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Desvalorização dos esportes femininos: É por uma questão de força ou machismo mesmo?

A guerra dos sexos perdura ao longo dos séculos. Muitas vezes dominaram massivamente todos os campos sociais, alguns foram superados, mas outros ainda apresentam certa resistência.

Qualquer tipo de desvalorização da presença feminina em algo é um traço de machismo, sexismo ou despersonificação da mulher.

Após conquistas importantes como o direito ao voto muitas ainda precisam enfrentar dificuldades de aceitação e melhor: respeito!

Machismo tem esporte?

Prova disso é a 8ª Copa do Mundo de futebol feminino realizada na França. As nossas “meninas” nos representaram e fizeram bonito – mesmo sendo eliminadas nas oitavas pelas francesas – garantiram bons pontos de audiência às emissoras abertas e fechadas e foram recebidas calorosamente por fãs no aeroporto de Guarulhos.

Especialistas apontaram falhas que podem desencadear a eliminação da seleção na competição, inclusive sobre o comando masculino de cartolas. Diferente de alguns outros esportes como, por exemplo, a ginástica, o futebol e até o automobilismo são alvos de críticas exacerbadas.

Os tempos passam, mas a mentalidade retrógada de dirigentes e parte dos torcedores permanecem. Se na ginástica artística ou nado sincronizado a graciosidade (e uso de maquiagem) são bem vistos por marcarem uma tradição na condição feminina, o futebol é vaiado, uma vez que colocam as atletas em uma situação de inferioridade por afirmarem que o esporte exige força e movimentos mais rápidos que somente os homens – biologicamente mais fortes – conseguem realizar com maestria.

É claro que comparações como essa são frágeis (confesso que nem lembrei do termo ruim sexo frágil), pois cada um, homens e mulheres, possuem seus próprios meios para realizarem suas ações, e isso é sinônimo de “peculiar”.

A insegurança camuflada

Não precisa ser um psicólogo ou psicanalista – mas quem o é pode aprofundar melhor a questão - para saber o que o ato da desvalorização esconde.

A tentativa é funesta, pois tenta-se a todo custo camuflar a insegurança que se sente caso a figura da mulher no esporte, em geral, ganhe destaque a ponto de ofuscar a presença e dominação masculina.

A história esportiva do país é constantemente escrita por atletas de alta performance, homens e mulheres. Temos Pelé e agora temos Marta, rei e rainha, de uma realeza repleta de súditos, homens e mulheres.

Entretanto, falta algo para fortalecer esse reinado: o

fairplay
para que cada atleta possa assim se superar enquanto esportista em busca de recordes. Eis aí o espírito (valor) de cada esporte.
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