A nova precarização do trabalho

Nos últimos anos constantes mudanças têm acometido o mundo do trabalho. Os mercados digitais atravessam fronteiras facilmente e criam teias internacionais de serviços.

Com o avanço da globalização e com as alterações que os governos implementaram no país a partir da década de 90, objetivando reestruturar o mercado, várias mudanças aconteceram no Brasil, e elas foram responsáveis por grandes alterações nas relações trabalhistas, na exploração da força de trabalho e até mesmo nas relações sociais como um todo.

Essas mudanças tinham como objetivo a abertura de capital a nível mundial e o processo em massa da industrialização.

Crescimento dos mercados, deficiência de empregos

Tudo isso favoreceu, e muito, para que o mercado de trabalho sofresse um verdadeiro atrofiamento,, provocando uma degeneração salarial, uma vez que as empresas passaram a investir mais em terceirização dos serviços para reduzir os custos. O trabalho informal cresceu ainda mais, e com ele o déficit previdenciário.

Diante da precarização do trabalho, novas ocupações surgiram e se tornaram a principal fonte de renda de inúmeras famílias.

Hoje em dia, os aplicativos de serviços, como Uber, iFood, 99 e Rappi, por exemplo, tornaram-se, conjuntamente, o maior empregador de todo o país.

Insegurança financeira

A grande questão que ainda pesa para quem trabalha como autônomo ou trabalhador informal é a ausência de garantias legais. Muitas pessoas trabalham sem seguro nem contribuição previdenciária. O número de trabalhadores sem carteira assinada superou pela primeira vez, a quantidade de empregos formais nos últimos anos.

No caso das pessoas que trabalham com Uber, por exemplo, elas não são consideradas como autônomas devido a uma série de fatores. E também não são trabalhadores formais, pois não têm a sua carteira assinada. Quem regula o valor cobrado pelas tarifas é o Uber; para trabalhar nessa modalidade, o motorista precisa se submeter a um cadastro, treinamento virtual, e uma série de passos antes de ir para as ruas.

Controle algorítmico padrão 1984

Como a precarização do trabalho se intensificou muito nos últimos anos, inúmeros fatores sócio estruturais também sofreram algum tipo de mudança. Em Pernambuco, já existe

Além do mais, o usuário dos serviços do motorista irá avaliar como foi a corrida, e o motorista ainda está sujeito a vários mecanismos de controle. Caso esses mecanismos sejam ignorados pelo motorista, ele não receberá a contraprestação pelo serviço executado.

Apesar disso, o trabalhador não tem as garantias legais que um trabalhador de carteira assinada possui. E nem a segurança que um trabalho formal oferece.

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