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‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’

Storia Brasil
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‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’

Escritores do Storia debatem com universitários na FECAP. (Foto: Mário Águas)

Um dos grandes desafios das plataformas sociais na atualidade é estabelecer o limite entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio. Desde a sua criação, o Storia está atento para esta questão, discutida por nossos produtores de conteúdo Júlia Korte, Marcio Juliboni, Micheli Nunes e matheus_bosco em encontro com universitários na FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), em São Paulo.

“As pessoas confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade”, disse Micheli, que escreve sobre um assunto que costuma atrair muitas respostas odiosas: o feminismo. Para a jornalista, uma pessoa que ataca o “direito de existir” da outra precisa enfrentar as consequências de seu discurso.

Juliboni acredita que usar a prerrogativa de falar o que pensa como um instrumento de repressão é um um ato contraditório. “A liberdade de expressão tem que ser apoiada a partir do momento em que ela amplie direitos e liberdades”, comentou o escritor de política. 

O videomaker Matheus citou o exemplo do vídeo que realizou sobre o time Unicorns, formado apenas por jogadores gays: “Nos comentários, o pessoal começou a zoar (o time), marcar o amigo. E os jogadores do time tentando se defender. Felizmente, o Storia interveio e deixou claro que, desde que não houvesse discurso de ódio, o diálogo continuaria”.

‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’

Micheli Nunes e Matheus Bosco na FECAP. (Foto: Mário Águas)

Por mais que a manifestação de ódio não possa ter espaço na plataforma, é necessário estabelecer um diálogo com o usuário. “Às vezes, a gente exclui pessoas achando que todo mundo sabe do que a gente está falando. Se o ódio da pessoa vem da ignorância, eu tenho explicar, conversar, e geralmente funciona”, explicou Micheli.

Promover a diversidade dentro da plataforma também é uma maneira de combater um debate tóxico. “Temos que criar contra narrativas e usar o espaço para dar voz a pessoas que não teriam esta oportunidade”, concluiu Julia.