A loucura sempre esteve presente

A loucura sempre esteve presente

A loucura sempre esteve presente

Antigamente, ao pensarmos em transtornos mentais, pensávamos nos loucos de todo o gênero, aqueles que viviam nas ruas sem noção da realidade, os malucos exaltados em algumas das nossas canções mais famosas, os que sonhavam sem se preocupar de forma demasiada com o presente: os loucos caricatos, nem sempre inofensivos, mas facilmente identificáveis. A esses era reservado uma espécie de exclusividade na detenção dos transtornos mentais. As pessoas tidas por “normais” não tinham transtornos mentais.

Os últimos anos, porém, foram pródigos em desmistificar essas realidades. O transtorno mental ultrapassou a simples designação de loucura e passou a ser entendido como uma alteração psíquica que afeta sentimentos, emoções e interfere, diretamente, na forma como lidamos uns com os outros. Todos somos vulneráveis – por fatores que vão desde a hereditariedade até problemas familiares ou sociais. Abaixo listamos os transtornos mentais mais comuns e fazemos um breve relato de como eles impactam na nossa interação uns com os outros:

Depressão

A depressão está caminhando para ser tratada como uma síndrome, porque as causas genéticas parecem ser predominantes. O diagnóstico está ligado a problemas no trabalho e com vícios, assim como ao isolamento.

É caracterizada por uma baixa capacidade de reação perante situações cotidianas, como levantar da cama ou resolver problemas simples e complexos. E essa alteração psíquica provoca reflexos físicos, como perda de apetite e de vontade de se relacionar socialmente.

A prevenção é, muitas vezes, ignorada, tendo em vista que a depressão manifesta-se de maneira diversa em cada pessoa. Os tratamentos mais eficazes são terapia, em casos leves e moderados, associados a medicamentos em casos mais graves. Uma rede de apoio é determinante para o sucesso do tratamento.

Esquizofrenia

Ninguém nasce esquizofrênico: esse tipo de transtorno mental manifesta-se, geralmente, na adolescência e constitui-se, basicamente, como uma percepção alterada da realidade. A pessoa pode ouvir vozes, ter delírios e achar que é vítima de perseguição.

A manifestação da doença dificulta o convívio social, mas não é uma novidade na história da humanidade. De alguma forma, sempre tivemos que conviver com essas variações: em alguns momentos da história, aprisionamos, e em outros agimos com mais naturalidade.

Terapia aliada a medicamentos costuma ser o tratamento padrão, mas muitas pessoas acabam não aderindo às recomendações, ou mesmo nunca sequer recebem um diagnóstico, que é algo muito mais ligado ao acesso à saúde do que a ter ou não alguma condição.

Demência

A demência é bom exemplo de uma experiência muito comum no relacionamento com pessoas mais velhas. Condição de natureza genética e crônica que afeta a memória, a capacidade de compreensão e julgamento e deteriora o controle físico e emocional.

Não há cura, mas há medicamentos capazes de tornar mais lento o avanço da doença. O Alzheimer é uma das causas mais comuns.

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