Bojack Horseman e a grande questão filosófica

Bojack Horseman e a grande questão filosófica

FelixFlix
Autor FelixFlix
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Bojack Horseman e a grande questão filosófica

Foto: Divulgação/Netflix

Existe uma série da Netflix mais ou menos escondida do público geral. Seu nome é Bojack Horseman, é uma série animada sobre um cavalo metade humano que vive em busca da felicidade. Sucesso de crítica, a série é um exemplo fantástico sobre o que é a depressão, além de trazer no enredo grandes questões filosóficas como o Existencialismo e o Niilismo.

O mundo da série é formado por animais antropomórficos, são animais em forma de pessoa. Uma maneira de ver isso é imaginar que não apenas o homem conseguiu ter sua evolução, mas todos os outros animais.

Nesse mundo, Bojack Horseman é um cavalo que fez um seriado muito famoso nos anos 90, ele ainda é rico, mas o auge de sua fama já passou. Durante as primeiras temporadas ele luta para conseguir recuperar essa fama que outrora teve, porém durante essa caminhada, ele precisa lidar com diversas questões mentais que o assombram.

Bojack é um cara amargo, mesquinho e insensível, definitivamente é alguém que você não iria querer ter como amigo. Durante toda sua vida, ele acabou magoando diversas pessoas, e meio que se sente culpado por isso.

No começo da história, Bojack conhece Diane, uma escritora que é contratada para fazer uma biografia do cavalo. A partir daí, os dois criam um laço forte, mas perigoso.

A riqueza de assuntos abordados pela série é fantástica, ela aborta o uso de drogas, aborto, relacionamentos, fama, questões sociológicas, de comportamento e de pensamento.

O mais impressionante é o modo como a série nos faz ter empatia com os personagens.

Se você for uma pessoa alegre e de bem com a vida, a série não é para você. Ela retrata muito bem questões psicológicas que assombram diversas pessoas no mundo, e pode ser uma experiência verdadeiramente rica para quem possui algum tipo de transtorno psiquiátrico.

As questões filosóficas

Embora teoricamente Bojack pareça uma comédia, a série está muito mais para drama. É bastante comum que os episódios passem e você ria com o humor afiado dos personagens, mas no final de todo episódio, Bojack nos deixa uma sensação de vazio e de tristeza.

O Existencialismo é uma das questões filosóficas abordadas. Ele prega que a vida humana não tem sentido, e precisamos criar o nosso próprio. Vários personagens lidam com isso, como a Princesa Carolyn, ela trabalha compulsivamente de maneira que não tenha tempo para pensar sobre o sentido da vida.

Ou mesmo Todd, melhor amido de Bojack que vive a vida num estado de êxtase, como se pequenas atividades como comprar um refrigerante seja algo maravilhoso, fazendo seu sentido de vida em coisas pequenas. O pai do existencialismo foi o dinamarquês Kierkegaard.

Outra questão muito abordada é o Niilismo. O Niilismo é muito mais perigoso pois, ao contrário do Existencialismo, ele afirma que a vida não há sentido na vida, e que não há sentido em procurar algum sentido.

Ou seja, o niilista nega todo o mundo, para ele tudo é indiferente, e muitas vezes, a coisa mais lógica a se fazer é cometer suicídio. A Sarah Lyyn, é um claro exemplo de niilismo, principalmente por seu abuso de drogas e apatia com o mundo.

Bojack oscila entre essas duas vertentes filosóficas, fazendo dele um sujeito imprevisível. A série é muito forte e algumas pessoas mais sensíveis devem pensar bem antes de assistir, já que ela pode criar ideias suicidas.

Afinal, de acordo com Camus, “A grande questão filosófica é o suicídio”.

BOJACK HORSEMAN É UMA ANIMAÇÃO ADULTA

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