Estudo testa os efeitos do GPS no cérebro

As ferramentas digitais substituíram quase todas as antigas formas de se relacionar, organizar, trabalhar, estudar, entreter, comprar e também

se orientar
. São vários gadgets entre smartphones, tablets, computadores, relógios, e aparelhos, cada um com diversas funções e utilidades que pouco a pouco mudaram o nosso jeito de realizar as atividades.

Estudo testa diferenças no cérebro ao dirigir com e sem GPS

Se por um lado esta tecnologia facilitou a mobilidade urbana e tornaram as viagens menos complicadas, em contrapartida pode estar deixando algumas áreas do nosso cérebro “desligadas”. Os navegadores GPS auxiliam a orientação das pessoas no trânsito através da navegação por satélite, mas podem também reduzir muito nossa percepção espacial.

A University College London realizou

Duas partes do cérebro: o

hipocampo
, responsável pela memória e orientação e o
córtex pré-frontal
, que rege a tomada de decisões e planejamento, apresentaram picos de atividade quando o mapeamento das ruas foi feito a partir da própria memória de cada motorista.

À medida que os voluntários se deparavam com ruas com mais opções de caminhos, a atividade das duas áreas cerebrais aumentava ainda mais.

Uso do GPS pode diminuir o desenvolvimento cerebral

Quando o GPS foi utilizado para auxiliá-los no percurso, nenhuma atividade cerebral similar foi detectada.

Pesquisas anteriores realizadas pela mesma instituição com taxistas londrinos mostraram que os seus hipocampos se desenvolveram e expandiram

mais que a média
normal, isto porque a profissão exige e propicia que conheçam muito bem as ruas e os pontos turísticos da cidade, estimulando constantemente a orientação e memorização.

Utilizar um navegador não necessariamente implica que o cérebro será prejudicado ou diminuirá, mas que está deixando de aprender e se desenvolver. Os estímulos produzidos pela orientação através da memorização funcionam como uma ginástica para o cérebro, melhorando a capacidade de memória e o raciocínio.

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