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Uchimura, a máquina de fazer ginástica

Kohei Uchimura começou a praticar ginástica aos 3 anos na garagem de casa sob o olhar atento de seus pais ex-atletas. Desde pequeno, o tímido garoto demonstrava um grau de concentração elevado para sua idade, que o ajudava na realização dos complicados movimentos. Sua determinação não o deixou desistir de buscar um alto nível técnico. Aos 18, entrou para a equipe nacional do Japão. Em agosto, ele desembarca no Rio e poderá ser apresentado como “Máquina”, Robô, “Superman” ou simplesmente o melhor ginasta de todos os tempos. Com certeza, será uma das estrelas dos Jogos Olímpicos.

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Aos 27 anos, “King Kohei” é dono de cinco medalhas olímpicas e 19 pódios em mundiais. Modesto, afirma que seu maior desejo nos Jogos Olímpicos e levar para seu país a medalha de ouro por equipes. “Lógico que quero ser campeão individual, mas o título por equipes vai me dar um prazer imensurável.”

Uchimura chega para a sua terceira olimpíada com um feito jamais obtido na ginástica. Nunca um atleta conseguiu ganhar todos os campeonatos mundiais durante dois ciclos olímpicos. Ele subiu no lugar mais alto do pódio em 2009, 2010, 2011, 2013, 2014 e 2015.

O japonês admite ser tímido, mas revela que seu modo contido de se apresentar nas competições é fruto de um trabalho psicológico intenso. “Não me influencio com o clima no ginásio. Pouco antes de entrar para me apresentar, mentalizo todos os movimentos que serão feitos”, diz o atleta, que demonstra vaidade apenas ao arrumar sempre o cabelo antes de iniciar os movimentos.

Uchimura tem uma procura incansável por atingir a perfeição. “Quando termino de treinar ou de me apresentar em uma competição, preciso me sentir satisfeito por ter feito o máximo. Respeito a opinião de todos, dos jurados, procuro convencê-los de que fui o melhor sempre, mas a melhor nota que posso receber é a que eu mesmo me dou.”

O alemão Fabian Hambuechen, um dos rivais de Uchimura, fala como é enfrentar o mito. “Em muitas competições, fico olhando para ele e penso se é realmente humano. Suas atuações são muito frias, calculadas, perfeitas, como se fosse uma máquina, um robô.”

Por só falar japonês, Uchimura é um pouco avesso às entrevistas, mas, sempre quando fala, procura se esquivar dos elogios. “Apesar dos títulos que consegui, não posso ser eleito o melhor de todos os tempos, pois temos grandes ginastas atualmente e muitos outros no passado.”

O “Super Homem”, como também é chamado, não tem o mesmo número de medalhas do russo Nicolai Andrianov, que somou 15 medalhas olímpicas (sete de ouro) na década de 80, nem dominou uma olimpíada como fizeram o chinês Li Ning (seis medalhas em Los Angeles-1984) ou o bielo-russo Vitaly Sherbo (seis ouros em Barcelona-1992), mas o que impressiona em Uchimura é a sua longevidade em um esporte que exige demais do físico dos atletas e da sua versatilidade, pois é bom em todas as provas.

Se conseguir o ouro para a equipe japonesa e o individual geral, Uchimura vai repetir o feito do compatriota Sawao Kato nos Jogos de Munique em 1972.

Sawao Kato, detentor de 12 pódios em olimpíadas, foi integrante da melhor equipe japonesa de ginástica da história, que teve ainda lendas como: Akinori Nakayama (dez medalhas olímpicas, Mitsuo Tsukahara (9), Eizo Kenmotsu (9) e Shiguero Kasamatsu (4, todas em Berlim-1972). Se Uchimura liderar a nova equipe japonesa para mais um título olímpico estará também derrotando a China, o eterno rival.

É impossível saber se Kohei Uchimura vai ratificar seu favoritismo e obter todos os seus objetivos e do Japão em agosto nos Jogos do Rio, mas o que e certo é que a sua leveza e técnica ao realizar os movimentos da ginástica ficarão eternizadas na memória dos fãs do esporte de todo o mundo.

Corte ordena Johnson & Johnson a pagar US$ 72 milhões

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Uma corte do estado do Missouri, nos Estados Unidos, ordenou que a empresa Johnson & Johnson pagasse US$ 72 milhões de indenização à família de Jacqueline Fox.

Há três anos, Jacqueline Fox foi diagnosticada com câncer de ovário. Ela morreu em outubro, aos 62 anos.

A família de Fox alegou que em nenhum momento ela foi avisada da possibilidade de ter câncer pelo uso de um talco fabricado pela empresa.

Fox usou o produto por 35 anos. Jere Beasley, advogado da família, afirmou que a empresa sabia de todos os problemas desde 1980.

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