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A privatização da Vale compensou?

Em 6 de maio de 1997, o Vale (então Vale do Rio Doce) foi privatizada, como parte do programa econômico do Governo Federal.

Hoje, 22 anos depois, a Vale se vê às voltas com crimes ambientais e multas altíssimas, ao passo em que registra lucros recordes. Muitos questionamentos surgem a respeito das consequências da privatização da Vale.

Hoje conheceremos um pouco mais da empresa e sobre os aspectos envolvendo sua privatização.

O que é a Vale?

A Vale, mesmo antes da injeção de capital advinda da privatização, já era a maior empresa brasileira de mineração e infraestrutura. Além de figurar como uma das gigantes no ramo a logística e da energia elétrica, tendo consórcios com usinas do Brasil, Canadá e Indonésia.

Para se ter uma ideia, as reservas estimadas da empresa, na época em que foi vendida, batiam a casa dos R$ 100 bilhões. Isso sem contar todo o patrimônio da empresa.

Desde 1974, se fez líder no mercado de minério de ferro, sem nunca ter abandonado a posição. Em 2006, após a compra da empresa de mineração canadense, Inco, também assumiu a liderança no mercado de níquel.

Qual a origem da Vale? Quais acontecimentos estão ao seu redor?

A Vale surgiu, durante o governo Vargas, para a exploração de minério de ferro (até hoje, um de seus carros-chefes) nos entornos de Itabira.

Ela foi uma resposta à companhia privada Itabira Iron Ore Company, do empresário americano Percival Farquhar. Essa empresa foi fundada em 1912, quando Percival adquiriu todas as ações da Brazilian Hematite Syndicate, um grupo de empresários estrangeiros dedicado a explorar a região de Itabira.

Na década de 20, Farquhar contava com o apoio do então presidente Epitácio Pessoa. Entretanto, seus opositores, entre eles, o, na época, governador mineiro Artur Bernardes.

Os planos de Farquhar foram, definitivamente, por terra quando, por meio da política de estatização do Estado Novo, as reservas de ferro da região foram socializadas e a Vale do Rio Doce foi criada.

Mantendo o caráter financeiro misto, suas ações eram controladas, até 1997, pelo Governo Federal.

Por que foi privatizada?

A justificativa da privatização da Vale, na época leiloada a R$ 3,3 bilhões, era o pagamento das extensas dívidas interna e externa o país. O mesmo se deu com outras privatizações, entretanto, o repasse para a amortização não foi verificado. No caso da Vale, nunca foi comprovado ou refutado, oficialmente, o desvio.

A Vale, então passou à categoria de sociedade anônima, tendo 32% de suas ações nas mãos do banco Bradesco, parte do consórcio Valepar. Investidores estrangeiros detém 26,7% das ações.

Hoje, por meio de um intensa política de exportações de ferro, ouro, titânio, manganês e outros minérios, o valor de mercado da empresa supera os R$ 300 milhões. Muito maior que o valor da venda, na época. Também, emprega mais de 70 mil funcionários em suas subsidiárias ou na própria Vale.

Entretanto, algumas polêmicas cercam a venda e posterior administração a empresa. A primeira é, sem dúvidas a presença do Bradesco na elaboração do edital do leilão, o que seria ilegal.

Também, denúncias de violações de direitos humanos e ambientais, garantiram à Vale o título de pior empresa do mundo, em 2012 pelo Public Eye People’s. Devemos lembrar que os eventos de Brumadinho e Mariana ainda estão sob investigação e a possibilidade de serem eleitos como os maiores crimes ambientais da história é real.

Ainda, a política de exportação de material, após um processo de beneficiamento considerado, por críticos da Vale, como abaixo do necessário estaria esgotando as reservas nacionais, sem proporcionar uma contrapartida satisfatória.

Tais reservas poderiam, segundo especialistas, serem exploradas com maior eficiência e maior retorno financeiro e, consequentemente, social, ao país. Em resposta, a Vale atesta que a eficiência do chamado Sistema Norte, produziria bauxita com uma qualidade muito superior à praticada nos anos anteriores.

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