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Wawrinka pegou a chave mais complicada no sorteio do Australian Open

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

128 jogadores em cada chave, quem vencer sete jogos levanta a taça: é assim que a maioria dos tenistas tenta encarar os Grand Slams. Mas a verdade é que os favoritos querem um caminho relativamente tranquilo nas primeiras rodadas (mas não facílimo, para não ficar sem ritmo), para chegar com gás aos grandes duelos das rodadas finais.

Pelo menos na chave masculina, Stan Wawrinka não se deu muito bem. O cabeça de chave 4 pode enfrentar o norte-americano Jack Sock (finalista nesta semana em Auckland) na terceira rodada e o campeão de Brisbane, Milos Raonic, nas oitavas. Para piorar, Rafael Nadal está em seu quadrante e pode encará-lo já nas quartas. A semifinal mais provável seria diante de Andy Murray. Sem falar na final, que pode ter Novak Djokovic ou Roger Federer.

Confira o quadro completo:

Wawrinka tem tênis para vencer todos esses jogadores, claro. Ele é um campeão do Australian Open (2014), afinal. Mas ele precisará de muita consistência (não é exatamente o seu forte) para derrubar todos esses nomes de forma consecutiva.

Murray, por outro lado, tem uma trajetória aparentemente mais calma. Os cabeças de chave de seu quadrante são João Sousa (terceira rodada), Fabio Fognini ou Bernard Tomic (oitavas) e David Ferrer ou John Isner (quartas). Tudo isso, obviamente, se todos os cabeças confirmarem o favoritismo, algo que raramente acontece. O britânico conseguiu fugir de Nadal antes da semi e de Djokovic/Federer antes da final. Quatro vezes vice-campeão em Melbourne, Murray não vê a hora de enfim segurar o troféu.

As chaves de Djokovic e Federer ficaram fortes o suficiente, com alguns percalços a mais para o suíço. Grigor Dimitrov (terceira rodada) e Dominic Thiem ou Marin Cilic (oitavas) não devem ser problema para o recordista de Slams, mas Tomas Berdych (quartas) tem a mania de incomodá-lo. O tcheco, porém, provavelmente terá que se resolver com Nick Kyrgios (terceira rodada) antes.

Mais favorito do que nunca, Djokovic tem Jo-Wilfried Tsonga e Kei Nishikori como destaques de seu quadrante. São jogadores que já deram muito trabalho ao sérvio em Slams, mas sofrem constantemente com lesões e não empolgaram muito nos torneios preparatórios.

Vamos olhar a chave feminina:

Serena Williams é favorita em qualquer torneio que disputar, mas a dúvida é se Serena realmente vai disputar o Australian Open. Ela jogou pouco e desistiu da Copa Hopman e largou as últimas semanas da temporada 2015, após perder na semi do US Open. A veterana tem uma lesão no joelho esquerdo, mas não gosta de dar detalhes sobre a gravidade dela. Se estiver 100%, a norte-americana pode fazer jogos chamativos e teoricamente fáceis contra a amiga Caroline Wozniacki e a NOT-amiga Maria Sharapova antes da semi.

O segundo quadrante, de Agnieszka Radwanska e Petra Kvitova, parece ser o mais "aberto". Sloane Stephens pode aproveitar a chance, após ter vencido em Auckland, assim como Dominika Cibulkova, vice-campeã de 2014, que não é cabeça de chave neste ano.

Três nomes brilham no terceiro quadrante: Angelique Kerber, Victoria Azarenka e Garbiñe Muguruza. Os melhores jogos do torneio feminino devem sair deste pedaço. Já o quarto é liderado por Simona Halep e Venus Williams, que têm Ana Ivanovic, Karolina Pliskova, Sabine Lisicki e Madison Keys como principais concorrentes a uma vaga na semi.

Caso Serena dê chance, o Australian Open tem uma boa chance de ter uma campeã inédita de Slam, como Flavia Pennetta no US Open.

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