Política Coleção | Recentes

Aécio Neves tem seu pedido de defesa negado no STF

O caso se trata do recebimento de dinheiro de Joesley Batista

João batista Gonçalves, juiz da 6ª Vara Criminal de SP, determinou que a investigação a respeito de doações suspeitas do empresário Joesley Batista ao deputado federal Aécio Neves seja mantida no estado, negando o pedido da defesa de Neves.

O inquérito corre em São Paulo por seu vínculo a outro processo, que acusa Neves de obstrução de justiça e corrupção passiva, ao solicitar e receber, de Batista, R$ 2 milhões, durante reunião em São Paulo, no Hotel Unique.

A denúncia foi recebida pela Procuradoria Geral da República em 2017 e veio à Justiça paulista em fevereiro de 2019. Aécio não poderia utilizar-se do foro privilegiado, pois, quando o ato foi perpetrado, este exercia o cargo de senador. Segundo decisão do STF, o foro só se aplicaria se o julgamento ocorresse durante o exercício do cargo em que o ato ocorreu.

Rodrigo de Grandis, procurador responsável pelo caso, também solicitou a ratificação das decisões do STF, além do recebimento da denúncia acima listada.

A defesa de Neves tentou transferir para Brasília um inquérito que trata de 8 casos de pagamentos feitos ao senador por Joesley Batista, antes e após o pleito de 2014.

As doações, supostamente, para campanha eleitoral, não apresentavam nenhum vínculo com a eleição, segundo o MPF, as caracterizando como ilegais. Segundo o Ministério Público, os repasses seriam caracterizados como lavagem de dinheiro. A defesa trabalha com a tese de crime eleitoral.

Um dos pontos contra Neves é a compra de um prédio do mesmo Dono do Jornal Hoje em Dia em Belo Horizonte (MG) por R$ 17,3 milhões, em 2015. Na época, Aécio teria pedido a joesley R$ 18 milhões para quitar dívidas com a eleição.

As investigações concluíram que Neves pagou uma dívida com Flávio Jacques Carneiro, antigo controlador do jornal, que tinha intenção de lucrar com a possível eleição de Aécio, utilizando o jornal como apoio para tal. Entretanto, após a derrota de Aécio, Carneiro se viu com uma empresa deficitária em mãos.

Outro ponto contra a tese é o repasse de dinheiro em espécie ou para pessoas física e jurídicas sem ligação à campanha de Aécio. Por vezes, utilizaram-se doleiros. Como exemplo, estão R$ 5,3 milhões pagos ao primo do senador, Pacheco de Medeiros, R$ 4 milhões pagos ao partido Solidariedade de MG e R$ 3,65 milhões ao PTB, por meio de 4 pessoas físicas.

Segundo Gonçalves, mesmo que apontado pelos delatores, tendo existido a intenção de quitar dívidas decorrentes da campanha eleitoral, essa relação não se verificou, ao menos, até agora, verificação entre os repasses e os fins declarados pela defesa de Aécio.

0