Como lidar com a abstinência

O vício é realmente uma coisa que exerce grande pressão nos seres humanos. Desde o vício no cigarro até à bebida e as drogas mais pesadas, há sempre a possibilidade da pessoa que passa por isso se sentir dependente. E, quando tenta afastar-se do vício, experimenta, em maior ou menor grau, os sintomas da abstinência.

Drogas lícitas e ilícitas

As drogas podem ter várias classificações, como o fato de que podem ser lícitas ou ilícitas. As drogas lícitas são aquelas permitidas por lei, mas apenas para compra por pessoas maiores de dezoito anos. São elas, por exemplo, o cigarro de nicotina e a bebida alcoólica.

As drogas ilícitas, então, como você pode imaginar, são aquelas não permitidas pela lei, onde os usuários estão passíveis de punições pelo uso e pela comercialização. São, por exemplo, a maconha, a cocaína, o LSD (ácido lisérgico), o crack e a heroína. Algumas dessas drogas têm maior potencialidade de causar dependência no usuário.

Há um extenso debate acerca da descriminalização de drogas que hoje são consideradas ilícitas. Há estudos comprovando o efeito medicinal que pode advir da maconha, por exemplo, e inclusive a Justiça permite o plantio da droga em casos de doenças que podem ser aliviadas com o uso da erva.

Lidando com a abstinência

Quem já sofreu com alguma abstinência sabe como é complicado lidar com a extensa quantidade de sentimentos, sensações, dores e incômodos que esse processo causa. No livro e no filme

Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída
, acompanhamos a história real de uma garota que aos 13 anos começa a se drogar e tem de se prostituir para bancar o vício.

Em alguns momentos, ela tenta viver bem sem as drogas, mas quem leu ou viu o filme percebe o quão agoniante isso é. Mas, por conta de remédios e da ajuda que recebeu, ela está livre desses problemas hoje.

Estágios da dependência

Algumas drogas causam a chamada dependência a nível cerebral, que é quando o cérebro demanda mais droga e dá aquela vontade de desistir do processo de cura. Nesse estágio, o dependente pode sofrer de taquicardia, tremor, suor frio, mente confusa, mal-estar, sensibilidade à luz, problemas de memória, insônia, hipertensão, hiperatividade, distúrbio do sono, apatia ou reação emocional exagerada, problema na coordenação motora, convulsão, ansiedade, agitação psicomotora, alucinações, dores de cabeça, náuseas e vômitos.

Acompanhamento

Em casos graves, pode ser recomendado passar a primeira (que é também a mais difícil) crise dentro de uma clínica de reabilitação, mas também é possível apenas frequentar o médico para lidar com os sintomas.

Com o crack, é preciso que a família e os amigos deem ainda mais apoio ao paciente, pois trata-se de uma das drogas mais potentes. Se a pessoa é dependente em cocaína, deve ser acompanhada por médicos para verificar como estão o fígado, o sistema nervoso, cardiovascular e respiratório.

É importante para o dependente evitar pessoas e lugares que lhe fazem rememorar a droga, pois as chances de voltar ao vício são maiores nesse caso. Além disso, é importante ter calma e paciência. Sair sempre com amigos ou familiares também pode ajudar, além de ter acompanhamento psicológico.

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