Copa América chega ao fim neste final de semana com problemas em estádios e logística

De distância a gramados: os problemas da Copa América no Brasil

Que o Brasil é conhecido por ser o país do futebol todos nós sabemos. No mesmo “país do futebol” chega ao fim, neste domingo (07 de julho), mais uma edição da Copa América, o torneio de futebol com seleções do continente mais antigo do mundo. Desde 1916, a bola rola e faz feliz as nações do planeta.

No palco da final, vão pisar Brasil X Peru, que já se enfrentaram na primeira fase do torneio, cujo a seleção brasileira ganhou de 5X0 na Arena Corinthians.

Antes, no sábado (06 de julho), Argentina x Chile decidem o terceiro lugar na Arena Corinthians, em São Paulo, a partir das 16h.

Estrutura dos estádios

Se por um lado houve futebol de sobra na Copa América do Brasil, não podemos dizer dos estádios e da logística da competição. Sobrou muita reclamação por parte das delegações.

Impressionante é o fato de já termos tido a experiência da Copa do Mundo FIFA de 2014, mas, pelo visto, não a utilizamos da maneira como vimos.

Entre as reclamações, cadeiras quebradas no Maracanã e no Mineirão, problema de transito em São Paulo, para a chegada aos treinos e para o reconhecimento do gramado da Arena Corinthians, distâncias enormes entre uma cidade e outra, também vistos durante a Copa.

Lugares vazios?

Mas o que mais chamou a atenção da mídia foi o fato do Comitê Organizador Local (COL) anunciar, em muitos estádios, que a venda de ingressos estava esgotada, quando, na verdade, haviam muitos lugares vazios nas arquibancadas.

Desconfianças vieram, claro, já no jogo de abertura da competição, no último dia 14 de junho, entre Brasil e Bolívia, quando, dias antes, fora anunciado os ingressos esgotados e, no dia do jogo, o Morumbi, palco da partida, não tinha todos os seus lugares ocupados.

Informação corrigida somente com 2 dias depois do acontecimento, em nota de retratação do COL que que havia distribuído os demais ingressos a pessoas ligadas ao comitê, e também estudantes de escolas públicas.

Outro problema que ganhou visibilidade foi o estado dos gramados, mas nenhum tão ruim quanto a Arena do Grêmio, em Porto Alegre, que teve reclamação de todas as delegações, inclusive a do país-sede.

Os problemas do gramado não passaram despercebidos nem mesmo por estrelas do futebol mundial, como o Argentino Lionel Messi, e o técnico da Venezuela, que esperava que, pelo fato do país ter sediado uma Copa do Mundo em 2014, encontraria estruturas cinco estrelas, o que não ocorreu.

E agora?

Passada a competição, o momento é de uma avaliação do que deu errado, e buscar soluções para eventos futuros. Vale lembrar que o Brasil vai colocar a sua candidatura para receber a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2023, cuja sede será decidida no mês de março de 2020, em Genebra, na Suíça.

Tais problemas precisam ser discutidos com todas as autoridades locais, e não somente com o comitê, para que não passem a imagem de um país que apenas quer receber os grandes eventos, mas não faz por onde para ter uma infraestrutura de qualidade.

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