida, caiu como uma luva no roteiro.

“Gary: Um Treinador Muito Louco”

Este já é mais obscuro e tosco: é uma comédia com Sean William Scott, que foi lançada diretamente em DVD. O ator de “American Pie” é um zelador que junta um grupo de pessoas para disputar um torneio de tênis estadual em Nebraska. Não vi e não gostei.

“Guerra dos Sexos”

É sobre a partida entre BJK e Riggs, mas produzido pela emissora americana ABC somente para a TV. Acho que uma história como esta realmente merecia algo maior.

“Tennis, Anyone…?”

Esta comédia de 2006 conta a história de dois atores fracassados de Hollywood que decidem ganhar dinheiro disputando torneios de tênis entre celebridades. Ou seja, filme de tiozões se divertindo sendo tiozões. Parece super interessante, né? #not

“Pacto Sinistro”

Este filme de Alfred Hitchcock de 1951 tem uma pinta de “Match Point”, com um tenista envolvido em um crime. O jogador quer se divorciar de sua mulher e um assassino propõe um pacto para que ele a mate e o tenista tire a vida do pai dele. O protagonista não aceita, mas o psicopata faz a sua “parte” e exige que o atleta faça a dele. 

“Tom e Jerry: Os Reis da Raquete”

Ok, já estou apelando, mas a lista terá este curta-metragem do gato e do rato mais famosos da televisão usando todos os aparatos do tênis para se agredirem.

“Jocks”

Vou mostrar apenas o pôster para vocês entenderem o nível:

“A Mulher Absoluta”

Nesta comédia romântica de 1952, Katherine Hepburn é uma tenista e golfista que quer ser atleta, mas é desencorajada por seu noivo. Até aí, bem legal. Mas como ela se livra deste problema? Contando com a ajuda de seu treinador, pelo qual ela obviamente se apaixona. Meh…

Sério, galera de Hollywood, dá para melhorar bastante isso aí. Há historias de tênis para serem contadas que não sejam uma reciclagem de outras tramas esportivas ou caras que usam raquetes para serem pessoas horríveis. Se for para continuar assim, melhor não fazer.

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