Bombeiros de Brumadinho irão para Moçambique prestar auxílio

Bombeiros de Brumadinho irão para Moçambique prestar auxílio

LeandroSAO
Autor LeandroSAO
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Bombeiros de Brumadinho irão para Moçambique prestar auxílio

Foto: EPA

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais enviará uma guarnição que participou das buscas em Brumadinho para auxiliar os necessitados em Moçambique. O ciclone Idai passou pelo país africano na última semana deixando mais de 700 mortos. O número de desaparecidos só aumenta e os primeiros casos de cólera foram registrados.

Na semana passada o furacão Idai passou pelo sudeste africano matando centenas de pessoas, dentre os países atingidos, Moçambique é o que está em situação mais crítica.

Os ventos do ciclone atingiram a velocidade de 170km/h, deslocou a população e tudo que estava em seu caminho em até 3km. O local ainda sofreu com muitas chuvas que dificultaram e pioraram a situação.

O país foi totalmente devastado e não tem condições básicas para se reerguer. Hospitais foram destruídos, não há remédios, água e comida suficiente para atender a todos. Milhões de pessoas foram afetadas e milhares estão desabrigadas, sendo a maioria crianças.

Para piorar ainda mais essa tragédia, um surto de cólera e doenças transmitidas pela água estava sendo previsto pelos órgãos de saúde. Nesta quarta, 27, cinco casos de pessoas com cólera foram confirmados.

Moçambique já sofria de problemas econômicos e de saneamento antes mesmo da passagem do ciclone Idai, após isso, a crise humanitária agravou ainda mais a situação. Diversas doenças perigosas são transmitidas pela água, fezes e comida, no caso da cólera, uma pessoa sem tratamento adequado pode morrer em seis horas.

O desastre natural ainda causou uma série de inundações em todo o país, o que potencializa muito a transmissão das doenças. Outro problema é o vírus HIV, ele é muito comum no local e agora poderá ser transmitido mais facilmente.

Beira, a segundo maior cidade do país foi destruída em 90% de sua extensão. O local também era um município portuário, e com a destruição, a ajuda humanitária tem dificuldades para chegar.

Há escassez de alimentos e água, a locomoção no local é muito difícil, e o país não tem a menor condição de ajudar seus cidadãos sozinhos.

A ONU (Organização das Nações Unidas) está trabalhando para aliviar os problemas civis, mas a situação é muito maior do que os recursos disponíveis. Com os primeiros casos de cólera aparecendo, a infeliz previsão é de que a doença se espalhe muito rapidamente, aumentando basta o número de mortos.

Bombeiros de Brumadinho são enviados para o país

Após passar os últimos dois meses trabalhando para encontrar as vítimas do rompimento da Barragem do Feijão, em Brumadinho, uma guarnição dos bombeiros foi enviada para Moçambique no intuito de ajudar as vítimas. O governo brasileiro também fez a doação de 100.000 euros para auxiliar o país.

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Foto: Adriano Machado/Reuters

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