Isso é Brasil
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A gente tá tentando ajudar

Depois de a enigmática sigla ter sido encontrada entre as anotações do Aécio, listamos alguns significados possíveis para "cx2":

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1. A entrada de Cleiton Xavier (foto) no segundo tempo.

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2. O segundo disco de Chitãozinho e Xororó.

3. A segunda fase do curso Costumer Experience de uma universidade britânica.

4. A segunda viagem do ano a Caxias.

5. Uma menção à moto Honda CX-02.

6. Uma referência ao segundo dos dois cavalos do xadrez.

7. Uma oração ao canonizado papa Calixto II (1119-1122).

8. A marca de uma retroescavadeira.

9. Um aplicativo para sintonizar rádios on-line.

10. Referência a uma versão da picape da Mercedes-Benz ClassX.

Precisamos todos rejuvenescer

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Para as pessoas da minha geração que não se alienaram dos temas políticos, a foto acima é um acinte, um absurdo histórico, algo muito próximo da ofensa pessoal. Ela começou a circular pelas redes sociais após o fim de semana que se seguiu às revelações que aprofundaram a aparentemente interminável crise política do País, tomada de um “protesto” no Moinhos de Vento, bairro de classe média alta de Porto Alegre. Algum comentarista observou que se tratava provavelmente de um fato histórico: a primeira manifestação de rua do planeta eleições indiretas.

 O “movimento” traz embutida a ideia do teorema de Pelé, aquele que conclui que “brasileiro não sabe votar”. Não é só elitista e venial. É racista, pois parte do pressuposto de que voto direto é um risco porque uma parte do País pode não fazer a mesma escolha que uma outra parte. Considera, enfim, que democracia é muito legal, desde que favoreça o grupo a que pertence. Para a maior parte dos que participaram dos movimentos pelas Diretas-Já da década de 80, como eu, essa posição é inaceitável.    

 Ainda é cedo para que se saiba se a crise que se intensificou com a delação premiada dos donos da JBS vai ou não resultar na destituição de Michel Temer. É possível que sim, pelo que se vê no atual cenário político. E é possível, até mesmo muito provável, que, neste caso, a mesma invencível teia de interesses que levou Temer ao Planalto prevaleça sobre a vontade da maioria ver progredir a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permitiria a realização de eleições diretas agora - algo que inegavelmente colocaria fim à falta de legitimidade do governo que se arrasta desde a saída de Dilma Rousseff da presidência no ano passado.

 Mas o “protesto” de Porto Alegre, porém, considera que mudar a Constituição para aprovar a realização de eleições diretas “violenta a democracia”. O movimento foi promovido por uma das dezenas de legendas de aluguel que se aproveitaram das brechas do sistema partidário brasileiro para criar balcões de negócios, o Partido Social-Liberal (PSL), que mais tarde se associou a movimentos de extrema direita como o MBL - aquele apartidário - e mudou o nome para “Livres”, apostando na falta de memória da população. A intransigência do PSL-Livres na defesa da Constituição, porém, é bastante seletiva. No caso de mudanças da Constituição para a draconiana proposta de reforma da Previdência ou para revogar direitos trabalhistas, a legenda de aluguel é entusiasticamente favorável.

 O grande drama deste desgraçado País é que a posição pela “indiretas-já” de partidecos como este é corroborada até mesmo por jornalistas - quase nunca respeitáveis - que gostam de posar de democratas. “Quem se beneficiaria com eleições diretas agora? Lula, o PT, os acusados da Lava Jato?”, postou em outra rede social um desses “jênios” da imprensa. Tudo bem. Vivemos uma época de pós-verdades na qual assistimos na TV à propaganda política do Partido Progressista, aquele partido do Paulo Maluf e recordista de denúncias na Lava Jato, se apresentando como “o novo PP, diferente de tudo que está aí”.

 Mas é tão difícil perceber que: a) voto direto, unitário e universal é a essência do regime democrático; b) quem se beneficia de eleição direta é sempre o eleitor.

 Se o tal PSL-Livres fundamentar seu argumento contra a eleição direta no princípio de combater toda e qualquer mudança da Constituição, talvez seja merecedor de algum respeito. Caso contrário, fica comprovada a sua vocação elitista, muito comum no período da ditadura militar, de perpetuar a ideia de que cidadão comum não é capaz de escolher seus governantes. E o melhor é deixar essa tarefa para quem realmente tem poder - banqueiros, ruralistas, grandes empresários, grupos de mídia poderosos… enfim, esse caras aí...

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Política, direitos humanos, feminismo, economia, mundo