Como lidar com ciúme e desconfiança

Lidar com o ciúme e com a desconfiança não é tarefa fácil. Temos sempre a sensação de que o outro nos pertence e nos deve algo – em troca do nosso amor e da nossa dedicação. 7

Temos ciúmes daqueles que amamos porque os amamos tanto que nos achamos no direito de exigir que, enquanto estivermos juntos, a atenção e as ações do ser amado se voltem, de forma quase que exclusiva, sobre nós.

E como lidamos com o ciúme de algo que nos pertence e justamente por nos pertencer nos faz felizes?

Começando a entender o ciúme

O primeiro passo é entender que o serzinho objeto dos nossos desejos e dos nossos sonhos mais lindos, não nos pertence – e o pior, não nos deve nada.

Parece fácil, mas não é, pois as pessoas – ou grande parte delas – confunde, como se fossem sinônimos, a palavra amor com a palavra posse. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém – gostar é sempre uma ação voluntária que não admite a coerção entre seus pares.

Admitir o ciúme é importante

Admitir que você tem ciúmes (de algo ou alguém) e, diante dessa admissão, aceitar que ter ciúmes é algo natural e que você não é o único problemático em um universo de quase 7 bilhões de pessoas.

Para superar o problema é necessário estabelecer, de forma permanente e respeitosa, um espaço transparente de relacionamento: eu estou com o outro porque quero, não sou obrigado.

Essa liberdade compreende, ainda, a história do outro e deve ser marcada, prioritariamente, pelo respeito e pela compreensão mútua.

Se fulano escolheu estar comigo é porque ele quer estar, porque ele me aceita do jeito que sou. Esconder o passado é uma forma, ineficaz, de viver o presente.

Sejamos felizes e deixemos livres aqueles que amamos – por amor, não pela obrigação.

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