Brasil tem queda de 25% nos homicídios no primeiro bimestre de 2019

Foto: Alejo Reinoso

Os dois primeiros meses do ano trouxeram “boas notícias” quanto a violência, em comparação com o mesmo período do ano passado, o país teve uma queda de 25% nos homicídios. Houveram 6.856 assassinatos nesse ano contra 9.094 do ano passado. É claro que é uma queda significativa, mas o número ainda é muito alto.

Os principais responsáveis por essa queda brusca são os estados nordestinos, o número de homicídios por lá caiu bastante, só no Ceará a queda foi de 58%. Os dados dessa pesquisa feita pelo G1 não englobam o Paraná.

A pesquisa foi feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Núcleo de Estudos da Violência da USP em parceria com o site G1.

Podemos concluir através dessa pesquisa que nos dois primeiros meses desse ano houve uma redução de 2.238 vítimas de homicídio. E embora a maioria dos estados do país tenha reduzido esse tipo de crime, no Amazonas e em Rondônia eles aumentaram.

Os homicídios dolosos (quando há intenção de matar), as lesões corporais seguidas de morte e os crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) entram nessa estatística. Os números não englobam as mortes causadas por intervenção policial, a análise desse tipo de falecimento será feita separadamente.

Até agora 15 estados já possuem os dados do mês de Março, e o número de mortes continua em queda, parece que a previsão é de que o número realmente continue caindo. A redução nesse primeiro bimestre foi a maior dos últimos 11 anos.

Foto: Rodrigo Sanhes/G1

Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública afirma as causas dessa redução:

“Houve a aplicação de mais dinheiro federal, apesar da crise fiscal. Houve o descontingenciamento de R$ 2,8 bilhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional) e uma mudança na lei pra que parte do recurso do fundo fosse utilizado em ações na área segurança. Foi criado também na gestão Temer o Ministério da Segurança Pública, que teve um papel muito importante nisso tudo. Ou seja, houve uma tentativa do governo federal de liderar o processo e coordená-lo minimamente”
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