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Por que juntar dinheiro é tão difícil?

Juntar dinheiro não é tarefa fácil. A internet está repleta de gurus do dinheiro alheio, pessoas que pregam o sucesso te aconselhando a cortar – ou o não - o cafezinho, a abandonar os pequenos e grandes prazeres, em nome de sonhos maiores. 

E grande parte desses gurus ganha muito dinheiro com a nossa falta de dinheiro: talvez seja questão de saber aproveitar as oportunidades, talvez eles tenham enxergado, com precisão, uma coisa obvia dos nossos tempos: as pessoas têm escolhas demais e isso inviabiliza, para a maioria, uma vida financeira organizada e regrada.

Qual o problema de termos muitas escolhas?

O mundo hoje parece melhor que o dos nossos pais e os dos nossos avós que eram obrigados a viver, quase sempre, limitados pela falta de escolhas e de oportunidades. 

 Se a falta os definia, a abundância é a marca de nossos dias: você pode escolher entre dezenas de modelos de carro, entre centenas de marcas de televisão e entre milhares de estilos de calças jeans rasgadas. 

Enquanto respiramos, consumimos e, enquanto consumimos, muitas vezes deixamos de prestar atenção nos custos – revelados ou não dessa abundância.

Consumismo X crédito

Tendo a acreditar que tais custos são altos: uma vida vivida para o consumo é, necessariamente, uma vida posicionada no eterno presente: vivemos para o hoje, para a pronta satisfação das nossas necessidades de consumo – sejam elas supérfluas ou não. 

Os brasileiros não têm a cultura de poupar para o futuro: somos o país do parcelamento, dos juros exorbitantes no cartão de crédito, do cheque especial sempre estourado. E isso é cultural, infelizmente.

Mudando os hábitos

De uns anos pra cá, no entanto, essa cultura tem mudado para melhor. Os brasileiros, especialmente os mais jovens, estão criando o hábito de poupar dinheiro e de se informar sobre maneiras de investir com segurança e rentabilidade. 

O número de investidores no Tesouro Direto, por exemplo, tem crescido de forma exponencial nos últimos cinco anos. Isso porque, cada vez menos, podemos contar com a Previdência pública para garantir uma velhice economicamente estável: o Estado não pode garantir a nossa aposentadoria e isso se torna um problema quando temos um aumento real na expectativa de vida da nossa população.

Os nossos tempos sombrios têm servido, porém, para jogar sobre os ombros da nossa imensa massa produtiva a responsabilidade de pensar em meios de garantir, de forma individual, uma segurança para si mesmo e para seus familiares. 

Juntar é imprescindível! 

É necessário juntar patrimônio – seja em espécie, seja em imóveis, seja em conhecimento – já que este é um meio eficaz de prover novas fontes de renda. Poupar não é mais um luxo, guardar o que sobra não é uma opção. Aliás, não devemos investir o que sobra, mas sim incorporar o valor a ser investido como mais uma conta nas nossas vidas. 

Tanto faz quanto você tem para começar: comece! Planeje-se! Informe-se! Faça por você sem esperar pela tutela do governo, pelo FGTS, pelo seguro desemprego. Poupar é, cada vez mais, uma questão de hábito e segurança nunca será um luxo, mas sim uma necessidade. 

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