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‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’

Storia Brasil
há 14 dias402 visualizações
‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’
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Escritores do Storia debatem com universitários na FECAP. (Foto: Mário Águas)

Um dos grandes desafios das plataformas sociais na atualidade é estabelecer o limite entre a liberdade de expressão e o discurso de ódio. Desde a sua criação, o Storia está atento para esta questão, discutida por nossos produtores de conteúdo Júlia Korte, Marcio Juliboni, Micheli Nunes e matheus_bosco em encontro com universitários na FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), em São Paulo.

“As pessoas confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade”, disse Micheli, que escreve sobre um assunto que costuma atrair muitas respostas odiosas: o feminismo. Para a jornalista, uma pessoa que ataca o “direito de existir” da outra precisa enfrentar as consequências de seu discurso.

Juliboni acredita que usar a prerrogativa de falar o que pensa como um instrumento de repressão é um um ato contraditório. “A liberdade de expressão tem que ser apoiada a partir do momento em que ela amplie direitos e liberdades”, comentou o escritor de política. 

O videomaker Matheus citou o exemplo do vídeo que realizou sobre o time Unicorns, formado apenas por jogadores gays: “Nos comentários, o pessoal começou a zoar (o time), marcar o amigo. E os jogadores do time tentando se defender. Felizmente, o Storia interveio e deixou claro que, desde que não houvesse discurso de ódio, o diálogo continuaria”.

‘Confundem liberdade de expressão com isenção de responsabilidade’

Micheli Nunes e Matheus Bosco na FECAP. (Foto: Mário Águas)

Por mais que a manifestação de ódio não possa ter espaço na plataforma, é necessário estabelecer um diálogo com o usuário. “Às vezes, a gente exclui pessoas achando que todo mundo sabe do que a gente está falando. Se o ódio da pessoa vem da ignorância, eu tenho explicar, conversar, e geralmente funciona”, explicou Micheli.

Promover a diversidade dentro da plataforma também é uma maneira de combater um debate tóxico. “Temos que criar contra narrativas e usar o espaço para dar voz a pessoas que não teriam esta oportunidade”, concluiu Julia. 

‘O Storia quer variar a sua dieta mental’

Storia Brasil
há 15 dias271 visualizações
‘O Storia quer variar a sua dieta mental’
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Painel do Storia na FECAP (Foto: Mário Águas)

Enquanto a maioria das redes sociais aposta em algoritmos que limitam o usuário ao conteúdo que ele espera e com o qual concorda, o Storia quer fazer com que você evolua e saia da zona de conforto. Os jornalistas Marcio Juliboni, Micheli Nunes e Júlia Korte e o videomaker matheus_bosco comentaram a missão da nossa plataforma em bate-papo com alunos da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), nesta terça (4/10), em São Paulo.

“As outras redes sociais fazem com que vocês mergulhem em um único ponto de vista”, disse Juliboni, um dos nossos escritores de política. “As plataformas mimam demais o usuário. Esses algoritmos são como um chef que, porque você só gosta de doce, faz doce para você todo dia. Nós buscamos naturalmente o conforto. O Storia quer variar um pouco a sua dieta mental”, acrescentou o professor do Mackenzie.

Nosso sistema de coautoria, em que usuários diferentes podem contribuir com a mesma pasta de história, coloca contrapontos no mesmo espaço e promove uma dialética que faz o consumidor do conteúdo repensar suas certezas. “Dentro de cada assunto, você encontra opiniões diferentes”, afirmou Micheli, popular no Storia por abordar temas feministas.

‘O Storia quer variar a sua dieta mental’

Julia Korte e Marcio Juliboni. (Foto: Mário Águas)

Com grande experiência profissional nas mídias tradicionais, Julia também ressaltou a autonomia editorial que ela tem na nossa rede. “Nos grandes veículos, eu ficava limitada a escrever sobre determinados assuntos. No Storia, eu tenho total liberdade”, ela disse. “Eu já ouvi em redação que, se eu quisesse defender pobre, que eu fizesse isso na rua. Isso nunca aconteceria aqui”, revelou.

Para Juliboni, uma ótima maneira de sair da mesmice na produção de conteúdo é questionar as convicções do grupo do qual você faz parte: “Você oferecer uma provocação é criticar a sua panela. A maior honestidade intelectual que você pode ter é criticar a si mesmo. Ter a coragem de colocar o dedo nas suas feridas”.

Bosco, que está no primeiro ano de Cinema na FAAP, destacou a oportunidade de explorar temas que não faziam parte de sua vida. “Se alguém já aprendeu algo com o nosso vídeo de reciclagem, já valeu. Você entra em contato com assuntos dos quais não sabe tanto”, afirmou.

‘O Storia quer variar a sua dieta mental’

Tereza Rangel, Matheus Bosco e Micheli Nunes. (Foto: Mário Águas)

Foram as redes sociais que ajudaram Bosco a divulgar seu documentário e conseguir uma oportunidade profissional no Storia aos 19 anos. “É um belo exercício, porque a gente sempre vai cometer erros. Mas você terá visibilidade para o seu blog”, concordou Julia.

No final do painel, Micheli lembrou do momento em que teve um texto publicado no jornal pela primeira vez e explicou para os estudantes como as possibilidades deles são muito maiores atualmente: “Minha mãe comprou 20 cópias (do jornal), era uma guerra ter algo publicado. Vocês hoje só dependem do conteúdo de vocês. Eu precisei de diploma, arranjar emprego, alguém acreditar em mim. Vocês só precisam baixar um app.”

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