Em 2017 mais de 20 mil empresas fecharam as portas

O Banco Central (BC) divulgou, no dia 26 de junho, o seu relatório acerca das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas, formulado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E os dados não são muito animadores.

Isso porque, apesar das mudanças na economia terem animados alguns especialistas na área, já que que denotavam melhoras, em 2017, foram verificados o fechamento de 21500 empresas, distribuídas por todo o território nacional.

Segundo o IBGE, havia, entre empresas e outros tipo de organizações formalizadas, aproximadamente, 5 milhões, ativas no ano analisado. Em resumo, esse relatório mostra que o país sofreu com a perda de 363.125 empresas, em comparação com o patamar estabelecido no período anterior à recessão, que se tratava do universo formado por essas empresas no ano de 2013.

Outro dado a se observar é que, no período estudado, foram extintos 3,227 milhões de postos de trabalhos nas empresas que fecharam. Logo, esses números não indicam postos de trabalho extintos em empresas ativas, por conta de corte de gastos ou outros fatores, como modernização de processos.

No dia 31 de dezembro de 2017, trabalhavam, no Brasil, 51,9 milhões de pessoas, sendo, desse total, 45,1 milhões de pessoas assalariadas. Isso representa, para o ano de 2017, o pagamento de R$ 1,7 trilhão de remunerações, entre salários e outros tipos de vencimentos. A média salarial registrada foi de R$ 2848,77 ou 3 salários mínimos.

Comparado ao ano anterior, o número de empregados assalariados aumentou em 550,7 mil, ou 1%. Em contrapartida, o número de proprietários ou sócios caiu em 22,6 mil pessoas. A média salarial cresceu 4,9%, enquanto o total pago, absoluto, cresceu 2,4% nesse período.

No ano de 2017, o setor que respondeu pelo maior número de empresas foi o de Comércio, com 37,5% do total. Também é o com o maior número de trabalhadores (21,9%) e de assalariados (19,5%).

Já, quando estamos falando dos maiores ordenados, o setor de Administração Pública, Defesa e Seguridade se destaca. A soma dos salários e vencimentos da categoria responde por 24,4% do total pago no ano, pelo Brasil.

0