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Fumaça negra

Por Roberto Lameirinhas

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Donald Trump sofreu nos últimos dias sua pior derrota no Congresso americano, que o forçou a retirar da pauta a votação de um de seus cavalos de batalha eleitoral: o fim da abrangente cobertura oficial de assistência médica que ficou conhecida como Obamacare. Não conseguiria votos nem mesmo entre os congressistas republicanos para cumprir sua promessa de campanha, mas preferiu culpar a oposição democrata.

 Como uma espécie de retaliação aos opositores, convocou a parte da mídia que se abstém de criticá-lo para um novo anúncio polêmico: o levantamento de todas as ordens executivas firmadas por Barack Obama que limitavam o uso de carvão para a geração de energia nos EUA. “A guerra do governo ao carvão acabou”, sentenciou.

 Trump é um negacionista em questões ambientais. Para ele, teorias sobre o papel do efeito estufa no aquecimento global não passam de armações arquitetadas principalmente pelos chineses para abalar a capacidade dos EUA de produzir energia e a competitividade da indústria americana. E nisso tem o apoio das transnacionais de combustíveis fósseis e seus poderosos grupos de lobby.

 Durante a campanha eleitoral do ano passado, prometeu retirar os EUA do Acordo de Paris - alcançado em 2015, como o mais promissor compromisso global para a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa a partir de 2020. Ainda não chegou a solicitar formalmente a retirada do tratado, mas as medidas que voltam a incentivar a produção e o uso do carvão devem inviabilizar o cumprimento das metas do acordo. Para especialistas no tema, a nova diretiva da Casa Branca mina completamente futuras iniciativas americanas de persuadir países estrangeiros a engajarem-se no combate a mudanças climáticas.

 As medidas de Trump devem - a exemplo do que ocorreu com seus decretos que proibiam a entrada de estrangeiros no país - enfrentar uma enxurrada de contestações na Justiça. Mas o escopo de suas decisões tem deixado claro que, mais do que governar no sentido de colocar os “Estados Unidos em primeiro”, seu objetivo é eliminar qualquer vestígio do que possa ser visto como um legado do período de Obama.   

The Big Brother see for you

Por Roberto Lameirinhas

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É o sonho de todo déspota e o pesadelo da Humanidade desde que George Orwell lançou seu aterrador “1984”, no final dos anos 40. De acordo com nova denúncia do WikiLeaks, a CIA, principal agência de espionagem dos EUA, já é capaz de controlar não apenas toda a sorte de dispositivos de comunicação, como celulares e tablets, mas até mesmo smartTVs da marca Samsung, que enviariam dados e informações sobre hábitos de cidadãos em suas residências.

 Segundo o comunicado divulgado pelo Twitter, o WikiLeaks prepara a maior publicação de documentos secretos da CIA desde 2009, quando a ONG liderada por Julian Assange divulgou milhares de mensagens diplomáticas, incluindo informações classificadas como sigilosas do Exército, do governo e do Departamento de Estado dos EUA. O primeiro vazamento da organização causou a condenação de Assange pela Justiça dos EUA e o líder da organização está asilado na embaixada equatoriana em Londres desde 2012.

 O novo lote de documentos a ser divulgado ganhou o nome de “Vault 7” e, segundo o WikiLeaks, mostra o resultado da utilização de TVs Samsung como transmissores secretos de informações pessoais. É a concretização da “teletela” que aterroriza os personagens da obra de Orwell, sob supervisão constante do Grande Irmão - em inglês, o “Big Brother”, o verdadeiro.

 A CIA teria acesso aos dados confidenciais por meio de um conjunto de ferramentas cibernéticas de malware - ou programas maliciosos - e de ciber-armas. A primeira parte do vazamento “Year Zero” teria 8.761 documentos e arquivos de uma rede isolada de alta segurança, situada dentro do Centro de Inteligência Cibernética da CIA em Langley, no Estado da Virgínia. O pior, no entanto, seria que esse arsenal de espionagem eletrônica está em mão desconhecidas e totalmente fora de controle.

 “A CIA acabou perdendo o  controle da maioria dos programas usados por seus espiões, incluindo malware, vírus, trojans, ataques exploradores do ‘Zero Day’, sistemas de controle remoto de malware e documentação associada”, diz o texto do Wikileaks.

“Esse conjunto de instrumentos, que equivale a centenas de milhões de linhas de código, dá ao seu dono a capacidade de hackear no nível da CIA. O arquivo parece ter sido distribuído entre antigos hackers do governo dos EUA de maneira não autorizada, e um deles forneceu-o ao WikiLeaks.”

 A CIA não se pronunciou sobre as declarações do WikiLeaks. Mas o diretor do FBI, James Comey, foi enfático no dia seguinte ao dizer que os americanos “não devem ter a ilusão de que gozam de privacidade absoluta”. “Não há nada que esteja fora do alcance judicial”, afirmou, numa conferência sobre cibersegurança. Em outras palavras, como antecipou Orwell, “o Grande Irmão olha por você”.

 

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