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Sobre a vida / Psicologia

A humanidade tem que acabar

Luiza NunesLuiza Nunes
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Extremismo religioso faz com que pais matem menina de fome como castigo

Um caso absurdo de fanatismo religioso culminou na morte de uma menina de apenas 11 anos em Ubatuba (SP). Na última quinta-feira (24), uma criança chegou já morta, e os médicos atestaram sinais de desnutrição.

De acordo com o delegado Ricardo Mamede, a menina foi obrigada a ficar de jejum por seu padrasto, o pretexto seria a necessidade dela “se purificar”. A mãe acabou confessando que a criança era mantida em cárcere privado e vivia no chão de um quarto. Segundo ela, o padrasto da jovem impunha o jejum como castigo.

Ainda segundo o relato, o homem de 47 anos acreditava que o “salvamento espiritual” das pessoas só poderia ser alcançado com o jejum. Quando a garota e o irmão de oito anos “desrespeitavam”, o castigo era aplicado em forma de jejum.

No caso que culminou na morte da criança, o padrasto teria aplicado o castigo porque a menina teria contado uma mentira. Periciando a casa, os policiais encontraram anotações do que teoricamente seria a versão que os pais contariam para a polícia, alegando que ela estava com anemia, ou seja, o padrasto iria mentir.

Os policiais também encontraram um diário onde a menina relatava os jejuns que fazia, além de contar que era obrigada a orar e praticar exercícios físicos mesmo sem se alimentar.

A mãe confessou também que a menina pediu comida por diversas vezes, mas ela negou e a mandou tomar água apenas. A criança ficou dois dias sem qualquer alimentação e morreu por desnutrição proteica calórica.

Os dois foram presos. O padrasto disse que faria tudo novamente.

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