China ameaça responder sanções à Huawei com metais de terras raras

Na Quarta-feira, dia (22/05) os jornais chineses alertaram que a China está se preparando para revidar a Guerra comercial contra os Estados Unidos com terras-raras, tais medidas intensificariam a dissensão entre duas das maiores economias mundiais.

O que são as "terras raras"?

As terras raras são importantes substâncias químicas com um grande potencial danoso. Embora sejam abundantes, recebem esse nome pela dificuldade de extração.

Elas são compostas por 17 elementos químicos: o

EUA X Huawei

Os EUA vêm mantendo pressão contra a Huawei por considerá-la “instrumento do governo Chinês” e a acusa por roubo de tecnologia e violação das sanções, colocando-a na lista de empresas proibidas de comprar e vender equipamentos e tecnologias das empresas Norte-Americanas. Por outro lado, a China não ameaça diretamente a decisão de parar de comercializar Terras raras para a União Americana, mas se impõe implicitamente através da mídia local.

"Não digam que não avisamos"

Segundo O Diário do Povo Oficial, a opção de parar a roda comercial de Terras raras pode se tornar uma grande “contra-arma” para revidar os posicionamentos estadunidenses, que, segundo o mesmo, não teria nenhuma razão. “Estados Unidos não subestime a capacidade da China de Contra-atacar”, afirma.

Daí se encontra a expressão “Não diga que não avisamos”, popularmente usada pelos jornais oficiais da China para indicar que existem fortes discordâncias com os rivais, houve do mesmo modo o uso do “aviso” durante uma disputa de fronteira com a Índia em 2017 e em 1978 antes da China invadir o Vietnã.

Terras raras como moeda de troca

Em outros momentos no passado, a China também considerou vetar o comércio de Terras raras como medida de defesa em disputas diplomáticas, como em 2010, após uma traineira colidir com dois navios da guarda costeira no Japão. Por outro lado, os Japoneses, Estadunidenses e Europeus queixaram-se à Organização mundial do comércio (OMC) sobre a postura chinesa.

Alguns especialistas concluem que se essa for a escolha do governo da China, provavelmente haverá justificativa como uma questão de segurança Nacional, desculpa também utilizada para impedir que empresas Norte Americanas, como o Google, operem em seu mercado. Um ponto importante de ressaltar é que o mercado de terras-raras dos EUA pertencem a China em cerca de 80%, com base em sua participação no ano de 2014, que resultou na isenção de algumas taxas aplicadas recentemente.

Todavia, Pequim elevou as tarifas efetivas sobre as importações de minérios de metais considerados raros para os Estados Unidos, indo de 10% para 25% a partir de 1º de Junho desse ano, assumindo que o processamento do material na China seria menos econômico para a gigante americana. É nesse quadro que os especialistas aguardam uma urgência em trazer a capacidade de mineração dos metais raros para a região da Califónia, na Austrália se a China aproveita sua posição para resolver impasses e disputas.

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