Vale previa tragédia de Brumadinho desde 2017 e calculava 215 mortes

 

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou 16 pessoas pelas 270 mortes na tragédia de Brumadinho a 3 dias da tragédia completar um ano. Além disso, documentos divulgados mostram que as empresas previam o rompimento desde 2017.

Segundo as informações, a Vale e a TÜV SÜD tinham consciência de que a Barragem I, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana da capital, não apresentava condições favoráveis de segurança.

Além do mais, um documento previa que no pior cenário, 215 pessoas iriam morrer por causa do rompimento. A empresa também havia calculado que teria a ‘despesa’ de US$ 2,6 milhões por cada vida perdida.

“Era uma gestão opaca. A Vale impôs uma ditadura corporativa e escondeu os riscos da sociedade e do poder público”, afirmou o promotor e coordenador da força-tarefa do MPMG, William Garcia Pinto.

A barragem de Brumadinho estava num ‘TOP 10 – Probabilidade’, junto de outras nove que estão em situação inaceitável. Agora pare e imagine só uma empresa ‘brincando’ de calcular a quantidade de mortos sem fazer nada para resolver isso.

Se condenados a 30 anos por cada homicídio, cada um dos denunciados terá uma pena de 8.100 anos.

 

Confira os nomes dos responsáveis pela tragédia

Da mineradora Vale, foram denunciados os seguintes empregados:

Fábio Schvartsman, diretor-presidente da companhia;

Silmar Magalhães Silva, diretor do Corredor Sudeste;

Lúcio Flávio Gallon Cavalli; diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão;

Joaquim Pedro de Toledo, gerente-executivo de Planejamento, Programação e Gestão do Corredor Sudeste;

Alexandre de Paula Campanha, gerente-executivo de Governança, Geotecnia e Fechamento de Mina;

Renzo Albieri Guimarães de Carvalho, gerente operacional de Geotecnia do Corredor Sudeste;

Marlene Christina Oliveira Lopes de Assis Araùjo, gerente de Gestão de Estruturas Geotécnicas;

César Augusto Paulino Grandchamp, especialista técnico em Geotecnia do Corresor Sudeste;

Cristina Heloiza da Silva Malheiros, engenheira sênior na Gerência de Geotecnia Operacional;

Washington Pirete da Silva, engenheiro especialista da Gerência Executiva de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina;

Felipe Figueiredo Rocha, engenheiro civil que atuava na Gerência de Gestão de Estruturas Geotécnicas.

Da companhia Tüv Sud, foram cinco colaboradores denunciados:

Chris-Peter Méier, gerente-geral da empresa;

Arsênio Negro Júnior, consultor técnico;

André Jum Yassuda, consultor técnico;

Maroto Namba, coordenador;

Marlísio Oliveira Cecílio Júnior, especialista técnico

 
 
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